ISRAEL TERRA SANTA

PERGAMINHOS IMPORTANTES E CONHECIMENTOS

CAPITAL DO ESTADO DE ISRAEL E CAPITAL DA JUDEIA NOS TEMPOS BÍBLICOS.

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Paulo Souza Dos Santos respondeu à discussão 'QUER SABER O QUE DE ISRAEL?' de ANTHONY SMITH
Olá amigo, tenho o desejo de conhecer todos os hábitos, costumes e tudo que tinham um significado importante dentro do contexto bíblico AT. NT. dos povos, e em especial os Israelitas(hebreu ou judeu)
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QUER SABER O QUE DE ISRAEL? 3 respostas 

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Notas

BAIXAR CD EM HEBRAICO E PORTUGUÊS

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SARAH  BEHAR NAJMANOVICH - ESTA CANTORA É CARIOCA NASCIDA NO RIO DE JANEIRO BRASIL. A MESMA FOI PRA ISRAEL E CONHECEEU UM JUDEU QUE FAZ PARTE DAS FORÇAS ARMADAS ISRAELENCE. ELES SE CASARAM E ESTÃO ATUALMENTE EM JERUSALÉM. ESTIVE COM ELES E TIVE O PRAZER DE VE-LA CARTAR PRA O GRUPO DE BASILEIROS.

CLICK PARA BAIXAR:… Continuar

Criado por ANTHONY SMITH 2 Ago 2010 at 21:45. Atualizado pela última vez por ANTHONY SMITH 3 Ago, 2010.

A IGREJA DE COPTAS - EGITO





Igreja Ortodoxa Copta A Igreja Ortodoxa Copta, de acordo com a tradição, foi estabelecida pelo apóstolo São Marcos no Egipto em meados do século I (aproximadamente no ano 60). É uma Igreja não-calcedoniana, isto é, uma Igreja cristã que não está em comunhão com a Igreja Ortodoxa nem com a Igreja Católica. É a Igreja cristã nacional do Egipto (Copta significa egípcio) e uma das Igrejas orientais mais antigas do mundo. Ela é… Continuar

Criado por ANTHONY SMITH 2 Jan 2010 at 22:46. Atualizado pela última vez por ANTHONY SMITH 3 Jan, 2010.

O RIO DA PODREFICAÇÃO-EGITO




ESTE RIO CORTA A CIDADE DO CAIRO - EGITO. TODO MORADOR DA CIDADE, TEM O COMPROMISSO DE JOGAR TUDO QUE SE TORNE PODRE DENTRO DO RIO. COM ISTO OCORRE A PODREFICAÇÃO E A LAMA QUE SE TORNA, SERVE PARA TRANSFORMAR A AREIA DESERTICA E SOLO FERTIL. OBS: ESTA IDEIA FOI DE JOSÉ DA BÍBLIA. Continuar

Criado por ANTHONY SMITH 17 Dez 2009 at 21:17. Atualizado pela última vez por ANTHONY SMITH 18 Dez, 2009.

TERRA QUE MANA LEITE E MEL











" TÂMARAS, TAMAREIRA"



ANTONY JOSEPH

O QUE DEUS QUIZ DIZER COM: A TERRA QUE MANA LEITE E MEL?



No livro de ÊXODO , capítulo 03 e versículo 08 encontramos a expressão que DEUS disse a Moisés que iria libertar o seu povo que estava sendo escravos no EGITO; e leva-los a uma TERRA QUE MANA LEITE E MEL. Muitos tentam descobrir o significado desta expressão traduzindo ao pé da letra. Mas nem sempre pode ser interpretado desse jeito. Em… Continuar

Criado por ANTHONY SMITH 27 Jun 2009 at 23:49. Atualizado pela última vez por ANTHONY SMITH 28 Jun, 2009.

Página Inicial das Notas

 


  ISRAEL É UM PAÍS MUITO RICO EM AGROPECUÁRIA E TANTAS OUTRAS COISAS. AQUI ESTÁ UMA PEQUENA MOSTRA DE UMA LINDA PLANTAÇÃO DE TRIGO.
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Criado por ANTHONY SMITH 11 Jun 2009 at 23:39. Atualizado pela última vez por ANTHONY SMITH 28 Jun, 2009.

A ARCA DA ALIANÇA


A ARCA DA ALIANÇA
A Arca da Aliança, Arca de Deus ou Arca do Pacto
(hebraico:ארון הברית aróhn hab·beríth; grego:
ki·bo·tós tes di·a·thé·kes”) é descrita na Bíblia como
o objeto em que as tábuas dos Dez mandamentos teriam
sido guardadas, como também veículo de comunicação
entre Deus e seu povo escolhido. Foi objeto de
veneração entre os hebreus até seu desaparecimento,
que segundo especulações, ocorreu na conquista de
Jerusalém por Nabucodonosor. HÁ QUEM DIGA QUE O
profeta Jeremias foi o responsável por escondê-la.


ORIGEM

Segundo o livro do Êxodo, a montagem da Arca foi
orientada por Moisés, que por instruções divinas
indicou seu tamanho e forma. Nela foram guardadas as
duas tábuas da lei; a vara de Aarão; e um vaso do
maná. Estas três coisas representavam a aliança do
Deus Yeovahh com o povo de Israel. Para judeus e
prosélitos a Arca não era só uma representação, mas a
própria presença de Deus.

CONSTRUÇÃO

A Bíblia descreve a Arca da Aliança da seguinte forma:
caixa e tampa de madeira de acácia, com 2 côvados e
meio de comprimento (um metro e onze centímetros ou
111cm), e um côvado e meio de largura e altura (66,6
cm). Cobriu-se de ouro puro por dentro e por fora. -
(Êxodo 25:10 a 16)
Para seu transporte, necessário para um povo ainda
nômade (nómada), foram colocadas quatro argolas de
ouro nas laterais, onde foram transpassados varas de
acácia recobertas de ouro. Assim, o objeto podia ser
carregado pelo meio do povo.
Sobre a tampa, chamada Propiciatório "o Kapporeth",
foi esculpida uma peça em ouro, formada por
doisquerubins ajoelhados de frente um para o outro,
cujas asas esticadas para frente, tocavam-se na
extremidade, formando um arco, de modo defensor e
protetor. Eles se curvavam em direção à tampa em
atitude de adoração (Êxodo 25:10-21; 37:7-9). Segundo
relato do verso 22, Deus se fazia presente no
propiciatório no meio dos dois Querubins de ouro em
uma presença misteriosa que os Judeus chamavam
Shekinah ou presença de Deus.
A Arca fazia parte do conjunto do Tabernáulo, com
outras tantas especificações. Ela ficaria repousada
sobre um altar, também de madeira coberto de ouro, com
uma coroa de ouro ao lado.
Somente os sacerdotes levitas poderiam transportar a
tocar na arca, e apenas o Sumo-Sacerdote, uma vez por
ano, no dia da expiação, quando a Luz de Shekiná se
manifestava, entrava no santíssimo do templo. Estando
ele em pecado, morreria instantaneamente.
Outros relatos bíblicos se referem ao roubo da arca
por outros povos inimigos de Israel (filisteus), que
sofreram chagas e doenças enquanto tinham a arca em
seu poder. Homens que a tocavam que não fossem levitas
ou sacerdotes morriam instantaneamente. Diante dessas
terríveis doenças causadas pela presença da Arca do
Senhor Deus de Israel, os filisteus se viram numa
necessidade de se livrarem do objeto de adoração,
então, a mandaram para a cidade de Gate, e logo após
para Ecron, sendo sempre rejeitada, o que acarretou na
sua devolução ao povo de Israel.


FUNÇÃO E SIMBOLOGIA

A partir do momento em que as tábuas dos Dez Mandamentos foram repousadas no seu interior, a Arca é tratada como o objeto mais sagrado, como a própria representação de Deus na Terra. A Bíblia relata complexos rituais para se estar em sua presença dentro do Tabernáculo.

Segundo relatos, Deus revelava-se como uma figura etérea que se manifestava sobre os querubins que esticavam suas asas sobre a Arca. Tocá-la era um ato severamente punido, inclusive com morte instantânea, razão pela qual existiam varas para seu transporte.



A ARCA COMO INSTRUMENTO DE GUERRA

A Arca representava o próprio Deus entre os homens. A crença de Sua presença ativa fez com que os hebreus, por várias vezes, carregassem o objeto à frente de seus exércitos nas batalhas realizadas durante a conquista de Canaã. Inicialmente, a presença da Arca era suficiente para que pequenos contingentes hebreus aniquilassem exércitos cananeus inteiros. Mas quando dispensavam-na, sofriam derrotas desastrosas.

Ainda restava o assentamento das sete Tribos de Israel na Terra de Canaã para que a conquista estivesse completa, quando Josué determinou a construção de um Tabernáculo permanente na cidade de Siló, onde a Arca ficaria protegida.



A CAPTURA DA ARCA PELOS FILISTEUS E SEU RETORNO

Nos últimos anos do período dos Juízes de Israel, a Arca da Aliança era guardada pelo sacerdote Eli, e seus filhos Hofni e Finéias. O profeta Samuel, ainda jovem, recebeu uma revelação divina condenando os mesmos ao julgamento, devido a crimes cometidos.

Neste tempo, segundo o relato bíblico, os filisteus invadiram a Palestina, vencendo o exército israelita próximo à localidade de Ebenézer. Estes, vendo-se em situação adversa, apelaram para a Arca, e a trouxeram de Siló. A maldição sobre Eli teria tido lugar, pois a Arca não surtiu efeito na batalha: os israelitas foram derrotados, e o objeto capturado. Os filhos de Eli foram mortos, e este, ao saber da notícia, caiu de sua cadeira e morreu com o pescoço quebrado.

Os filisteus teriam tomado a Arca como despojo de guerra, e a levaram ao templo de Dagom, em Asdode. O relato bíblico conta que a simples presença do santuário naquele local foi o suficiente para que coisas estranhas ocorressem: por duas vezes, a cabeça da estátua de Dagom apareceu cortada. Em seguida, moléstias (hemorróidas, especificamente, além de um surto de ratos) teriam assolado a população de Asdode, inclusive príncipes e sacerdotes filisteus, o que fez com que a arca fosse transportada para Ecrom, outra cidade filistéia. Porém, a população local reagiu negativamente à sua presença, e a enviou de volta ao território de Israel numa carroça. O tempo de permanência da Arca na Filístia teria sido de sete meses.

A carroça, puxada por vacas, parou em Bete-Semes, onde foi recebida por um certo Josué (personagem diferente do Josué, comandante da Conquista de Canaã). Os bete-semitas, movidos pela curiosidade, olharam para o interior da Arca, e morreram instantaneamente. Em seguida, foi transportada para Quireate-Jearim, onde ficou aos cuidados de Eleazar por 20 anos.


A ARCA EM JERUSALÉM E O TEMPLO DE SALOMÃO

No início de seu reinado, Davi ordenou que a Arca fosse trazida para Jerusalém, onde ficaria guardada em uma tenda permanente no distrito chamado Cidade de Davi. Com o passar do tempo, Davi tomou consciência de que a Arca, para ele símbolo da presença de Deus na Terra, habitava numa tenda, enquanto ele mesmo vivia em um palácio. Então começou a planejar e esquematizar a construção de um grande Templo. Entretanto, esta obra passou às mãos de seu filho Salomão.

No Templo, foi construído um recinto (chamado na Bíblia de "oráculo") de cedro, coberto de ouro e entalhes, dois enormes querubins de maneira à semelhança dos que havia na Arca, com um altar no centro onde ela repousaria. O ambiente passou a ser vedado aos cidadãos comuns, e somente os levitas e o próprio rei poderiam se colocar em presença do objeto sagrado.



DESAPARECIMENTO

A Arca permaneceu como um dos elementos centrais do culto a Deus praticado pelos israelitas durante todo o período monárquico, embora poucas referências sejam feitas a ela entre os livros de Reis e Crônicas.

Em 587 a.C (ou 607 a.C, segundo alguns estudiosos), Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu o reino de Judá e tomou a cidade de Jerusalém. O relato bíblico menciona um grande incêndio que teria destruído todo o templo. A Arca desaparece completamente da narrativa a partir desse ponto, e o próprio relato é vago quanto ao seu destino.

Para os católicos que se utilizam da Septuaginta, Escrituras Sagradas na versão grega dos LXX, o desaparecimento da Arca é narrado no livro de II Macabeus, não aceito pelos protestantes e pelos judeus. Nessa situação o profeta Jeremias haveria mandado que levassem a Arca até o monte Nebo para ali a esconder em uma caverna (II MAC Cap. 2).

" O escrito mencionava também como o profeta, pela fé da revelação, havia desejado fazer-se acompanhar pela arca e pelo tabernáculo, quando subisse a montanha que subiu Moisés para contemplar a herança de Deus. No momento em que chegou, descobriu uma vasta caverna, na qual mandou depositar a arca, o tabernáculo e o altar dos perfumes; em seguida, tapou a entrada. Alguns daqueles que o haviam acompanhado voltaram para marcar o caminho com sinais, mas não puderam achá-lo. Quando Jeremias soube, repreendeu-os e disse-lhes que esse lugar ficaria desconhecido, até que Deus reunisse seu povo e usasse com ele de misericórdia.Então revelará o Senhor o que ele encerra e aparecerá a glória do Senhor como uma densa nuvem, semelhante à que apareceu sobre Moisés e quando Salomão rezou para que o templo recebesse uma consagração magnífica." (II Mac, 2, 4-7, Bíblia Ave-Maria).

Como os relatos bíblicos afirmam que somente os israelitas descententes de Aarão (Da tribo de Levi) poderiam transportá-la, qualquer não-levita seria consumido por Deus ao tocá-la, por isso é improvável que a mesma tenha sido destruída.


A BUSCA PELA ARCA

Não há certezas acerca de sua existência ou destruição. É possível que, antes de atear fogo ao Templo, os soldados de Nabucodonosor tenham tomado todos os objectos de valor (incluindo a arca coberta de ouro) e a levado como prémio pela conquista.

Uma vez em posse dos babilónicos, ela pode ter sido destruída para se obter o ouro, ou conservada como troféu. Babilónia também foi conquistada posteriormente por persas, macedónios, partos e outros tantos povos, e seus tesouros (incluindo possivelmente a Arca) podem ter tido incontáveis destinos.

De qualquer modo, ela tem sido um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados pela humanidade, e inúmeras expedições à Mesopotâmia e à Palestina foram realizadas, sem sucesso. Existem hoje em vários museus réplicas da Arca baseadas nas descrições bíblicas, mas a verdadeira jamais foi encontrada.

O cineasta George Lucas inspirou-se na busca pela Arca para o roteiro de seu filme Raiders of the Lost Ark (intitulado Caçadores da Arca Perdida, no Brasil; Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida, em Portugal).

Para muitos a Arca foi trazida pelo filho do Rei Salomão, com a Rainha de Sabá (rainha da atual Etiópia). E está guardada em um templo na Etiópia, onde um único Sacerdote pode vê-la.

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KIPÁ, QUIPÁ, KIPPOT


O quipá (em hebraico כיפה, kipá, "cúpula", "abóbada" ou "arco") ou yarmulke (em iídiche יאַרמלקע, yarmlke, do polonês jarmułka, que significa "boina"), é um pequeno chapéu em forma de circunferência, semelhante ao solidéu, utilizada pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de "temor a Deus".
Quipás (kipót)à venda em Jerusalém

O Talmude enfatiza a necessidade de se ter sempre o temor a Deus sobre nossas cabeças. A maioria dos judeus utiliza a quipá apenas em ocasiões solenes e de devoção, enquanto alguns utilizam-no o dia inteiro, ilustrando a necessidade de se temer a Deus em todos os momentos da vida.

O surgimento da quipá e o sentido inicial do seu uso dentro do judaísmo até hoje não tem uma explicação satisfatória. No entanto, durante muito tempo seu uso não foi obrigatório. Somente no século XIX, diante do perigo da assimilação, os ortodoxos instituiram a obrigatoriedade do uso. Certas ramificações, como os caraítas, não seguem esse costume.

De acordo com a tradição, apenas homens devem usar quipá, ainda que nos tempos modernos ramificações não-ortodoxas do judaísmo permitam que as mulheres também a utilizem. Seu uso é usualmente associado ao reconhecimento da superioridade divina sobre o ser humano, sendo o símbolo de humildade perante o criador e de submissão à sua vontade.


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TEFILLIN - OBDIÊNCIA À DEUS.


Tefillin


Tefillin, (hebraico: תפילין), também chamado phylacteries, são um par de caixas pretas de couro contendo pergaminhos de pergaminhos inscritos com versículos da Bíblia. A mão-Tefillin, ou shel Yad, é usado pelos judeus acondicionada em torno do braço, mãos e dedos, enquanto o cabeça-Tefillin, ou shel Rosh, é colocada acima da testa. Eles servem como um "sinal" e "lembrança" de que Deus trouxe os filhos de Israel fora do Egito e servir para diversos fins, no cumprimento dos mandamentos escritural prescreve-los para ser usado pelos judeus.

Tefillin cúbicos são trabalhadas as casas pintadas de couro preto com tiras de couro, preto tingida de um lado, que os judeus usam na sua cabeça e seu braço durante a semana manhã orações. Essa tradição tem sido ativa durante milhares de anos. Atento judeus consideram Tefillin vestindo a ser um grande mitzvah (comando).

A fonte dos textos para Tefillin na Torah são obscuras no sentido literal. Por exemplo, o seguinte versículo do shema afirma: "E você deve vincular-los como um sinal sobre o seu braço, e eles serão os totafot entre os seus olhos." [1]

O versículo não designar especificamente o que a "vincular o teu braço", ea definição de totafot não é óbvia, o único outro aparições desta palavra são idênticos em contextos (Ex.13: 16 & Deut. 11:18). Mas a autoridade da tradição oral (Torá Oral) explica que são estes escritural passagens próprios (incluindo o shema), que devem ser vinculados ao corpo, sob a forma de Tefillin. É, portanto, a Torá Oral que fornece os detalhes da construção e aplicação de Tefillin.

O termo "para estabelecer Tefillin" é frequentemente utilizado em Inglês como neste artigo. O termo é derivado do Ídiche leigen, que é a tradução para a palavra hebraica lehaniach, o verbo utilizado no Talmud para descrever o Tefillin colocar na cabeça e braço. O termo "vestir" também é de uso comum, quando se refiram aos Tefillin.



Fabricação e conteúdo

Couro caixas e precintas
Preparação do shel Rosh caixa

Tefillin composto por duas caixas pretas de couro, uma estabelecidas no braço conhecido como o shel Yad, literalmente "para o lado", e as demais previstas na cabeça conhecido como o shel Rosh, literalmente "para a cabeça".

Antes de iniciar qualquer fase do processo de fabrico de Tefillin, é essencial que o acto tenha específico "kavanah" ou a intenção de cumprir o mitzvah de Tefillin. É comum que o pronunciamento LESHEM mitzvat Tefillin - em prol do mandamento de Tefillin - a ser feita.

Há dez requisitos essenciais Tefillin deve ter para que possam ser vaild: [8]

1. A rolagem deve ser escrita com tinta.
2. A rolagem deve ser feita de pergaminho.
3. As casas e as suas malhas deve ser perfeitamente quadrado.
4. Sobre os lados direito e esquerdo da cabeça-shin Tefillin a carta deve ser gravada.
5. A rolagem deve ser acondicionado em uma tira de pano.
6. A rolagem deve ser vinculado com kosher pêlos.
7. A costura deve ser feito com o tendão de um animal kosher.
8. A "passagem", deve ser feita para a precinta a passar.
9. As precintas devem ser negro.
10. As precintas devem ser laçado na forma da letra DALET.



As caixas são feitas a partir de peles de animais kosher. As caixas, ou battim, tanto a parte superior do cubo - o ketzitzah - e de base - a teturah - deve ser perfeitamente quadrados e deve ser pintado preto. Cada caixa tem uma menor base que pode ser aberta para inserir pergaminhos de pergaminho. A abertura é retalho costurados fechados com tendão através doze buracos. A costura também deve formar um quadrado perfeito. Existe uma passagem ao longo das costas da parte inferior da base do chamado couro precintas ma'avartah onde são transmitidos. As precintas devem ser negro no exterior. As precintas devem também ser preparados a partir da pele de um animal kosher. As medições das caixas não são dadas e do Shulchan Aruch estados [Fonte Necessário] que não existe um tamanho mínimo ou máximo para Tefillin.

Dependendo do costume, o nó da cabeça-Tefillin estropo formas ou a letra DALET (ד) ou um quadrado composto de uma dupla DALET. A pulseira que é transmitida através do braço-Tefillin é formado em um nó com a forma da letra yodh (י). A direita e à esquerda da cabeça fora enfrenta-Tefillin caixa tem a letra shin (ש). A canela do lado esquerdo tem um braço interna adicional para atribuir Shaddai, um dos nomes de Deus no judaísmo.

Tefillin variam em qualidade, a forma como são feitas, e na sua halachic conveniência. No mercado hoje existem quatro tipos: --

Peshutim (Simple Ones) - Essas são feitas utilizando vários pedaços de pergaminho para formar as paredes interiores da cabeça Tefillin, colado dentro de um quadrado para fenda a dividi-lo em quatro compartimentos exigidos. Se as inserções são coladas incorretamente então estes não são kosher batim para uso. O interior parshiyot comercialmente comprou peshutim são geralmente de muito má qualidade, e pode muitas vezes ser inválido.

Peshutim Mehudarim (Superior Simples Ones) - Estes fazem a caixa do Tefillin a partir de uma única peça, conforme necessário. Eles normalmente são feitas com 32 milímetros para as caixas laterais, que são muito pequenas. No entanto, cabra da pele é utilizada para formar leves batim, que quando terminar olhar quase idêntico ao mais caro chicotear tipo, mas eles não são tão duráveis.

Dakkot (Thin Ones) - Essas são feitas por uma fina camada de alongamento pergaminho sobre uma base estrutural semelhante à peshutim. Este pergaminho exterior formas de toda a caixa do Tefillin, incluindo o interior, bem como as paredes exteriores, bem como a base, que é halachically desejável. Sua magreza Tefillin o que significa que pode se tornar inválida halachically relativamente fácil se bateu, ou através do desgaste normal.

Gassot (Espessa Ones) - Essas são feitas exclusivamente de uma única peça de couro espesso (geralmente com pastilhas para garantir que eles estreita planície). Isso requer o uso repetido de várias toneladas de pressão em prensas industriais, como parte de um complicado plano de produção, mas delicado. A resultante batim são tão duráveis e espesso que pode ser renovado, mesmo seriamente danificada e que normalmente durar uma vida inteira. Gassot são feitas com caixas variando de tamanho de cerca de 20 mm por cada lado para mais de 40 mm, embora lados de 31-36 mm são consideradas normais. Para produzir os melhores Gassot esconder-vaca é utilizada a partir do bochechas e do pescoço onde é o thickest. Assim, só um par de Tefillin é produzido para cada cabeça de gado. Após sofrer um processo de amaciamento do couro é cortado ao tamanho e deixou-a secar lentamente durante pelo menos três meses. A caixa formas são então formadas através do aparelho de grande pressão e gradualmente a cúbicos forma começa a formar na pele.

Cada titura (cubo), com média de 35 milímetros quadrados de tamanho, é areado, perfeitamente quadrado, pintado com tinta preta jacto feita apenas a partir de ingredientes kosher, e medidos, tal como muitos como doze vezes. Um verniz acabamento fornece desgaste resistente protecção e uma multa, irrepreensível aspecto que deve ser completamente quadrado ou são inválidos para o uso.

Sobre a cabeça Tefillin duas pernas, um com quatro cabeças saliente. Uma vez que o pergaminhos são colocados dentro de um determinado modo - envolvendo envolvimento deles em pedaços de pergaminho e prendendo-os levemente com o bezerro do cabelo - o batim são costurados com cala giddin (tendão) de um animal com um kosher do bezerro de pêlos visíveis no exterior.

Finalmente, o couro retsu'ot (tiras), que são pretas de um lado e deixou claro, por outro lado, são empurrados através da ma'avarta (canal) e nodoso segundo a ASHKENAZI ou Sephardi personalizado.

Parchment rola

O braço-Tefillin tem apenas um compartimento, que contém quatro passagens bíblicas escritas em um único pedaço de pergaminho em quatro colunas paralelas. A cabeça-Tefillin tem quatro compartimentos separados, formado a partir de um pedaço de couro, em cada um dos quais um deslocamento de pergaminho é colocada. As passagens inscrito no pergaminho todos incluem uma referência ao mandamento do Tefillin:

* Kadesh Li - o direito do povo judeu para sempre lembrar do resgate de escravidão egípcia,

- Êxodo 13:1-10:


Como estabelecer Tefillin

Ver também: Lista de orações e bênçãos judaicas: Tefillin

É costume entre os judeus ASHKENAZI para leigos e para remover o Tefillin enquanto pé. [9] Se usado, o talit é colocada sobre o Tefillin antes e depois da retirada delas.

O braço-Tefillin é colocada no bíceps do braço esquerdo, dois dedos breadths afastado do cotovelo, com a caixa virada para dentro do coração. Canhoto gente colocar o braço-Tefillin em seu braço direito. Após a bênção é dito, o braço-Tefillin é agravado, em seguida, o braço envolto em torno de sete vezes. A pulseira que é transmitida através do braço-Tefillin deve ser suficientemente longo para permitir que o nó, também para embrulhar ao redor do antebraço 7 vezes, e também para amarrar ao redor do lado de acordo com a família ou tradição local. O nó de constituição e braço vinculativo diferem consideravelmente entre as diferentes tradições família ou comunidade. Existe um costume de cobrir o braço-Tefillin com a manga, de acordo com o versículo "E eles serão um sinal para você ...", isto é, para você e não a outros.

Em seguida, o chefe-Tefillin é colocado em cima da cabeça ", entre os olhos", mas não inferior a fio (ou quando um fio da era em queridos jovens). O nó da cabeça-Tefillin senta-se a parte de trás da cabeça, após a parte do osso occipital que relativamente pouco acima da nuca, em frente do quiasma óptico. O posicionamento da cabeça Tefillin é universalmente aceito para ser contra a directiva literal do versículo em Deuteronômio 11:18, que fala de colocá-lo "entre os olhos". Este é um resultado da gezerah shavah mencionados no Kiddushin 36a interposto por Abaye. Ele descreve que há uma relação estabelecida entre o mandamento do Tefillin e do mandamento contra um careca Kohen tornando uma mancha sobre a cabeça para fora da angústia de alguém morrer (Deuteronômio 14:1). Como este versículo fala sobre como fazer um spot sobre a cabeça careca imediatamente acima do fio em alinhamento vertical com o local entre um dos olhos, assim também faz o versículo sobre Tefillin falar sobre esta posição sobre a cabeça. As duas tiras da cabeça-Tefillin sejam levados à frente dos ombros, com as suas ensombrecerão lado virado para fora. As duas extremidades, caindo na frente, quer ao longo do ombro, deve chegar ao umbigo, no lado esquerdo e chegar a área genital, no lado direito.


Sefarditas e Hasidic autoridades são da opinião de que a benção sobre o cabeça-Tefillin que não é necessária e uma benção sobre o que o braço-Tefillin é suficiente. Ashkenazim, que não fazem recitar uma bênção sobre a segunda cabeça-Tefillin, primeiro deixar o cabeça-Tefillin dissolutamente descansando sobre a cabeça, e aperte-a no lugar apenas depois de dizer a bênção.
Precintas formando a letra ש ferida, de acordo com o costume ashkenasic

Só depois de colocar a cabeça são as Tefillin Tefillin em torno da mão e dos dedos. O restante do braço-Tefillin precintas são enrolados em torno de três vezes o dedo médio e ao redor do lado de modo a formar a forma da letra hebraica shin (ש). Este é tradicionalmente acompanhado pela recitação de Oséias 2:21-22. Sephardim proceder do mesmo modo. O método de acondicionamento Sefárnico resultados em um DALET (ד) forma na palma da mão e uma perna em torno do dedo médio, de modo a representar o nome Shaddai do dedo médio (ש) através da palma (ד) para o nó (י) enforcamento da caixa do braço-Tefillin.

Sobre a remoção do Tefillin os três twistings sobre o dedo médio são desapertados primeiro e, depois, o chefe-Tefillin é removido; e, finalmente, o braço-Tefillin.

Quando estabelecer Tefillin
Rabino Chaim Pinchas Scheinberg Tefillin usa durante o dia
Um Lubavitcher hasid no centro de Jerusalém esperanças transeuntes para ajudar a estabelecer tefilin

Originalmente eram Tefillin lain o dia todo, mas não durante a noite. Hoje o costume prevalecente é a de fixar-lhes apenas durante a semana manhã serviço. [10] O problema de usá-las todos os dias é a necessidade de removê-los quando encontrar um lugar imundo, por exemplo, uma casa de banho, bem como a exigência de se ter em mente o conhecimento de que estão a ser usados [11].

Uma pequena minoria continua a seguir a prática do que Tefillin durante todo o dia. Este costume é encontrada principalmente entre os seguidores do Vilna Gaon e do Rambam, e entre alguns judeus iemenita. Estudantes em algumas yeshivot, principalmente religiosos nacionais, têm sido observados com Tefillin Minha tarde durante o serviço. Eles argumentam que essa prática ainda é necessária, e não uma questão de costume. Outros grandes rabinos, por exemplo, Chaim Pinchas Scheinberg também lançar Tefillin de serviços.

Como Tefillin lain é permitido a qualquer momento durante o dia, Lubavitch hasidim serão frequentemente encontrados em todos os tipos de encontros religiosos e seculares e locais esperando para dar um outro judeu a possibilidade de estabelecer Tefillin. Esse fenômeno foi o desejo do rabino Menachem M. Schneerson, que lançou a "Campanha Tefillin" pouco antes da eclosão da Guerra Seis Dias em 1967. [


Hol HaMoed

Pelo intermédio dias de Pessach e Sucot, existe um grande debate entre os principais halachic Tefillin autoridades quanto a saber se deve ou não ser lain. Alguns rishonim Tefillin proibir a ser lain sobre Hol HaMoed que considerem os dias têm o mesmo estatuto que um festival, que em si constitui um "sinal" que a colocação de Tefillin desnecessária [13]. Outros argumentam rishonim e espera que Hol HaMoed não constituem um "sinal", caso em que deve ser Tefillin lain sobre Hol HaMoed [14].

Devido a este conflito de opinião, há três existentes aduaneira: [15]

* Para se abstenha de usar Tefillin. A Beth Yosef [16] assinala que todos os judeus sefarditas, que se abstenha de Tefillin sobre Hol HaMoed. Sua decisão é baseada em kabbalistic razões. O Zohar recomenda vivamente abstendo-se de que Tefillin sobre Hol HaMoed. Assim, o Shulchan Aruch [17] as regras que é proibido estabelecer Tefillin sobre Hol HaMoed. Este é também o parecer do Vilna Gaon [18], cujo acórdão foi universalmente aceito em Israel.
* Para usar Tefillin mas a abster-se de recitar as bênçãos. O Tur [19] observa que há uma série de rishonim que a certeza se deve estabelecer um Tefillin sobre Hol HaMoed e, por conseguinte, defende que Tefillin mas abstendo-se de recitar as bênçãos. As autoridades que a regra como este incluem o Ritva [20], o SeMaG, [21], o Meiri [22] e os TaZ [17]. A vantagem deste compromisso é que evita uma gravíssima violação de qualquer uma das transgressões ou não colocação Tefillin fazer uma bênção em vão.
* Para usar Tefillin e recitando as bênçãos em um tom suave. Esta é a opinião do Rama que escreve que esta é a práticas universalmente aceites Ashkenazic entre os judeus.

O Mishna Berura [23] recomenda que em Hol Hamoed uma disposição mental antes de fazer uma colocação Tefillin: Se eu sou obrigado a não Tefillin pretendo cumprir o meu dever, e se eu não sou obrigado a não Tefillin, meu fazê-lo, não deve ser considerada como cumprindo uma obrigação e que a bênção não pode ser recitado. O Aruch Hashulchan escreve que uma prática Ashkenazic entre alguns judeus se desenvolveu a abster-se de que Tefillin sobre Hol Hamoed. Ele se refere à prática de Hasidic judeus cujos rituais são inspirados pela kaballah. Curiosamente, esta foi também a prática na famosa Volozhin yeshiva e de Rav Chaim Soloveitchik [24].

A maioria das pessoas que estabelecem Tefillin sobre Hol HaMoed removê-los antes do Hallel oração, ao contrário, em Rosh Chodesh, quando o Tefillin é removido imediatamente antes da Mussaf oração. Isto é por uma questão de respeito para a natureza festiva do Hol HaMoed, uma natureza festiva que é especialmente palpável durante a recitação do Hallel. A única excepção a esta prática é o primeiro dia de Hol HaMoed Pessach, quando a Torá leitura (que se segue Hallel) discute a mitzvah de Tefillin. Porque a Torah leitura nesse dia incide sobre o Tefillin, aqueles que estabelecem Tefillin Hol HaMoed em mantê-los durante o Hallel e na leitura da Tora, e somente remover o Tefillin após leitura da Tora é concluída.


Tisha B'Av

Em Tisha B'Av, Tefillin são usados na parte da tarde em vez de serviço. No entanto, muitos judeus, sobretudo entre ASHKENAZI e Sepharadi Jerusalemites, faça Tefillin leigos para o serviço de manhã também. Houve algumas medieval Tefillin autoridades que decidiu que não devem ser estabelecidos em todas as em Tisha B'Av, mas parece que hoje os judeus não seguir este parecer.

Quem estabelece Tefillin
Um homem estabelece tanto cabeça e mão Tefillin no Muro Ocidental.

No judaísmo ortodoxo Tefillin são estabelecidas por homens com idade superior a treze. [25] Tefillin são um rito de passagem para um garoto judeu. Jovens abaixo da idade de treze, não são considerados maduros o suficiente para saber como utilizar Tefillin ou compreender o seu significado. Cerca de um mês antes de seu Bar Mitzvah [26] um garoto vai receber o seu próprio par de Tefillin e devem ser ensinados e treinados sobre a colocação de Tefillin. O mandamento do Tefillin é dada a máxima importância e desrespeito deste mitzvah é considerado grave. Neglect deste preceito é inédito em círculos ortodoxos.

Existem opiniões conflitantes no judaísmo ortodoxo quanto a saber se as mulheres podem estabelecer Tefillin. O Talmud registros que Michal, filha do rei Saul estabelecidas Tefillin. [27] O Talmud nos Eruvin também menciona "Michal filha de Kushi Tefillin usavam e os sábios não protesto" [28] Segundo a lenda popular, Rashi's filhas alegadamente usavam Tefillin, tal como fez a esposa de Chaim ibn Attar e dos Maiden de Ludmir.Sefer Hachinuch escreve que, se uma mulher não deseja Tefillin ela pode e recebe celeste recompensa para o fazer. Mitzvah 421: ונוהגת מצוה זו בכל זמן, בזכרים אבל לא בנקבות, לפי שהיא מצוה עשה שהזמן גרמא; ומכל - מקום אם רצו להניח אין ממחין בידם ושכר יש להן, אבל לא כשכר האיש, שאינו דומה שכר המצוה ועושה כשכר שאינו מצוה ועושה. ובמסכת ערובין (96 - א) בריש פרק המצוה תפלין אמרו זכרונם לברכה שמיכל בת כושי היתה מנחת תפלין ולא מחו בידה חכמים; ושם אמרו: אשתו של יונה היתה עולה לרגל ולא מחו בידה חכמים.
Este mandamento está em vigor para todos os tempos, em machos, mas não em mulheres, considerando que é um mandamento positivo, que é inteiramente baseada tempo. No entanto, em qualquer caso, se quiserem estabelecer tefilin, não estão a ser evitado, e eles têm uma recompensa - mas não é como a recompensa do homem, por não há semelhança entre a recompensa de um que é um comandou e observa um e quem não é ordenado e observa. No Talmud Eruvin (96A) Michal a filha do Cushite (provável Michal a filha do rei Saul) seria margear Tefillin, e os sábios não protesto. O chefe do século 18 rabinos de Jerusalém rabino Yisrael Yakov Alghazi e seu filho Rabi Yomtov Alghazi incentivou as mulheres a utilização de Tefillin. [Citação necessários]

Por outro lado, Mekhilta de-Rebbi Yishmael expõe que, assim como as mulheres não são obrigadas no mitzvah estudo da Torá, assim também não são obrigados a estabelecer Tefillin. [29] O Shulchan Aruch Tefillin escreve que, uma vez que é uma obrigação que é tempo vinculado, as mulheres são isentas. O Kaf hachaim cita Targum Yerushalmi, que ao traduzir a Bíblia a proibição de não usar roupas usadas pelo sexo oposto, interpreta isso como significando que as mulheres estão proibidas de que Tefillin. [30]

O Rama Ashkenazim regras para que, mesmo que uma mulher quer ser rigoroso sobre si mesma, através de Tefillin, deve ser fortemente desencorajado. [31]

A abordagem igualitária dos ramos não-ortodoxa do judaísmo (principalmente o Judaísmo Conservador e Reforma judaísmo) é aplicável ao teffilin [32] e as mulheres são incentivadas a realizar esta mitzvah. Em alguns círculos progressistas Moderna-ortodoxo, existe um pequeno mas crescente grupo de mulheres que assumem a obrigação de fixar-lhes Tefillin ou ocasionalmente.

Nas Tefillin caraíta judaísmo não são usados, sob qualquer forma. Segundo o Movimento Mundial caraíta, as passagens bíblicas citadas para esta prática são metafóricas, e significa a "lembrar sempre a Torá e do tesouro-lo." Isto porque o mandamento da Torah é "E estas palavras, que eu comando você neste dia, será o teu coração ... E você deve vincular-los como um sinal sobre o seu braço ..." Desde palavras podem não ser mediante um do coração, ou mediante uma vinculada do braço, toda a passagem é entendida metaforicamente. [33]

Significância
Tefillin com a sua protecção exterior caixas. Lei judaica menciona a gravidade de negligenciar o mandamento do Tefillin

O parecer do Rav Sheshet no Talmud é que, negligenciando o desempenho das Tefillin, um transgressor oito mandamentos positivo [34].

Tefillin são mencionados mais de 500 vezes no Talmud. A sua utilização e fabrico estão mergulhados na mística significado. As caneleiras embutida na caixa da cabeça-Tefillin, a carta DALET formado pela cinta nó da cabeça-Tefillin yud juntamente com o nó do braço-Tefillin, compõem a palavra hebraica Shaddai, um dos nomes de Deus em Judaísmo. As passagens bíblicas no interior das caixas são declarações da crença em Deus e Deus é a ligação a este mundo.

O Rambam / Maimonide contagens [Fonte Obrigatório] o mandamento de que o braço-Tefillin e cabeça-Tefillin como dois separados positiva mitzvot. Em seu Mishneh Torah, Rambam conclui as regras de Tefillin com a seguinte exortação:

"A santidade do Tefillin é muito grande. Enquanto a Tefillin estão na cabeça e no braço de um homem, ele é modesto e Deus-temendo e não serão atraídos por brincadeira ou conversa fiada, e não terá maus pensamentos , mas vai dedicar todos os seus pensamentos para a verdade ea justiça e, portanto, cada homem deveria tentar ter o Tefillin sobre ele todo o dia, pois só assim ele pode cumprir o mandamento. Está relacionado Rav que, o aluno do nosso santo professor, nunca foi visto a andar quatro cubits sem uma Torah, sem franjas em seu vestuário, e sem Tefillin. Embora a tradição enjoins Tefillin que todos os dias, é particularmente louvável a estabelecer-los durante a oração. Os sábios dizem que quem lê um o Shema sem Tefillin é como se ele testemunhou falsamente contra si próprio. Aquele que não estabeleça Tefillin transgride oito mandamentos; para em cada um dos quatro passagens bíblicas, há um mandamento para estabelecer Tefillin na cabeça e no braço. Mas quem é habituados a estabelecer Tefillin vai viver muito, como está escrito, "Quando o Senhor está sobre eles vão viver".

Um relatório da generalizada negligência e não observância das Tefillin é encontrado em rabino Moisés de Coucy's Sefer Mitzvot Gedolot, um livro que descreve e comenta os 613 mandamentos da Torá. Em sua discussão sobre o mandamento de amar Deus, ele refere-se a Tefillin como uma das ferramentas necessárias para amar Deus. Ele conclui sua secção sobre a amar Deus, relacionando a sua experiência na Espanha, no ano 1236 CE. Na Espanha, ele chastised os judeus para os seus locais comportamento irreverente e em particular a sua negligência em que Tefillin e escreve que ele conseguiu convencer milhares de judeus que se arrependem e leigos Tefillin.

O braço ea cabeça do envolturas Tefillin precintas têm sido reivindicada para correlacionar acupuntura pontos para um reforço da health.The Tefillin mental e espiritual também é lugar sobre a cabeça eo coração para que o Tefillin é aproximar-se a mente e no coração.
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O MUSEU DE ISRAEL

O Museu de Israel é sem dúvida alguma a maior e mais atrativa instituição cultura do país, considerado como um dos museus mais importantes do mundo em artes e arqueologia. Esta instituição foi fundada no ano de 1965 e hoje é composto de diversos setores como o de Arte Betzalel, a de arqueologia Bronfman e de Judaísmo e Etnia Judaica, bem como o setor Ruth especialmente voltado para os jovens.

O museu conta também com o maior acervo do mundo de objetos arqueológicos bíblicos e da Terra Santa como por exemplo os famosos Manuscritos do Mar Morto. Em apenas 40 anos de história o museu conseguiu colecionar um acervo de mais de 500.000 objetos graças ao apoio de diversas instituições internacionais nesta área. Entre as obras mais raras e de maior valor no museu estão os rolos dos manuscritos do Mar Morto, os mais antigos do mundo antigo que datam do de desde o século II A.C até o final do primeiro século. Os manuscritos contém partes da Biblia Hebraica e além disso outros manuscritos considerados apócrifos. O Santuário do Livro, ou como é conhecido em português Museu do Livro é o lugar onde são abrigados os Manuscritos do Mar Morto, além de ser um centro de informação e estudos sobre o assunto.

Uma das mais recentes aquisições e acréscimos no Museu de Israel é uma grande maquete de Jerusalém do período do Segundo Templo. O modelo reconstitui uma reprodução da topografia e das carecterísticas arquitetônicas da Cidade Santa no período do Segundo Templo até o período em que foi destruída no ano de 66 da ERA CRISTÃ. A maquete que foi exposta originalmente no antigo hotel Holy Land agora faz parte integral e permanente do Campus do Museus de Israel não muito longe do Museu do Livro.

O Jardim de Esculturas de Arte Billy Rose é considerado um doa mais belos e foi desenhado pelo escultor Americo-Japonês Isamu Noguchi espondo uma síntese de diferentes culturas como a do Oriente Médio, do Extremo Oriente, do Ocidente bem como a Européia e Americana. A coleção é exibida em um jardim que inclui grande obras de escultores como Menashe Kadishman, Henry Moore, Claes Oldenburg, Pablo Picasso, Auguste Rodin y James Turrell. O Setor Ruth que é dirigido para jovens e crianças é único em suas proporções e oferece a cada ano aplos programas de ensino para mais de 100.000 estudantes de escolas de todo o território de Israel e contém um espaço aberto de galerias, salas de estudos, bibliotecas, salas de leituras, livros ilustrados infantis, locais para reciclagem de materiais e arquivos para coleções.

Um característica interessante para o setor Ruth é uma exibição programada para toda a família que combina obras de artes de diversos períodos da história de objetos que são extraídos de diversas coleções do museu, obras de israelenses e artitas internacionais bem como terminais de atividades interativas e de pesquisas.

A cúpula do Santuário do Livro tem o formato da tampa do vaso onde os pergaminhos foram encontrados. Um túnel, com diversos objetos arqueológicos ao longo do caminho, da acesso ao interior da cúpula. Na sala principal que é redonda há uma reprodução contínua dos pergaminhos a sua volta e na parte central da sala estão normalmente os originais. Ao redor da sala, alguns pedaços dos pergaminhos originais ficam expostos em painéis com luminosidade e umidade controladas. Estes pedaços são periodicamente trocados por outros afim de preservar estes documentos tão frágeis.


Os Pergaminhos do Mar Morto foram escritos por volta do século II A.C. segundo os testes relizados com a técnica de Carbono 14. Acreditava-se que eles poderiam estar referindo-se também a Jesus e seus apóstolos, mas os estudiosos dos pergaminhos concluiram que não após anos de minuciosos estudos por centenas de especialistas. Os pergaminhos estão escritos em hebraico, na sua maioria, mas também há trechos em aramaico e grego.

Além dos Pergaminhos do Mar Morto, outros importantes documentos ficam expostos no interior da cúpula. O Código de Alepo é o mais antigo manuscrito hebraico compreendendo o texto completo da bíblia. Escrito na Palestina no início do século X, o documento foi mais tarde transferido para o Egito e, posteriormente, para Alepo, na Síria, onde a comunidade judaica local guardou o documento com zelo por mais de seiscentos anos. O Código de Alepo foi provavelmente o manuscrito usado por Maimônides quando ele estabeleceu as regras de escrita da Torah.

Vale apena visitar o jardim das esculturas, com obras de importantes artistas como Picasso e esculturas magníficas como a escultura da Ahava (amor) e em especial a exposição de arqueologia, que conta com alguns dos objetos mais importantes achados nos extensos trabalhos arqueológicos realizados por todo o país, objetos de vários períodos históricos inclusive biblicos.

Uma interessante exposião é a exposição judaica que conta com uma grande coleção de objetos judaicos provenientes de todo o mundo: kearot de Pessach(pratos de páscoa), capas para os rolos da Torah, yad(mão) para Torah, Meguilot Esther(livros de Ester), estes objetos variavam muito de um lugar para outro e de fase da historia para outra mas preservaram a sua identidade atráves do tempo e das regiões no mundo. Além de objetos judaicos e hebraicos, o museu reconstruiu duas sinagogas em sua área. Antes das sinagogas serem demolidas, uma na India e outra na Italia, o Museu Israel desmontou as sinagogas e as trouxe a para serem remontadas noa área do museu.

A limpressionante exposição de artes inclui um riquíssimo acervo, com quadros de Rembrandt, Pissaro, Picasso, Bouguereau, Renuar e outros.

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AQUI JESUS OROU...



ESTE LUGAR É MUITO IMPORTE PARA OS CRISTÃOS. SEGUNDO A BÍBLIA SAGRADA, AQUI ( GETSEMANI ) JESUS POUCO TEMPO ANTE DE SER PRESO PELOS SOLDADOS ROMANOS, DEIXOU OS DISCÍPULOS E SE AFASTOU AO GETSEMANI PARA ORAR...O SENHOR JESUS ENCOSTOU-SE NESTA PEDRA E OROU INTENSAMENTE QUE SAIU SANGUE DOS SEUS POROS. LEIA LUCAS CAP. 22 E VERSÍCULOS 39 AO 44.


(39 E, saindo, foi, como costumava, para o Monte das

Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram.
40 E quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para

que não entreis em tentação.
41 E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e,

pondo-se de joelhos, orava,
42 Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice;

todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.
43 E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia.
44 E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu

suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam

até ao chão.)


NESTE LOCAL HOJE SE ENCONTRA UM GRANDE TEPLO DA IGREJA CATÓLICA QUE SE CHAMA A IGREJA DA AGONIA. REFERINDO-SE O QUE JESUS PASSOU NO GETSEMANI.

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MONTE SINAI

O Monte Sinai (também conhecido como Monte Horeb ou Jebel Musa, que significa “Monte de Moisés” em árabe) está situado no sul da península do Sinai, no Egipto. Esta região é considerada sagrada por três religiões: cristianismo, judaísmo e islão.

É um pico de granito com uma altura de 2288 metros onde, segundo a Bíblia e a tradição judaica, Moisés teria recebido as Tábuas da Lei, embora não haja evidências arqueológicas diretas da passagem daquele profeta na região. No entanto, essa tradição é tão antiga que, ao longo dos séculos, foram sendo construídos sobre o monte e à sua volta vários locais de culto e acumulados tesouros da cultura religiosa.

No pico do monte encontra-se a pequena Capela da Santíssima Trindade, construída em 1934 sobre as ruínas duma igreja do século XVI, onde se pensa que existiria a sarça ardente – no entanto, o Mosteiro de Santa Catarina, no sopé do monte, clama a mesma localização. Entre a base e o pico, existe uma escadaria escavada na rocha com cerca de 4000 degraus (leva 3 horas a subir), chamada “Sikket Saydna Musa”, que significa, em árabe, “O Caminho de Moisés”.

750 degraus abaixo do pico, existe uma plataforma onde Aarão e os 70 sábios teriam esperado, enquanto Moisés recebia as Tábuas da Lei (Êxodo 24:14) e uma caverna, chamada “Retiro de Elias”, onde se acredita que aquele profeta passou 40 dias e noites em comunhão com Deus. A noroeste deste ponto, encontra-se o monte Safsaafa, onde viveram eremitas bizantinos, como São Gregório e, logo abaixo deste pico, encontra-se a planície de ar-Raaha, onde os israelitas teriam acampado enquanto Moisés subia à montanha e onde, depois ergueu o primeiro tabernáculo.
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Estamos agora no Deserto do Sinai na península do mesmo nome, contemplando com reverência o sagrado Monte Sinai.

Este é o local onde há 3.300 anos um povo libertado, recém-saído da escravidão, ficou de pé para ouvir a voz de D’us proclamando os Dez Mandamentos e outorgando a Israel a Sagrada Torá.
É uma montanha estéril e rochosa, como se o solo fosse tão sagrado que nada pudesse se ocultar ou crescer ali. No topo da montanha vemos dois picos, um deles um pouco mais alto que o outro. O mais alto, de frente para o leste, é conhecido como Monte Sinai. O outro, virado para oeste, é o Monte Horeb.

Uma pequena fonte jorra do Sinai, e logo abaixo do cume há uma caverna. Segundo uma lenda árabe foi nessa caverna, mencionada na Torá como "Paredão da Rocha", que Moshê se abrigou quando contemplou a Glória de D’us. No Monte Horeb há também uma caverna pequena e estreita, sobre a qual se afirma ser aquela onde o Profeta Eliyáhu se escondeu quando a impiedosa Rainha Jezebel perseguiu os Profetas de D’us. Foi ali que Eliyáhu passou a noite e D’us apareceu para ele "não no vento, não num terremoto, não num fogo, mas numa pequena voz". Diz-se que o nome "Sinai" é derivado da palavras hebraica S’neh – "moita espinhosa", que cresce em abundância naquele deserto. Foi de uma humilde "sarça ardente" que D’us primeiro Se dirigiu a Moshê, ensinando assim que D’us está entre os de espírito humilde. Ba Torá, a montanha é mencionada por vários nomes aditionais, como "Har Elokim" (Montanha de D’us), "Tzin", "Kadesh". Mencionaremos apenas que nossos Sábios conectam a palavra "Sinai" com a palavra "Sineah" (ódio), porque como Israel foi escolhido para receber a Torá e ser "um reino de sacerdotes e uma nação sagrada", nosso povo tornou-se objeto de ódio por parte do mundo, um ódio que somente desaparecerá quando o mundo inteiro entender a verdade da Torá e aceitar seu espírito.

Nossos Sábios falam muito bem do Monte Sinai. Dizem que o mundo existe somente pelos méritos do Monte Sinai e do Monte Moriá, sobre o qual ocorreu a Akedá (sacrifício de Yitschac), e mais tarde o Beit Hamicdash foi construído. Com essas palavras nossos Sábios indicaram que a existência do mundo depende da observância da Torá (recebida no Sinai), baseada no espírito de auto-sacrifício (como foi mostrado no Moriá).

Por que esta montanha despretensiosa foi escolhida para o acontecimento mais notável na história da humanidade – a Outorga da Torá?

Nossos Sábios oferecem diversas explicações. Dizem que todas as outras montanhas mais altas e mais belas, como Carmel e Tabor, foram em alguma ocasião usadas para idolatria. Somente o Monte Sinai não tinha sido profanado e portanto estava apto a servir para esta função sagrada.

Outra explicação interessante é que todas as outras montanhas estavam "orgulhosas" de sua altura, exigindo o direito de serem escolhidas para este grandioso evento, e exatamente por este motivo D’us preferiu o humilde e modesto Sinai. Aqui, mais uma vez, encontramos uma lição, de que a humildade de espírito é o primeiro requisito para a posse da Torá.

Nossos Sábios dizem que a famosa escada com a qual Yaacov sonhou quando fugiu de Essav, e estava colocada sobre a terra com seu topo atingindo o céu, estava suspensa sobre o Monte Sinai. Eles encontraram uma pista sobre isso, pois o equivalente numérico da palavra hebraica "Sullam" é o mesmo da palavra "Sinai" – 130.

A palavra "Sinai" tem sido usada no Talmud como um título de grande erudição.

Damos uma olhada final ao Monte Sinai e nos lembramos das palavras de nossos Sábios. Quando nosso Redentor chegar, o Monte Sinai, juntamente com o Monte Carmel e o Tabor, unirão suas vozes em louvor a D’us.

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MONTE MORIÁ

Moriá é a designação dada a uma colina rochosa onde o Rei Salomão construiu o templo para Deus. Foi o seu pai, o Rei David, que adquiriu o terreno do jebuseu Araúna para erigir ali um altar segundo: 2Samuel 24:16-25; 1Crónicas 21:15-28; 2Crónicas 3:1.

A antiga tradição judaica associa o lugar onde o Templo de Salomão se erguia com o monte na "terra de Moriá", onde Abraão, às ordens de Deus, tentou oferecer o seu filho. (Génesis 22:2; Jewish Antiquities [Antiguidades Judaicas], VII, 329-334 [xiii, 4]) Foi para a "terra de Moriá" que Abraão viajou e, no terceiro dia, ele viu à distância o lugar indicado por Deus (Génesis 21:33, 34; 22:4, 19).

Parece evidente que o monte Moriá não era habitado no tempo de Abraão, sendo portanto um local isolado e adequado para a realização do sacrifício. Salém, o povoado que mais tarde deu origem à capital do Reino de Israel, Jerusalém, deveria situar-se a alguma distância daquele local. Que o lugar ainda se encontrava isolado séculos depois pode ser deduzido do facto de ali existir uma eira, nos dias de Davi, não se mencionando qualquer construção naquele local (2Crónicas 3:1)

Actualmente, o santuário islâmico conhecido como Domo do Rocha ou Cúpula da Rocha fica no alto do monte Moriá.

OBS: HOJE ONDE ERA O MANTE MORIÁ, ESTÁ LOCALIZADA A LINDA CIDADE DE JERUSALÉM, A PARTE ANTIGA.

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As origens históricas do antigo povo de Israel


Povo de Israel é o nome dado aos antigos hebreus ,que de
acordo com a tradição religiosa judaica,são descendentes de
Abraão.A família assume aspectos tribais com os doze filhos
de Jacó , também chamado de Israel,e vem a se tornar um
povo após a libertação deste povo do Egito pelas mãos de
Moisés e com a conquista de Canaã.Esta conquista de Canaã
teria sido através da destruição de algumas
cidades-estados, e da sujeição à escravidão de outras .Esta
conquista teria se processado por 25 anos de forma mais ou
menos gradual ,e não teria sido completa ,o que a
religiosidade explica como sendo resultado da rebeldia do
povo de Israel para com seu Deus.A base para a explicação
religiosa da ocupação de Canaã encontra-se no Livro de
Josué .


A Conquista de Canaã

A conquista de Canaã é de vital importância para a história
judaica. É com essa conquista que os hebreus deixaram de
ser um povo nômade, para se tornar um povo com uma terra.
Essa região se tornaria, na tradição posterior, o elemento
de união deste povo, já que teria sido dada pelo próprio
Deus.

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“A FONTE DE GIDEÃO” Juízes CAP.07


ENTÃO Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e
todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte
de Harode, de maneira que tinha o arraial dos midianitas
para o norte, no vale, perto do outeiro de Moré.
2

E disse o Senhor a Gideão: Muito é o povo que está contigo,
para eu dar aos midianitas em sua mão; a fim de que Israel
não se glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou.
3

Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for
medroso e tímido, volte, e retire-se apressadamente das
montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois
mil, e dez mil ficaram.
4

E disse o Senhor a Gideão: Ainda há muito povo; faze-os
descer às águas, e ali os provarei; e será que, daquele de
que eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém
de todo aquele, de que eu te disser: Este não irá contigo,
esse não irá.
5

E fez descer o povo às águas. Então o Senhor disse a
Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como
as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo
aquele que se abaixar de joelhos a beber.
6

E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca,
trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de
joelhos a beber as águas.
7

E disse o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que
lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na
tua mão; portanto, todos os demais se retirem, cada um ao
seu lugar.
8

E o povo tomou na sua mão a provisão e as suas buzinas, e
enviou a todos os outros homens de Israel cada um à sua
tenda, porém os trezentos homens reteve; e estava o arraial
dos midianitas embaixo, no vale.
9

E sucedeu que, naquela mesma noite, o Senhor lhe disse:
Levanta-te, e desce ao arraial, porque o tenho dado na tua
mão.
10

E, se ainda temes descer, desce tu e teu moço Purá, ao
arraial;
11

E ouvirás o que dizem, e então, fortalecidas as tuas mãos
descerás ao arraial. Então desceu ele com o seu moço Purá
até ao extremo das sentinelas que estavam no arraial.
12

E os midianitas, os amalequitas, e todos os filhos do
oriente jaziam no vale como gafanhotos em multidão; e eram
inumeráveis os seus camelos, como que há na praia
do mar..

13

Chegando, pois, Gideão, eis que estava contando um homem ao
seu companheiro um sonho, e dizia: Eis que tive um sonho,
eis que um pão de cevada torrado rodava pelo arraial dos
midianitas, e chegava até à tenda, e a feriu, e caiu, e a
transtornou de cima para baixo; e ficou caída.
14

E respondeu o seu companheiro, e disse: Não é isto outra
coisa, senão a espada de Gideão, filho de Joás, varão
israelita. Deus tem dado na sua mão aos midianitas, e todo
este arraial.
15

E sucedeu que, ouvindo Gideão a narração deste sonho, e a
sua explicação, adorou; e voltou ao arraial de Israel, e
disse: Levantai-vos, porque o Senhor tem dado o arraial dos
midianitas nas nossas mãos.
16

Então dividiu os trezentos homens em três companhias; e
deu-lhes a cada um, nas suas mãos, buzinas, e cântaros
vazios, com tochas neles acesas.
17

E disse-lhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer; e eis
que, chegando eu à extremidade do arraial, será que, como
eu fizer, assim fareis vós.
18

Tocando eu a buzina, eu e todos os que comigo estiverem,
então também vós tocareis a buzina ao redor de todo o
arraial, e direis: Espada do Senhor, e de Gideão.
19

Chegou, pois, Gideão, e os cem homens que com ele iam, ao
extremo do arraial, ao princípio da vigília da meia-noite,
havendo sido de pouco trocadas as guardas; então tocaram as
buzinas, e quebraram os cântaros, que tinham nas mãos.
20

Assim tocaram as três companhias as buzinas, e quebraram os
cântaros; e tinham nas suas mãos esquerdas as tochas
acesas, e nas suas mãos direitas as buzinas, para tocarem,
e clamaram: Espada do Senhor, e de Gideão.
21

E conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial;
então todo o exército pôs-se a correr e, gritando, fugiu.
22

Tocando, pois, os trezentos as buzinas, o Senhor tornou a
espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, que
fugiu para Zererá, até Bete-Sita, até aos limites de
Abel-Meolá, acima de Tabate.
23

Então os homens de Israel, de Naftali, de Aser e de todo o
Manassés foram convocados, e perseguiram aos midianitas.
24

Também Gideão enviou mensageiros a todas as montanhas de
Efraim, dizendo: Descei ao encontro dos midianitas, e
tomai-lhes as águas até Bete-Bara, e também o Jordão.
Convocados, pois, todos os homens de Efraim, tomaram-lhes
as águas até Bete-Bara e o Jordão.
25

E prenderam a dois príncipes dos midianitas, a Orebe e a
Zeebe; e mataram a Orebe na penha de Orebe, e a Zeebe
mataram no lagar de Zeebe, e perseguiram aos midianitas; e
trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, além do
Jordão.


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CABALA


Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é um sistema religioso-filosófico que investiga a natureza divina. Kabbalah (קבלה QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa recepção. É a vertente mística do judaísmo.
Índice

* 1 Origem
* 2 Antiguidade do misticismo esotérico
* 3 Gnosticismo e Cabala
* 4 Dualidade Cabalística
* 5 Doutrinas Místicas nos Tempos do Talmude
* 6 Cabala no Cristianismo e na sociedade não Judaica
* 7 Principais textos judeus
* 8 Ensinamentos cabalísticos sobre a alma humana
* 9 Predizendo o Futuro
* 10 Cabala e a Tradição Esotérica Ocidental
* 11 Cabala Qliphótica
* 12 Bibliografia
* 13 Ver também
* 14 Ligações externas

Origem

A "Cabala" é uma filosofia esotérica que visa conhecer a Deus e o Universo, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.

Formas antigas de misticismo judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da filosofia neoplatônica e neopitagórica, assumiu um carácter especulativo. Na era medieval desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, Sefer Yetzirah, ou Sheper Bahir que significa Livro da Luz, do qual há menção antes do século XIII. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o Livro da Formação (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a idéia de que o mundo é a emanação de Deus.

Transformou-se em objeto de estudo sistemático do eleito, chamado o "baale ha-kabbalah" (בעלי הקבלה "possuidores ou mestres da Cabala "). Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como maskilim (משכילים "o iniciado"). Do décimo terceiro século em diante ramificou-se em uma literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao Talmud.

Grande parte das formas de Cabala ensinam que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contêm um sentido escondido e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos.

Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo Cabala apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do século XX e usam outros termos para referir-se aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do século XII. Outros estudiosos vêem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós século XII é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso do termo Cabala para referir-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O Judaismo ortodoxo discorda de ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a idéia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.

Desde o final do século XIX, com o crescimento do estudo da cultura dos Judeus, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi Lazar Gulkowitsch.

Antiguidade do misticismo esotérico

Formas iniciais de misticismo esotérico existem já há 2.000 anos. Ben Sira alerta sobre isto ao dizer: "Você não deve ter negócios com coisas secretas" (Sirach) ii.22; compare com o Talmud Hagigah 13a; Midrash Genesis Rabbah viii.

Literatura Apocalíptica pertence aos séculos II e I do pré-Cristianismo contendo alguns elementos da futura Kabbalah e, segundo Josephus, tais escritos estavam em poder dos Essênios, e eram cuidadosamente guardados por eles para evitar sua perda, o qual eles alegavam ser uma antiguidade valiosa (veja Fílon de Alexandria, "De Vita Contemplativa", iii., e Hipólito, "Refutation of all Heresies", ix. 27).

Estes muitos livros contém tradições secretas mantidas ocultas pelos "iluminados" como declarado em IV Esdras xiv. 45-46, onde Pseudo-Ezra é chamado a publicar os vinte e quatro livros canônicos abertamente, de modo a que merecedores e não merecedores pudessem igualmente ler, mas mantendo sessenta outros livros ocultos de forma a "fornece-los apenas àqueles que são sábios" (compare Dan. xii. 10); pois para eles, estes são a primavera do entendimento, a fonte da sabedoria, e a corrente do conhecimento.

Instrutivo ao estudo do desenvolvimento da Cabala é o Livro dos Jubilados, escrito no reinado do Rei João Hircano, o qual refere a escritos de Jared, Cainan, e Noé, e apresenta Abraão como o renovador, e Levi como o guardião permanente, destes escritos antigos. Ele oferece uma cosmogênese baseada nas vinte e duas letras do alfabeto hebraico, e conectada com a cronologia judaica e a messianologia, enquanto ao mesmo tempo insiste na Heptade como número sagrado ao invés do sistema decádico adotado por Haggadistas posteriores e pelo "Sefer Yetzirah". A idéia Pitagórica do poder criador de números e letras, sobre o qual o "Sefer Yetzirah" está fundamentado, era conhecido no tempo da Mishnah (antes de 200DC).

Gnosticismo e Cabala

A literatura gnóstica dá testemunho da antiguidade da Cabala. Gnosticismo — isto é, a "Chochmah" cabalística (חכמה , em hebraico, "sabedoria") e a Sophia gnóstica (em grego "sabedoria") - parece ter sido a primeira tentativa por parte dos sábios judeus em fornecer uma tradição mística empírica, com ajuda de idéias Platônicas e Pitagóricas (ou estóicas), um retorno especulativo. Isto conduziu ao perigo da heresia pela qual as personalidades rabínicas judias Akiva e Ben Zoma esforçaram-se por libertar-se e assim foi.

Dualidade Cabalística

O sistema dualístico de poderes divinos bons e maus, o qual provêm do Zoroastrismo, pode ser encontrado no Gnosticismo; tendo influenciado a cosmologia da antiga Cabala antes de ela ter atingido a idade média. Assim é o conceito em torno da árvore cabalística (árvore da vida), onde o lado direito é fonte de luz e pureza, e o esquerdo é fonte de escuridão e impureza, encontrado entre os Gnósticos. O fato também que as Kelippot (קליפות as "cascas" primevas de impureza), os quais são tão proeminentes na Cabala medieval, são encontradas nos velhos encantamentos babilônicos, é evidência em favor da antiguidade da maioria das idéias cabalísticas.

Doutrinas Místicas nos Tempos do Talmude

Nos tempos do Talmude os termos "Ma'aseh Bereshit" (Trabalhos da Criação) e "Ma'aseh Merkabah" (Trabalhos do Divino Trono/Carruagem) claramente indicam a vinculação com o Midrash nestas especulações; elas eram baseadas em Gen. i. e Ezequiel i. 4-28; enquanto os nomes "Sitre Torah" (Talmude Hag. 13a) e "Raze Torah" (Ab. vi. 1) indicam seu carater secreto. Em contraste com a afirmação explícita das Escrituras que Deus criou não somente o mundo, mas também a matéria da qual ele foi feito, a opinião é expressa em tempos muito recentes que Deus criou o mundo da matéria que encontrou disponível — uma opinião provavelmente atribuída a influência da cosmogênese platônica.

Eminentes professores rabinos conservam a teoria da preexistência da matéria (Midrash Genesis Rabbah i. 5, iv. 6), em contrariedade com Gamaliel II. (ib. i. 9).

Ao discorrer sobre a natureza de Deus e do universo, os místicos do período Talmúdico afirmaram, em contraste com o transcedentalismo Bíblico, que "Deus é o lugar-morada do universo; mas o universo não é o lugar-morada de Deus". Possivelmente a designação ("lugar") para Deus, tão frequentemente encontrada na literatura Talmúdica-Midrashica, é devida a esta concepção, assim como Philo, ao comentar sobre Gen. xxviii. 11 diz, "Deus é chamado 'ha makom' (המקום "o lugar") porque Deus abarca o universo, mas Ele próprio não é abarcado por nada" ("De Somniis," i. 11).

Spinoza devia ter esta passagem em mente quando disse que os antigos judeus não separavam Deus do mundo. Esta concepção de Deus pode ser panenteísta. Isto também postula a união do homem com Deus; ambas as idéias foram posteriormente desenvolvidas na Cabala mais recente.

Até em tempos bem recentes, teólogos da Palestina e de Alexandria reconheceram dois atributos de Deus: o atributo da justiça (מדת הדין, "middat ha-din") e o atributo da misericórdia (מדת הרחמים, "middat ha-rahamim") (Midrash Sifre,Deut.27): Este é o contraste entre misericórdia e justiça, que é uma doutrina fundamental da Cabala.

Cabala no Cristianismo e na sociedade não Judaica

O termo "Cabala" veio a ser usado até meados do século XI, e naquele tempo referia-se à escola de pensamento (Judaica) relacionada ao misticismo esotérico.

Desde esses tempos, trabalhos Cabalísticos ganharam uma audiência maior fora da comunidade Judaica. Assim versões Cristãs da Cabala começaram a desenvolver-se; no início do século XVIII a cabala passou a ter um amplo uso por filósofos herméticos, neo-pagãos e outros novos grupos religiosos. Hoje esta palavra pode ser usada para descrever muitas escolas Judaicas, Cristãs ou neo-pagãs de misticismo esotérico. Leve-se em conta que cada grupo destes tem diferentes conjuntos de livros que eles mantem como parte de sua tradição e rejeitam as interpretações de cada um dos outros grupos.
Principais textos judeus

O primeiro livro na Cabala a ser escrito, existente ainda hoje, é o Sefer Yetzirah ("Livro da criação"). Os primeiros comentários sobre este pequeno livro foram escritos durante o século X, e o texto em si é citado desde o século VI. Sua origem histórica não é clara. Como muitos textos místicos Judeus, o Sefer Yetzirah foi escrito de uma maneira que pode parecer insignificante para aqueles que o lêem sem um conhecimento maior sobre o Tanakh (Bíblia Judaica) e o Midrash.

Outra obra muito importante dentro do misticismo judeu é o Bahir ("iluminação"), também conhecido como "O Midrash do Rabino Nehuniah ben haKana". Com aproximadamente 12.000 palavras. Publicado pela primeira vez em 1176 em Provença, muitos judeus ortodoxos acreditam que o autor foi o Rabino Nehuniah ben haKana, um sábio Talmúdico do século I. Historiadores mostraram que o livro aparentemente foi escrito não muito antes de ter sido publicado.

O trabalho mais importante do misticismo judeu é o Zohar (זהר "Esplendor"). Trata-se de um comentário esotérico e místico sobre o Torah, escrito em aramaico. A tradição ortodoxa judaica afirma que foi escrito pelo Rabino Shimon ben Yohai durante o século II. No século XII, um judeu espanhol chamado Moshe de Leon declarou ter descoberto o texto do Zohar, o texto foi então publicado e distribuído por todo o mundo judeu. Gerschom Scholem, que foi um célebre historiador e estudante da Cabala, mostrou que o próprio de Leon teria sido o autor do Zohar: Entre suas provas, uma é que o texto utiliza a gramática e estruturas frasais da língua espanhola do século XII; outra é que o autor não tinha um conhecimento exato de Israel. O Zohar contém e elabora sobre muito do material encontrado no Sefer Yetzirah e no Sefer Bahir, e sem dúvida é a obra cabalística por excelência.

Ensinamentos cabalísticos sobre a alma humana

O Zohar propõe que a alma humana possui três elementos, o nefesh, ru'ach, e neshamah. O nefesh é encontrado em todos os humanos e entra no corpo físico durante o nascimento. É a fonte da natureza física e psicológica do indivíduo. As próximas duas partes da alma não são implantadas durante o nascimento, mas são criadas lentamente com o passar do tempo; Seu desenvolvimento depende das ações e crenças do indivíduo. É dito que elas só existem por completo em pessoas espiritualmente despertas. Uma forma comum de explicar as três partes da alma é como mostrado a seguir:

* Nefesh - A parte inferior ou animal da alma. Está associada aos instintos e desejos corporais.
* Ruach - A alma mediana, o espírito. Ela contém as virtudes morais e a habilidade de distinguir o bem e o mal.
* Neshamah - A alma superior, ou super-alma. Essa separa o homem de todas as outras formas de vida. Está relacionada ao intelecto, e permite ao homem aproveitar e se beneficiar da pós-vida. Essa parte da alma é fornecida tanto para judeus quanto para não-judeus no nascimento. Ela permite ao indivíduo ter alguma consciência da existência e presença de Deus.

A Raaya Meheimna, uma adição posterior ao Zohar por um autor desconhecido, sugere que haja mais duas partes da alma, a chayyah e a yehidah. Gershom Scholem escreve que essas "eram consideradas como representantes dos níveis mais elevados de percepção intuitiva, e estar ao alcance somente de alguns poucos escolhidos".

* Chayyah - A parte da alma que permite ao homem a percepção da divina força.
* Yehidah - O mais alto nível da alma, pelo qual o homem pode atingir a união máxima com Deus

Tanto trabalhos Rabínicos como Kabalísticos sugerem que haja também alguns outros estados não permanentes para a alma que as pessoas podem desenvolver em certas situações. Essas outras almas ou outros estados da alma não tem nenhuma relação com o pós-vida.

* Ruach HaKodesh - Um estado da alma que possibilita a profecia.
* Neshamah Yeseira - A alma suplementar que o Judeu demonstra durante o Shabbat. Ela permite um maior prazer espiritual do dia. Ela existe somente quando se observa o Shabbat e pode ser ganha ou perdida dependendo na observação do Shabbat da pessoa.
* Neshoma Kedosha - Cedida aos Judeus quando alcançam a maioridade (13 anos para meninos, 12 para meninas), e está relacionada com o estudo e seguimento dos mandamentos da Torah; pode ser ganha ou perdida dependendo do estudo e prática da Torah pela pessoa.

Predizendo o Futuro

Um pequeno número de Cabalistas tentou predizer acontecimentos pela cabala. A palavra passou a ser usada como referência às ciências secretas em geral, à arte mística, ou ao mistério.

Depois disso, a palavra cabala veio a significar uma associação secreta de uns poucos indivíduos que buscam obter posição e poder por meio de práticas astuciosas.

Outros termos que originalmente se referiam a associações religiosas mas que passaram a se referir de alguma forma a comportamentos perigosos e suspeitos incluem fanático, assassino, e brutamontes.

Cabala e a Tradição Esotérica Ocidental

A Tradição Esotérica Ocidental (ou Hermética) é a maior precursora dos movimentos do Neo-Paganismo e da Nova Era, que existem de diversas formas atualmente, estando fortemente intrincados com muitos dos aspectos da Cabala. Muito foi alterado de sua raiz Judaica, devido à prática esotérica comum do sincretismo. Todavia a essência da tradição está reconhecidamente presente.

A Cabala “Hermética”, como é muitas vezes denominada, provavelmente alcançou seu apogeu na “Ordem Hermética do Alvorecer Dourado” (Hermetic Order of the Golden Dawn), uma organização que foi sem sombra de dúvida o ápice da Magia Cerimonial (ou dependendo do referencial, o declínio à decadência). Na “Alvorecer Dourado”, princípios Cabalísticos como as dez emanações (Sephirah), foram fundidas com deidades Gregas e Egípcias, o sistema Enochiano da magia angelical de John Dee, e certos conceitos (particularmente Hinduístas e Budistas) da estrutura organizacional estilo esotérico- (Maçónica ou Rosacruz).

Muitos rituais da Alvorecer Dourado foram expostos pelo lendário ocultista Aleister Crowley e foram eventualmente compiladas em formato de Livro, por Israel Regardie, autor de certa notoriedade.

Crowley deixou sua marca no uso da Cabala, em vários de seus escritos; destes, talvez o mais ilustrativo seja Líber 777. Este livro é basicamente um conjunto de tabelas relacionadas: às várias partes das cerimônias de magias religiosas orientais e ocidentais; a trinta e dois números que representam as dez esferas e vinte e dois caminhos da Arvore da Vida Cabalística.

A atitude do sincretismo demonstrada pelos Kabalistas Herméticos é plenamente evidente aqui, bastando verificar as tabelas, para notar que Chesed corresponde a Júpiter, Isis, a cor azul (na escala Rainha), Poseidon, Brahma e ametista – nada, certamente, do que os Cabalistas Judeus tinham em mente.

Cabala Qliphótica

Desenvolvida a partir da Cabala Hermética, a Cabala Qliphótica é o foco da assim chamada Cabala Draconiana, que aborda também as forças consideradas sinistras do universo e do homem (o subconsciente). Tem sido por muito tempo uma matéria renegada pela maioria dos cabalistas e ocultistas e, por isto, pouco compreendida. A Cabala Draconiana procura estudar a Luz e as Trevas em vários níveis da constituição humana e cósmica, sendo um sistema cabalístico muito prático que envolve a Magia Sexual, ritualística, meditações sombrias, invocações e evocações, etc. Seu escopo está no trabalho com as Qliphoth, ou as Sephiroth reversas, o outro lado da Árvore da Vida.

Atualmente os mais importantes estudiosos e divulgadores da Cabala Draconiana são: o inglês Kenneth Grant ("Nightside of Eden"), o sueco Thomas Karlsson ("Qabalah, Qliphoth and Goetic Magic"), o lusobrasileiro Adriano Camargo Monteiro ("A Cabala Draconiana") e a americana Linda Falorio ("The Shadow Tarot").
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MAR MORTO

O Mar Morto visto do espaço, com as áreas de extração de sal no sul
A alta salinidade do Mar Morto permite a flutuação de um turista

O Mar Morto (em hebraico: ים המלח, transl. Sound? Yam ha-Melah; em árabe: البحر الميت, transl. Sound? Al Bahr al Mayyit) é um lago de água salgada do Oriente Médio.

Com uma superfície de aproximadamente 1050 km2, correspondente a um comprimento máximo de 80 quilômetros e a uma largura de máxima de 18 km, é alimentado pelo Rio Jordão e banha a Jordânia, Israel e a Cisjordânia[1].

Nos últimos 50 anos, o Mar Morto perdeu um terço da sua superfície, em grande parte por causa da exploração excessiva de seu afluente, única fonte de água doce da região, para além da natural evaporação das suas águas. Contudo, os especialistas são de opinião que, dentro de alguns anos, esta perda tenderá a estabilizar paralelamente à estudos que levem à sua conservação e preservação, portanto, o desaparecimento do Mar Morto não aconteceria, segundo estes, nem hoje nem no futuro[2].

Atualmente, a contínua perda das suas águas (como já se referiu tem as suas causas na cada vez maior captação das águas do Rio Jordão, por parte das autoridades de Israel e Jordânia) causa uma contínua redução em sua área e profundidade, relativamente ao nível médio das águas do Mar Mediterrâneo. No ano de 2004, este nível estava próximo de 417 m abaixo do nível médio do Mar Mediterrâneo, o que faz com que seja a maior depressão do mundo, e a tendência é o aumento deste desnível durante o século XXI.

O Mar Morto tem esse nome devido a grande quantidade de sal por ele apresentada, dez vezes superior à dos demais oceanos, o que torna impossível qualquer forma de vida - flora ou fauna - em suas águas. Qualquer peixe que seja transportado pelo Rio Jordão morre imediatamente, assim que desagua neste lago de água salgada. A sua água é composta por vários tipos de sais, alguns dos quais só podem ser encontrados nesta região do mundo. Em termos de concentração, e em comparação com a concentração média dos restantes oceanos em que o teor de sal, por 100 ml de água, não passa de 3 g, no Mar Morto essa taxa é de 30 a 35 g de sal por 100 ml de água, ou seja, dez vezes superior[1].

A designação de Mar Morto só passou a ser utilizada a partir do século II da era cristã. Ao longo dos séculos anteriores, outros e vários foram os nomes quais era conhecido, entre outras fontes, a Bíblia Sagrada, concretamente alguns dos Livros do Antigo Testamento. Assim, nos Livros Génesis 14,3 e Josué 3,16 aparece com o nome de Mar Salgado. Com o nome de Mar de Arabá aparece em Deuteronómio 3,17 e em II Reis 14,25. Já em Joel 2,20 e Zacarias 14,8 surge como Mar Oriental. Fora da Bíblia Sagrada, Flávio Josefo chamou-lhe Lago de Asfalto e o Talmude designou-o por Mar de Sodoma, Mar de Lot entre outros nomes que ele recebeu.

O Mar Morto contém a água mais salgada do mundo. Essa grande quantidade de sal aumenta sua flutuabilidade, e os banhistas bóiam facilmente.

ANTHONY JOSEPH SMITH

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Postado por ANTHONY SMITH em 2 agosto 2010 às 21:30 — 1 Comentário

Aleyster Crowley

Por onde andam esses personagens???

Conteúdo Histórico Dessas Pessoas,

as músicas eu já tenho algumas, mas

tudo será bem vindo...…

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Uma letra muito linda, é dos

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De…
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Postado por Aleyster Crowley em 13 abril 2010 às 8:00 — 1 Comentário

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Postado por Jô Oliveira em 9 março 2010 às 9:10










ESTA LINDA MESQUITA É UM LUGAR SAGRADO PARA OS MULÇUMANOS. NESTE MESMO LUGAR FOI CONSTRUIDO O TEMPLO DE SALOMÃO, ONDE OS JUDEUS ADORAVAM O DEUS DE ISRAEL. SÓ RESTOU O MURO DAS LAMENTAÇÕES QUE FICA AO LADO DA MESQUITA. OS JUDEUS SE JUNTAM NA FRENTE DO MURO E ADORAM O DEUS TODO PODEROSO.





O TEPLO DE SALOMÃO

O REI DAVID DESENHOU TUDO QUE SE REFERISSE AO TEMPLO, DE ACORDO COM O QUE DEUS QUERIA QUE FOSSE FEITO. MAS O REI DAVID NÃO PODE CONSTRUIR O TEMPLO. MISSÃO FEITA PELO REI SALOMÃO SEU FILHO. NESTE LUGAR DEUS FEZ RESPLANDECER SUA GLÓRIA... ASSIM OS FILHOS DE ISRAEL TINHAM ONDE ADORAR O SENHOR. MAS ESTE LINDO TEMPLO FOI DESTRUIDO E HOJE SE ENCONTRA NO MESMO LOCAL A MESQUITA DOURADA.




A BANDEIRA DE ISRAEL



A BANDEIRA DE ISRAEL É UM SÍMBOLO MUITO IMPORTANTE PARA O POVO JUDEU. NÃO SÓ POR SER PATRIOTA. UM DOS MOTIVOS É A ESTRELA QUE HÁ NELA. A ESTRELA É FORMADA POR DOIS "D" É UMA JUNÇÃO DOS DOIS "D" UM AO CONTRÁRIO DO OUTRO, FORMANDO UMA ESTRELA DE SEIS PONTAS. SIGNIFICA OS DOIS "D" DO NOME DO REI DAVID, O QUAL FOI ERGUIDO POR DEUS PARA REINAR EM ISRAEL, ATRAVÉS DO PROFETA SAMUEL.




A criação do Estado de Israel ocorre em 1948, na Palestina , com o retorno dos judeus ao território de onde tinham sido expulsos 2 mil anos antes. Como idioma, retoma-se o hebraico, até então só utilizado em cerimônias religiosas. A sua fundação gera uma das mais importantes disputas territoriais do mundo, hoje motivo de complexas negociações de paz, com os palestinos, habitantes da região, e com os Estados árabes vizinhos.

Apesar do território em grande parte árido, Israel desenvolve uma agricultura moderna, com apoio de avançada tecnologia, o que permite a exportação de frutas e verduras. Conta também com uma indústria de ponta. Mas, mesmo tendo a economia mais desenvolvida do Oriente Médio , Israel depende muito da ajuda financeira e bélica do seu principal aliado, os Estados Unidos.

MURO DAS LAMENTAÇÕES - ISRAEL





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O Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental, (Qotel HaMa'aravi הכותל המערבי em hebraico), é o local mais sagrado do judaísmo.

Trata-se do único vestígio do antigo templo de Herodes, erigido por Herodes o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial. Foi destruído por Tito no ano de 70. Muitos fieis judeus visitam o Muro das Lamentações para orar e depositar seus desejos por escrito. Antes da sua reabilitação por Israel, após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, o local servia de depósito para incineração de lixo.

Os restos que hoje existem datam da época de Herodes o Grande, que mandou construir grandes muros de contenção em redor do Monte Moriá, ampliando a pequena esplanada sobre a qual foram edificados o Primeiro e o Segundo Templo de Jerusalém, formando o que hoje se designa como a Esplanada das Mesquitas.

História

O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a.C., e derrubado pelos babilónios em 586 a.C.. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Esdras e Neemias na época do Exílio da Babilónia, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 da nossa era, durante a Grande Revolta Judaica. Deste modo, cada templo esteve erguido durante uns 400 anos.

Quando as legiões do imperador Tito destruíram o templo, só uma parte do muro exterior ficou em pé. Tito deixou este muro para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma vencera a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações). Os judeus, porém, atribuíram-no a uma promessa feita por Deus, segundo a qual sempre ficaria de pé ao menos uma parte do sagrado templo como símbolo da sua aliança perpétua com o povo judeu. Os judeus têm pregado frente a este muro durante os derradeiros dois milénios, crendo que este é o lugar acessível mais sagrado da Terra, já que não podem aceder ao interior da Esplanada das Mesquitas, que seria ainda mais sagrado.
Celebração de um B'nai Mitzvá na esplanada frente ao Muro das Lamentações.

A tradição de introduzir um pequeno papel com pedidos entre as fendas do muro tem vários séculos de antiguidade. Entre as petições dos judeus estão ferventes súplicas a Deus para que regresse à terra de Israel, o retorno de todos os exilados judeus, a reconstrução do templo (o terceiro), e a chegada da era messiânica com a chegada do Messias judeu.

O Muro das Lamentações é sagrado para os judeus devido a ser o último pedaço do muro que rodeava o Templo pelos lados sul e leste. Alem disso, o Muro é o lugar mais próximo do sancta sanctorum ou lugar "sagrado entre os sagrados" (1 Reis 8:6-8). Das três secções do muro, a do leste, do sul e do oeste, a do oeste é o lugar tradicional de oração (daí o seu nome em hebraico, Hakótel Hama'araví, "o Muro Ocidental").

Na Esplanada das Mesquitas, rodeada pelo Muro, os muçulmanos construíram ao longo dos séculos a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa.




ESTE LINDO LUGAR DOURADO SE ENCONTRA EM BELÉM - ISRAEL. AQUI ERA A MANJEDOURA ONDE JESUS NASCEU. HOJE ESTE LUGAR FICA SUBTERRÂNIO. E NO MESMO LOCAL FOI CONSTRUIDO UMA IGREJA E É DIVIDIDA ENTRE TRÊS RELIGIÕES.


CÍRCULO DAS QUATORZE GERAÇÕES

ESTE SÍMBOLO TAMBÉM SE ENCONTRA EM BELÉM - ISRAEL. ELE TEM UM GRANDE SIGFICADO. SE OLHAR-MOS COM ATENÇÃO, VEREMOS QUE TEM QUATORZE PONTAS. ISTO FIGNIFICA AS QUATORZE GERAÇÕES DE GESSER ATÉ A FAMÍLIA DE MARIA A MÃE DE JESUS NA TERRA. ( AQUI ESTÁ A EXPRESSÃO A RAIZ DE GESSER.)
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MEGUIDO OU ARMAGEDOM





QUEM VER ESTA LINDA PAISAGEM NEM IMAGINA O QUE ACONTECERÁ AQUI!!! SEGUNDO A BÍBLIA SAGRADA, DEUS RESERVOU ESTE LUGAR PARA UM GRANDE EVENTO. ( MEGUIDO OU ARMAGEDOM ), NO ANTIGO TESTAMENTO, JÁ OUVE MUITAS GUERRAS NESTE VALE. FORAM MUITAS BATALHAS QUE O POVO DE ISRAEL TRAVOU COM MUITA GARRA. MAS A QUE VIRÁ NEM SE COMPARA COM TODAS AS GUERRAS JUNTAS. AQUI JÁ TEVE BATALHAS COM: JOSAFFAR, GIDEÃO, ELIAS MATOU TODOS OS PROFETAS DE BAAL E TANTAS OUTRAS BATALHAS. O VALE DO ARMAGEDOM É UM LUGAR MUITO FÉRTIL. TUDO QUE SE PLATA DÁ, MENOS ABACAXI. - MAS UM GRANDE ESPETÁCULO ESTÁ PRA ACONTECER AQUI. A BÍBLIA EXPLICA QUE NO FINAL DO SÉTIMO ANO DE TRIBULAÇÃO, AS NAÇÕES SE AGRUPARÃO NESTE LOCAL CONTRA ISRAEL. APOCALIPSE 16.16. SÓ JESUS PODERÁ LIVRAR O REMANESCENTE DE ISRAEL JUNTO COM UM EXÉRCITO QUE VIRÁ DO DÉU. BÍBLIA AP. 19.11,14. OBS: JÁ ESTIVE NESTE LUGAR.





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OBS: ESTE ASSUNTO É MUITO PROFUNDO, SÓ ENTRE NELE SE TIVER CONHECIMENTOS SOBRE ELE. ATENÇÃO: ESTE ESTUDO NÃO É RECOMENDADO PARA QUEM NÃO TEM NOÇÃO DE ESCATOLOGIA, OU SEJA; O ESTUDO DAS ÚLTIMAS COISAS.


ESTUDO XII

EXPLICAÇÃO DO MAPA QUE REPRESENTA
O PLANO DAS IDADES

— As Idades.
— As Ceifas.
— Planos de Justificação imputada e efetiva.
— O proceder do nosso Senhor Jesus Cristo.
— O proceder dos seus seguidores.
— Três classes na Igreja nominal.
— A separação no tempo da Ceifa.
— Glorificação da classe ungida.
— A classe da Grande Tribulação.
— Queima do Joio. — O Mundo abençoado.
— O glorioso resultado. [253]

A – O Mundo de Então
“Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água.”
II Pedro 3:6

B – O Presente Mundo Mau Evil World
“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
II Coríntios 4:4

C - Terceira Dispensação
“Para a dispensacão da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas.” Efésios 1:10

NO FIM deste volume apresentamos um mapa que representa o plano de Deus para a salvação do mundo; nele temos procurado ajudar a mente, por meio da vista, a compreender algo do caráter progressivo do plano de Deus, e dos passos progressivos que devem dar todos os que querem obter a transformação completa da natureza humana em divina.

Em primeiro lugar temos um desenho das três grandes dispensações A, B, C, — a primeira destas, A, abrange o período de tempo compreendido desde a criação do homem até o dilúvio; a segunda, B, desde o dilúvio até o princípio do Reino Milenário de Cristo em sua segunda vinda; e a terceira, ou a “Dispensação da Plenitude dos Tempos”, C, é contada desde o princípio do reino de Cristo e prossegue durante todas “as idades vindouras”. (Efésios 1:10; 2:7)

Nas Escrituras freqüentemente são mencionadas estas três grandes dispensações. Para a dispensação A, é dado o nome de “o mundo de então”; a B, lhe chamou nosso Senhor Jesus “este mundo”, Paulo, “o presente mundo mau”, e Pedro, “os céus e a terra de agora”. A dispensação C é chamada “o mundo vindouro, no qual habita a justiça”, em contraste com o presente mundo mau. Agora reina o mal e sofrem os justos, enquanto que no mundo vindouro será trocada esta ordem: a justiça reinará, os maus sofrerão, e finalmente será destruído todo mal.

O plano de Deus no referente ao homem tem um desenho distinto e separado em cada uma destas três grandes dispensações, épocas ou “mundos”; entretanto, cada uma não é mais que parte do único grande plano, que ao completar-se demonstrará a sabedoria divina, ainda quando estas partes consideradas separadamente deixam de mostrar o profundo desígnio com que foram permitidas.

“O Mundo de Então” terminou com o Dilúvio.

Porque o primeiro “mundo” (céus e terra, ou a ordem de coisas daquele tempo) passou no dilúvio, se deduz que devia ser uma ordem diferente de coisas do que a “deste presente mundo mau” do qual Satanás é o príncipe, segundo disse nosso Senhor, disto inferimos que o príncipe deste mundo não o foi do mundo que existiu antes do dilúvio, ainda quando não deixava de ter influência nele. Várias Escrituras lançam luz sobre o proceder de Deus durante esse tempo, dando deste modo um conhecimento mais claro do seu plano inteiro.

A idéia insinuada por estas citações é a de que o primeiro “mundo”, ou dispensação antes do dilúvio, esteve sob a inspeção e especial ministério dos anjos, aos quais foi lhes permitido fazer o que estivesse a seu alcance para recobrar a raça caída e degenerada. Não cabe dúvida que com a permissão de Deus, estavam desejosos de fazê-lo, porque seu interesse se manifestou no cântico de júbilo pelas obras da criação. (Jó 38:7)

Que aos anjos foi permitido governar nessa primeira época, ainda quando não tiveram êxito ao fazê-lo, não só indicam todas as referências que existem tocantes a esse período, mas também pode inferir-se, e com razão, da expressão do Apóstolo, quando ao contrastar a dispensação presente com a passada e a futura, disse:

“Porque não foi aos anjos que Deus sujeitou o mundo vindouro”. (Hebreus 2:5, IBB)

Não, esse mundo estará sob o controle de Jesus e de seus co-herdeiros; por isso não só será uma administração mais justa que a do “presente mundo”, mas também terá mais êxito do que aquela do primeiro mundo ou dispensação sob o “ministério dos anjos”, cuja falta de capacidade para reformar a raça se manifestou no fato de que chegou a ser tão grande a iniqüidade do homem, que Deus em sua ira e justa indignação destruiu com um dilúvio toda a raça então vivente, com exceção de oito pessoas. — Gênesis 7:13.
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Durante o “presente mundo mau” é permitido ao homem que ensae governar-se a si mesmo; mas por causa de sua queda, ele encontra-se sob o domínio de Satanás, o “príncipe deste mundo”, contra cujas maquinações e intrigas em vão tem lutado durante o longo período desde o dilúvio até a atualidade, em seus esforços por governar-se a si mesmo.

Esta tentativa de domínio, pelo homem sob Satanás, logo terminará no mais grande tempo de tribulação que o mundo nunca tinha conhecido. Assim será provada não somente a futilidade do poder angélico para salvar a raça, mas também a dos esforços do homem para chegar a uma condição satisfatória.

D – Idad Patriarcal

Idade Patriarcal A conduta especial de Deus com Abraão, Isaque e Jacó.

A Segunda destas grandes dispensações, B, compõe-se de três idades diferentes, cada uma das quais como um passo progressivo, conduz para o alto e para adiante no plano de Deus.

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D foi a idade em que Deus observou uma conduta especial com os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.

E – Idade Judaica
“De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido.”
Amos 3:2

E é a “Idade Judaica”, ou seja o período subseqüente a morte de Jacó, durante a qual sua posteridade foi tratada por Deus como “povo seu”, estando sob seu cuidado especial. Lhes mostrou grandes favores e lhes disse:

“De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido (reconhecido com favor).” (Amós 3:2, IBB)

Estes, como nação, tipificavam a Igreja cristã, “a nação santa, o povo adquirido”. As promessas que a eles foram feitas eram típicas das “melhores promessas” feitas a nós. Sua jornada através do deserto para a terra prometida, era típica de nossa jornada no deserto do pecado para Canaã celestial. Seus sacrifícios os justificavam de uma maneira típica, mas não na realidade, porque é impossível que o sangue de touros e bodes tire os pecados. (Hebreus 10:4, IBB)

Mas na Idade Evangélica, F, temos os “sacrifícios melhores”, em resgate pelos pecados de todo o mundo. Temos o “Sacerdócio Real”, composto de todos os que se oferecem a Deus como “sacrifício vivo”, santo e aceito por meio de Cristo Jesus, quem é o Chefe ou “Sumo Sacerdote da nossa confissão”. (Hebreus 3:1)

Na Idade Evangélica temos a realidade das coisas das quais a Idade Judaica, seus serviços e ordenanças, eram somente sombras.—Hebreus 10:1.

F – Idade Evangélica
“Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerote da nossa confissão, Jesus.” Hebreus 3:1

A Idade Evangélica, F, é o período em que os membros do corpo de Cristo são escolhidos dentre a humanidade, e que por meio da fé é lhes mostrada a coroa da vida junto com as grandíssimas e preciosas promessas, pelas quais (obedecendo a chamada e aos requisitos) serão feitos participantes da natureza divina. (2 Pedro 1:4)

Todavia é permitido que o mal reine ou governe no mundo, para que, postos em contato com ele, os desta classe provem se têm vontade de abandonar a natureza humana com seus privilégios e bênçãos, ser um sacrifício vivo, sendo feito na semelhança da morte de Jesus, possam considerar-se dignos de ser sua semelhança na ressurreição — Salmo 17:15.

G – Idade Messiânica
“Aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.”
II Pedro 3:13


A terceira grande dispensação, C, será composta de muitas idades — “as idades vindouras”.

A primeira destas idades, o Milênio, designado com a letra G, é a única de que temos alguma informação definida. É o período de mil anos em que Cristo reinará e abençoará todas as famílias da terra, levando a efeito a “restauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos seus santos profetas”. (Atos 3:19-21)

Durante essa idade, para sempre serão apagados o pecado e a maldade: Pois

“é necessário que ele (Cristo) reine, até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte” — a morte adâmica. (1 Coríntios 15:25, 26, IBB)

Esse será o grande período de reconstrução. A Igreja, a sua noiva, o seu corpo, reinará juntamente com Cristo, como ele prometeu dizendo:

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.” — Apocalipse 3:21, IBB.

H - “Idades Vindouras”
“Mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça.” Efésios 2:7

As “idades vindouras”, H, em seguida do grande período de reconstrução, serão idades de perfeição, de bênção e de felicidade; as Escrituras não dizem nada com respeito a obra que será levada a efeito neles.

Por agora, nos basta saber que serão idades de glória e de bênção sob o favor divino.

Ceifa da Idade Judaica
“Levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.” João 4:35; Mateus 3:11,12

Cada uma destas idades ou dispensações tem estações distintas para o princípio e o desenvolvimento de sua obra, e cada uma termina com uma Ceifa que manifesta seus frutos.

A Ceifa que houve no final da Idade Judaica foi um período de quarenta anos, compreendido desde que Jesus começou anunciar o Evangelho, quando ficou ungido com o Espírito Santo por Deus (Atos 10:37, 38), no ano 29 d. C. até a destruição de Jerusalém no ano 70 d. C.

Com esta Ceifa terminou a Idade Judaica e começou a Evangélica. Entretanto, segundo veremos mais adiante, houve uma sobreposição destas duas idades, como pode ver-se no diagrama.

A Idade Judaica terminou em certa maneira, quando o Senhor rejeitou essa nação no final de seu ministério de três anos e meio, dizendo: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta.” (Mateus 23:38, SBB) Entretanto, foi lhe mostrado favor ainda por três anos e meio depois disto, confiando a eles somente a chamada evangélica durante esse decurso de tempo, em harmonia com a declaração do profeta. (Daniel 9:24-27, IBB) Concernente às setenta semanas (anos) de favor para com eles, na metade da última das quais seria cortado o ungido (morreria) o Messias, mas não por si mesmo.

“Cristo morreu [não por si mesmo, mas] por nossos pecados”, desta maneira fazendo cessar o sacrifício e a oblação na metade da semana — três anos e meio antes de que terminara o pacto das setenta semanas de favor para os judeus. Certamente que quando foi feito o verdadeiro sacrifício, os típicos não podiam ser por mais tempo reconhecidos por Jeová.
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Evangelho aos Gentios

Portanto, em sentido mais completo, a Idade Judaica terminou no final das setenta semanas, ou seja três anos e meio depois da cruz; depois da qual também foi anunciado o Evangelho aos gentios começando com Cornélio. (Atos 10:45) Isto terminou sua idade quanto ao favor e reconhecimento da Igreja judaica por parte de Deus; sua existência nacional terminou no grande tempo de tribulação que seguiu.

Nesse período da ceifa judaica, a Idade Evangélica teve seus começos. O propósito desta idade é a chamada, desenvolvimento e prova de “o Cristo de Deus” — Cabeça e corpo. Esta é a dispensação do Espírito; portanto, é muito apropriado dizer que a Idade Evangélica começou com a unção de Jesus “com o Espírito Santo e com poder” (Atos 10:38; Lucas 3:22; 4:1, 18) no tempo do seu batismo. Em relação com a Igreja, que é o seu corpo, começou três anos e meio mais tarde.

Ceifa da Idade Evangélica
“Por ocasão da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos ... o trigo, porem, recolhei-o no meu celeiro.”

"A ceifa é o fim do mundo.” Mateus 13:39

Uma “ceifa” também constitue o período final da Idade Evangélica, durante a qual existe outra sobreposição de duas Idades — a terminação da Idade Evangélica e o começo da Idade Milenária ou da Restituição.

A Idade Evangélica termina por graus da mesma maneira que seu modelo ou “sombra”, a Idade Judaica.

De maneira como os primeiros sete anos da ceifa foram num sentido especial dedicados a uma obra entre, e em benefício de Israel segundo a carne, e foram anos de favor, assim mesmo nesta ceifa encontramos também sete anos que têm a mesma relação com respeito à Igreja da Idade Evangélica, a cujo término virá um período de tribulação (“fogo”) sobre o mundo, como castigo pelas suas maldades e como preparativo para o reino de justiça do qual trataremos adiante.

N — Plano da Perfeição Humana — Atual ou Considerada
“Que é o homem, para que te lembres dele? ... Fizeste-o um pouco menor que os anjos.” Hebreus 2:6-9

P — Plano da Perfeição Típica
“Porque a lei, tendo a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, não pode nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem de ano em ano, aperfeiçoar os que se chegam a Deus.” Hebreus 10:1

O Caminho para a Glória

K, L, M, N, P, R, cada uma destas letras representa um plano diferente.

N é o plano da natureza humana perfeita. Adão antes de pecar encontrava-se nele; mas desde o momento em que desobedeceu, caiu no plano pecaminoso ou depravado, R, no qual nasceu toda sua posteridade. Isto corresponde ao “caminho espaçoso” que conduz à perdição.

P representa o plano de justificação típica, que foi reconhecida como efetuada por meio dos sacrifícios segundo a Lei. Não era a perfeição atual ou de fato, “pois a Lei nenhuma coisa aperfeiçoou”. — Hebreus 7:19, AL; IBB.

N não só representa o plano da perfeição humana que num tempo ocupou o homem perfeito, Adão, senão também a posição em que se encontram todas as pessoas justificadas.

“Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras”, e por consiguinte, todos os crentes em Cristo, todos os que aceitam sua obra perfeita e consumada, e a aproveitam para sua própria justificação, por causa de sua fé são considerados por Deus como justificados, como se fossem homens perfeitos, que nunca tiveram pecado.

De modo que todos os que aceitam a Cristo como seu Redentor são considerados por Deus no plano da perfeição humana, N; este é o único meio pelo qual o homem pode acercar-se de Deus, ou ter comunhão com Ele. Deus chama filhos — filhos humanos — a todos os que estão neste plano. Neste sentido Adão foi um filho de Deus (Lucas 3:38) e antes de sua desobediência teve comunhão com Ele. Todos os que aceitam o resgate completo feito por Jesus, são contados ou reconhecidos como restaurados à pureza primativa e como resultado, têm comunhão com Deus.

Durante a Idade Evangélica Deus tem feito uma oferta especial aos seres humanos justificados, dizendo-lhes que, sob certas condições, podem experimentar uma transformação de natureza; que podem deixar de ser humanos, terrestres, para tornarem-se na transformação seres espirituais ou celestiais como Cristo seu Redentor.

Batismo — Um símbolo da Consagração.

“... apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo ... o vosso culto racional.”
Romanos 12:1

Alguns crentes — pessoas justificadas — se sentem satisfeitos com o gozo e a paz que possuem crendo na remissão de seus pecados, e assim, não escutam a voz que os convida a subirem mais para cima.

Outros, movidos pelo amor de Deus o qual se manifestou no seu resgate do pecado, e sentindo que por haver sido comprados por um preço, já não pertencem a si mesmos, dizem: “Senhor, que queres que eu faça?” Para estes o Senhor dá a resposta por meio de Paulo, quem disse:

“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1, IBB)

Que é o que quer dizer o Apóstolo ao instar-nos para que nós nos apresentemos como sacrifícios vivos? Ele quer dizer que deveriamos consagrar a Deus toda capacidade e talento que possuímos, e que de agora em diante não vivamos para nós mesmos, nem para nossos amigos, a família, o mundo, nem com nenhum outro objetivo que não seja o de servir com toda obediência a Aquele que nos comprou com seu próprio precioso sangue.


Como queira que Deus não aceitava sacrifícios típicos imperfeitos ou defeituosos, e porque todos somos pecadores por causa da desobediência de Adão, podemos ser-lhe sacrifícios agradáveis? Paulo demonstra que somente porque somos santos podemos ser sacrifícios agradáveis.

Não somos santos como Jesus que não conheceu pecado, porque somos da raça condenada; tampouco o somos porque tenhamos conseguido por completo chegar à perfeição em nossa conduta, porque nós percebemos de que não temos obtido essa perfeição para a qual somos chamados; temos este tesouro em vasos de barro (frágeis e furados), para que possa ver-se como a glória de nossa final perfeição não se deve a nosso próprio mérito, mas ao favor de Deus. Nossa santidade e aceitabilidade como sacrifícios a Deus, se derivam do fato que, desde o momento de nossa consagração, por Ele fomos justificados gratuitamente de todo pecado por meio de nossa fé no sacrifício de Cristo, levado a efeito em benefício nosso.

K — Plano da Glória
“A vida eterna aos que, com perseverança em fazer o bem, procuram glória, e honra e incorrupção.”
Romanos 2:7

L — Plano do Ser Espiritual Perfeito
“Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai ...”
João 20:17

M — Plano de Engendramento do Espírito
“E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma copórea, como uma pomba; e ouviu-se do céu esta voz: Tu és o meu Filho amado ...” Lucas 3:22, Atos 10:38


Todos os que apreciam e obedecem esta vocação, regozijando-se de terem sido julgados dignos de sofrer afronta pelo nome de Jesus, não atentando nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem, “a coroa da vida”, o “prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus” e “a glória que se há de revelar” em nós.

Estes, desde o momento de sua consagração não são considerados por mais tempo como humanos, mas como gerados de Deus por meio da verdade”; deixam de ser humanos para vir a serem filhos espirituais. Encontram-se já um passo mais perto do prêmio do que quando acreditaram no princípio.

Mas sua existência espiritual é ainda imperfeita: sao somente gerados do espírito, mas não todavia nascidos. São filhos espirituais em embrião, no plano M, ou seja do engendramento do espírito. Por serem gerados do espírito já não são considerados como humanos, mas como seres espirituais; a natureza humana justificada, que num tempo foi sua, tem sido apresentada e é reputada por morta — um sacrifício vivo, santo, agradável e aceito por Deus.

São novas criaturas em Cristo Jesus; as coisas velhas (as esperanças, as ambições e a vontade humanas) já passaram; eis que tudo se fez novo. “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós.” (2 Coríntios 5:17, AL; IBB; Romanos 8:9, AL; IBB) Se haveis sido gerados do Espírito, “porque morrestes (como seres humanos), e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”.

O plano L representa a condição de existência perfeita espiritual; mas antes de chegar a ele devem ser levadas a efeito as condições do nosso pacto. Uma coisa é o comprometimento com Deus para nós nos considerarmos mortos quanto a tudo o humano, e outra coisa é cumprir esse pacto através de toda nossa carreira na terra, subjugando o corpo (mantendo-o como morto) e colocando de lado nossa vontade, para somente levar a efeito a do Senhor. A entrada ao plano L se qualifica de nascimento, ou seja, a entrada plena para a vida, como um ser espiritual.

A Igreja inteira quando será juntada (selecionada) dentre o mundo, durante a “ceifa” ou fim da Idade Evangélica, entrará neste plano. Os “mortos que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”. Depois nos, os que ficarmos vivos, seremos transformados num momento — transformados em seres espirituais perfeitos com corpos conforme ao corpo glorioso de Cristo (porque “é necessário que isto que é mortal se revista da imortalidade”). Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte (a condição do engendramento, com seus diferentes estorvos e dificuldades da carne aos quais agora estamos sujeitos) será aniquilado.

Mas ainda existe um passo mais além da perfeição do ser espiritual, que pode ser conseguido; tal passo é para a glória que há de seguir — o plano K. Nós aqui não fazemos alusão à glória individual, senão a do poder e dignidade. Ao chegar ao plano L se obtem a plena glória pessoal, o que significa um ser glorioso semelhante a Cristo. Mas depois de haver sido aperfeiçoados e por completo feitos semelhantes a nosso Senhor e Cabeça, estaremos associados com Ele na “glória” de poder e dignidade — nós sentaremos com Ele no seu trono, assim como Ele, na sua ressurreição, depois de haver sido aperfeiçoado, foi exaltado à direita da Majestade nas alturas. Desta maneira entraremos na glória eterna, representada pelo plano K.

a — Adão em Perfeição
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem ...”
“E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom ...”
Gênesis 1:27,31

b — Adão caído e sua Posteridade antes do Dilúvio
“Viu o Senhor que era grande a maldade do homem ...” Gênesis 6:5

c—Antigos Dignitários
“... Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.”
Romanos 4:3

d — A humanidade desde o dilúvio até a Idade Messiânica
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” Romanos 5:12

e — Israel Segundo a Carne Justificado Típicamente como uma Nação
“Porque a lei, tendo a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, não pode nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente oferecem de ano em ano, aperfeiçoar os que se chegam a Deus.” Hebreus 10:1

f — Tempo de Angústia Judaico
“A sua pá ele tem na mão para limpar bem a sua eira, e recolher o trigo ao seu celeiro; mas queimará a palha em fogo inextinguível.” Lucas 3:17

g — Jesus na idade de 30, um Homem Perfeito
“... Cristo Jesus ... esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens.” Filipenses 2:5,7

O Plano de Deus ilustrado

Estudemos agora cuidadosamente o mapa, e notemos as ilustrações dos diferentes delineamentos do plano de Deus. Nestas ilustrações usaremos a figura de uma pirâmide para representar a perfeição, por causa de sua adaptabilidade, e pela referência evidente que a ela é feita nas Escrituras.

Adão foi um ser perfeito, pirâmide a. Note sua posição no plano N, que representa a perfeição humana.

No plano R, o plano do pecado e imperfeição, ou o plano da depravação, a pirâmide truncada b, uma figura imperfeita, representa o Adão caído e a sua posteridade — depravada, pecaminosa e condenada.

Abraão e outros de seu tempo, que por causa de sua fé foram justificados até o grau de ter comunhão com Deus, estão representados pela pirâmide c, no plano N.

Abraão era membro da raça humana depravada, e pela natureza pertencia com todos os demais ao plano R; mas Paulo nos disse que Abraão foi justificado pela fé; isto é, que por causa da sua fé foi considerado por Deus sem pecado, como se fosse um homem perfeito.

Isto, na estimação de Deus, o levantou muito por cima do mundo de pecadores depravados, até o plano N; e ainda quando todavia assim era na realidade imperfeito, no entanto foi-lhe concedido o favor, que Adão havia perdido, a saber, a comunhão com Deus como seu “amigo”. (Tiago 2:23)

Todos os que estão no plano de perfeição N, (sem pecado) são amigos de Deus e Ele é Amigo deles; mas os pecadores (no plano R), estão em inimizade contra Deus — são “inimigos pelas suas obras más”.

A humanidade depois do dilúvio, representada pela figura d, continuou no plano R, como inimigos de Deus, e ali permanecerá até que seja escolhida a Igreja Evangélica e principie o Milênio.

Os que constituem o “Israel segundo a carne”, durante a Idade Judaica, quando os sacrifícios típicos de bodes e de touros os faziam limpos (não na realidade, mas tipicamente, “pois a lei nenhuma coisa aperfeçoou” — Hebreus 7:19, AL; IBB), foram justificados de uma maneira típica, assim são (e) no plano P, o plano da justificação típica, a qual durou desde que foi dada a Lei no Monte Sinai, até que Jesus pôs fim a essa Lei, cravando-a na cruz.

Ali terminou a justificação típica ao instituir-se os “sacrifícios melhores” do que os tipos judaicos, esses que atualmente tiram o “pecado do mundo” e aperfeiçoam [atualmente] “os que a eles se chegam”. — Hebreus 10:1, AL.

A figura f representa o fogo de prova e aflição pelo qual passou Israel segundo a carne quando Jesus esteve neste mundo, peneirando e sacando da sua igreja nominal o trigo verdadeiro, os “verdadeiros israelitas”, especialmente quando Ele, depois da separação do trigo, queimou a palha [a parte desse sistema que não servia] em “fogo inextinguível”. Foi um tempo de tribulação o qual não puderam impedir nem deter. Veja Lucas 3:17, 21, 22; 1 Tessalonicenses 2:16.

Jesus na idade de trinta anos era um homem maduro e perfeito, representado pela pirâmide g, havendo deixado a glória da condição espiritual e obtendo em troca a natureza humana, para que (pela graça de Deus) provasse a morte por todos.

A justiça da lei divina é absoluta: olho por olho, dente por dente, e vida por vida. Era necessário que um homem perfeito morresse pela humanidade, porque de nenhuma outra maneira podia fazer-se frente às exigências da justiça.

Foi tão impossível que a morte de um anjo pagasse a pena e libertasse o pecador, como foi impossível que a morte de “bodes e de touros” tirasse os pecados. Portanto, Aquele que é chamado “o princípio da criação de Deus” se “tornou homem”, se “fez carne” para poder dar o resgate (o preço correspondente) que redimiria a humanidade.

Tinha que ser um homem perfeito, pois se não fosse, não teria feito mais que qualquer outro membro da raça caída no tocante ao prover o preço do resgate. Ele foi “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores”. Tomou a mesma forma ou semelhança dos pecadores—“em semelhança da carne do pecado” — a semelhança humana.

Mas a tomou em sua perfeição; não participou de seu pecado nem de suas imperfeições, exceto quando voluntariamente compartia com os pesares e as dores de alguns, durante seu ministério, levando suas doenças e enfermidades quando repartia sua vitalidade, sua saúde e sua força.
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Está escrito: Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores” (Isaías 53:4, IBB); e também que “saía dele poder [vida, vitalidade, vigor] que curava a todos”. — Marcos 5:30; Lucas 6:19, IBB; Mateus 8:16, 17.

E, achado na forma de homem (perfeito) humilhou-se a si mesmo tornando-se obediente até a morte. Se apresentou a Deus dizendo: “Eis aqui venho; (no rolo do livro está escrito a seu respeito:) Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu”; e esta consagração a simbolizou por meio do batismo na água. Quando de tal maneira se apresentou, consagrou o seu Ser, sua oferta foi santa (pura) e agradável a Deus, quem mostrou sua aceitação enchendo-o de seu poder e de seu Espírito — quando o Espírito Santo desceu sobre Ele, ungindo-o.

h — Jesus, Engendrado do Espírito no Jordão
“Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.” Mateus 3:16

I—Jesus Ressuscitado como um Ser Divino
“Também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos ...” Colossenses 1:18

Ao ser cheio de Espírito foi gerado a uma natureza nova, a divina — a que devia estar por completo desenvolvida ou nascida quando Ele tinha em sua totalidade levado a efeito sua oferta — o sacrifício da natureza humana.

Este engendramento foi um passo para o alto fora das condições humanas, e está indicado pela pirâmide h no plano M, o de engendramento do Espírito. Jesus passou três anos e meio de sua vida neste plano, até que sua existência humana terminou na cruz.

Logo, depois de haver estado morto durante três dias, foi levantado para a vida — à perfeição do ser espiritual (i, Plano L), nascido do Espírito — “o primogênito dentre os mortos”. “O que é nascido do Espírito é espírito”. Portanto, Jesus, na sua ressurreição, e depois dela foi um espírito, um ser espiritual, mas em nenhum sentido nem por mais tempo um ser humano.

Certo é que depois de sua ressurreição teve poder para aparecer, e apareceu como homem para ensinar e provar a seus discípulos que não estava morto; mas Ele já não era homem, nem estava dominado pelas condições humanas, no entanto podia ir e vir como o vento (ainda com as portas trancadas), e ninguém podia dizer de onde vinha nem para onde ia.

“Assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. — João 3:8. Compare com João 20:19, 26.

k — Jesus, 40 dias depois da sua ressurreição na glória divina
“Que operou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus, muito acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia.” Efésios 1:20,21

l—Jesus, na Idade Evangélica, assentado com o Pai no Seu trono
“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.” Apocálipse 3:21

Desde o momento de sua consagração em sacrifício, no tempo do seu batismo, o humano ficou reconhecido como morto, dando começo à natureza nova, a qual se completou na sua ressurreição, quando Ele chegou ao plano espiritual perfeito L, e foi levantado num corpo espiritual.

Quarenta dias depois de sua ressurreição, Jesus ascendeu à Majestade nas alturas — o plano de glória divina, K (pirâmide k). Durante a Idade Evangélica tem estado na glória (l), assentado com o Pai no seu trono, sendo o Cabeça de sua Igreja na terra, seu guia e diretor.

Através da Idade Evangélica a Igreja tem estado num processo de desenvolvimento, de prova e de disciplina, com o objetivo de que no fim da ceifa desta idade, possa chegar a ser sua noiva e co-herdeira.

Por isso ela tem a participação dos seus sofrimentos, para que também com ele seja glorificada (plano K) quando chegar o tempo próprio.

Os passos da Igreja para a glória são os mesmos que os de seu Guia e Senhor, quem “tem deixado-nos o exemplo, para que sigamos nas suas pisadas” — com a diferença de que a Igreja começa desde um plano mais baixo. Como já temos visto, nosso Senhor veio ao mundo no plano da perfeição humana, N, enquanto que todos nós, os da raça adâmica, estamos num plano mais baixo, R — o plano do pecado, da imperfeição e da inimizade contra Deus.

Portanto, o primeiro que necessitamos é ser justificados, para poder desta maneira chegar ao plano N. Como se leva a efeito isto? Por meio de boas obras? Não, os pecadores não podem fazer obras boas.

Não nos seria possível fazer-se meritórios aos olhos de Jeová. “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” (Romanos 5:8, IBB) Logo, a condição sob a qual chegamos ao plano da justificação ou perfeição humana, é a de que Cristo morreu por nossos pecados, nos resgatou e nos elevou “pela fé no seu sangue”, para o plano perfeito, do qual caímos em Adão.

Somos justificados [levantados ao plano N] pela fé. “Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus”, (Romanos 5:1, IBB) e não somos considerados por Deus por mais tempo como inimigos, mas como filhos humanos justificados, no mesmo plano com o nosso Senhor e com Adão, com a diferença de que eles eram realmente perfeitos, enquanto que a nós, Deus somente nos reconhece como tais. Nós compreendemos esta justificação reconhecida ou imputada pela fé na Palavra de Deus, a qual diz: fostes “comprados”, “redimidos”, “justificados gratuitamente de todas as coisas”.

À vista de Deus nós nos encontramos sem culpa, imaculados e santos, cobertos com o manto da justiça de Cristo, imputada a nós pela fé. Ele consentiu para que lhe fossem imputados nossos pecados, para poder sofrer por nós a pena, e Ele morreu em benefício nosso, como se fosse o pecador.

Como conseqüência, a justiça dele é imputada a todos os que aceitam sua redenção, e traz consigo todos os direitos e bênçãos possuídos originalmente, antes de que entrasse o pecado. Nos restaura a vida e a comunhão com Deus. Esta comunhão a podemos gozar imediatamente por meio do exercício da fé; a vida, e a mais completa comunhão e gozo, são nos assegurados para “o tempo oportuno” de Deus.

Mas tenhamos presente que apesar de ser a justificação uma bênção muito grande, no entanto não muda nossa natureza.* Continuamos sendo seres humanos. Somos libertados do miserável estado do pecado e da separação de Deus, e em vez de sermos pecadores humanos, chegamos a ser filhos humanos; e então, porque somos filhos, Deus nos fala como a tais.

Durante a Idade Evangélica está chamando o “pequeno rebanho” de “co-herdeiros”, dizendo: “Filho meu, dá-me o teu coração”, o que equivale ao dizer entrega-te a ti mesmo, junto com todas tuas energias e faculdades terrestres, tua vontade, teus talentos ou habilidades, o tudo de tua vida, da maneira como Jesus tem deixado-te o exemplo; em troca te farei filho meu num plano mais elevado do que o humano.

Te farei filho espiritual, com um corpo espiritual como o de Jesus ressuscitado — “a expressa imagem do seu Ser” — do Pai. Se abandonas toda esperança mundana, as ambições e propósitos terrestres, se por completo consagras a natureza humana e a consomes em meu serviço, te darei uma natureza mais elevada que ao resto de tua raça; te farei “participante da natureza divina”, herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo; se é certo que com ele padeces, para que também com ele sejas glorificado.

*A palavra natureza é usada num sentido figurado quando se diz que um homem tem uma natureza malévola. Estritamente falando, ninguém é mau por natureza.

A natureza humana é “muito boa”, uma imagem terrestre da natureza divina. Assim que todo homem é de natureza boa, a dificuldade se encontra em que esta natureza boa se tem feito depravada.

Não é pois natural que o homem seja mau, brutal, etc., mas é uma coisa natural para ele ser a imagem divina.

Neste, seu sentido primitivo, é com o que usamos a palavra natureza que motivou esta nota.

Somos justificados por Cristo a uma restituição completa de todos os privilégios e bênçãos de nossa natureza humana — a terrestre imagem de Deus.

Aqueles que apreciam em seu verdadeiro valor este prêmio que lhes é mostrado no Evangelho, alegremente deixam todo embaraço, e correm com perseverança a carreira que está proposta, para ganhá-lo. Para obter nossa justificação, as boas obras não nos foram requeridas. Jesus nosso Senhor fez toda a obra que pôde ser feita para esse fim, e quando pela fé aceitamos sua obra já completa, somos justificados e elevados ao plano N. Mas agora, se queremos ir mais adiante, não podemos ir sem as obras.

Certo é que não devemos perder nossa fé, porque em tal caso perderíamos nossa justificação; mas estando justificados, e continuando na fé, somos competentes (pela graça que nos foi dada ao sermos gerados do Espírito) de fazer boas obras, para produzir frutos aceitáveis a Deus. E Deus os requere; porque é o sacrifício que nós temos comprometido a efetuar.

Deus requere que mostremos nossa apreciação deste grande prêmio dando por ele tudo o que temos e tudo o que somos, não aos homens, mas a Ele mesmo; isto é o que constitue um sacrifício santo, e por meio de Cristo, agradável a Deus — nosso culto racional.

Os Dois Leptos da Viúva — ilustra ao cristão dando o seu tudo em consagração.

Quando apresentamos todas estas coisas dizendo: Senhor, como queres que te entregue este meu sacrifício, meu tempo, meu talento, minha influência e demais coisas? Logo, ao examinar a Palavra de Deus para obter a resposta, ouvimos sua voz dando-nos instruções para que lhe entreguemos nosso tudo da maneira que o fez o nosso Senhor Jesus: à medida que tivemos oportunidade, fazendo o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé, servindo-lhes já o alimento espiritual ou o natural, vestindo-os com o manto de justiça de Cristo ou com vestiduras para o corpo humano, como podemos e segundo a necessidade.

Havendo consagrado nosso tudo, somos gerados do Espírito e chegamos ao plano M, e agora, por meio do poder a nós concedido, se fazemos uso dele, seremos competentes para cumprir nosso pacto e sair vencedores, e mais que vencedores, por (o poder ou Espírito de) aquele que nos amou e nos comprou com seu precioso sangue. Mas ainda assim, andando nas pisadas de Jesus,

“Nunca creias que já está ganhada a vitória,
Nem te sentes um momento para descançar,
Terminarás o caminho para a glória
Quando tua coroa consegues alcançar.”

Ganharemos a coroa quando nós, como nosso fiel irmão Paulo, combatermos o bom combate e acabarmos a carreira, mas nunca antes. Até então deve ascender diariamente a chama e o incenso de nosso sacrifício de labor e de serviço; um sacrifício de grato aroma para Deus, aceitável por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Os desta classe vitoriosa que “dormem” (o sono da morte) serão levantados como seres espirituais, plano L, e os da mesma classe que estão vivos e ficam para a vinda do Senhor, serão “transformados” ao mesmo plano de existência espiritual, e não “dormirão” nem um momento, ainda quando a “transformação” fará necessária a dissolução dos vasos de barro. Não serão já seres débeis, terrestres, mortais nem corruptíveis, mas serão inteiramente nascidos do Espírito — seres celestiais, espirituais, incorruptíveis e imortais. — 1 Coríntios 15:44, 52.

Não sabemos quanto tempo transcorrerá depois de sua “transformação”, ou aperfeiçoamento como seres espirituais (plano L), antes de que, formando uma companhia inteira e completa, serão glorificados (plano K) com o Senhor, e unidos com Ele com poder e grande glória.

Entendemos que esta unificação e plena glorificação do corpo inteiro de Cristo com a Cabeça, serão “as bodas do Cordeiro” e sua Noiva, quando esta em totalidade entrará a participar no gozo do seu Senhor.

m — Classe Engendrada do Espírito que chegam a ser a Grande Multidão
“... uma grande multidão, que ninguém podia contar ... estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos.” Apocalipse 7:9

n — Classe Engendrada do Espírito que chegam a ser a Noiva de Cristo
“Não temas, o pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.” Lucas 12:32

No mapa, as letras n, m, p, q, representam quatro classes distintas que em conjunto formam a inteira Igreja Evangélica nominal, a qual pretende ser o corpo de Cristo. Tanto a classe n como a m estão sobre o plano de engendramento do Espírito, M.

Estas duas classes hão existido juntas durante a Idade Evangélica; ambas têm pactuado com Deus que se fariam sacrifícios vivos, e ambas foram aceitadas “no Amado” e geradas do espírito como “novas criaturas”.

A diferença entre elas é esta: n representa aos que estão cumprindo sua promessa e estão mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, a vontade, os propósitos e as ambições terrestres, enquanto que a m representa a companhia maior em número, de filhos, gerados do espírito, que, ainda quando têm feito o mesmo pacto, não hão tido valor para levá-lo a efeito. A classe n se compõe dos vencedores que serão a Noiva de Cristo, a qual se assentará com o Senhor em seu trono de glória, plano K.

Este é o “pequeno rebanho” aos quais o Pai agradou de dar-lhes o Reino. (Lucas 12:32) Estes da classe m, por causa do temor, deixam de dar morte à vontade humana; não obstante, Deus os ama ainda, e portanto trará pelo caminho da adversidade e da aflição ao plano L, o plano da perfeição espiritual. No entanto, eles terão perdido o direito ao plano K, o trono da glória, por causa de não serem vencedores.

Se apreciamos o amor do Pai, se desejamos sermos aprovados pelo Senhor, se aspiramos a ser membros de seu corpo, sua Noiva, e se queremos assentar no seu trono, devemos cumprir nossa promessa de sacrifício fielmente e cheios de vontade.

p—Crentes, mas não plenamente consagrados
“Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” Mateus 22:14

q—Os que vão à Igreja, mas não Crentes; Hipócritas
“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Mateus 7:15

“Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.” Mateus 13:30


A maioria da Igreja nominal está representada pela seção p. Note que não estão no plano M, mas no plano N. Estão justificados, mas não se encontram santificados. Não se consagraram inteiramente a Deus e portanto não têm sido gerados do espírito. Entretanto, encontram-se num plano mais elevado que o mundo, porque aceitam a Jesus como resgate pelos seus pecados, mas não têm aceitado a vocação celestial desta idade, para virem formar parte da família espiritual de Deus.

Se continuam na fé e se submetem por completo às leis justas do Reino de Cristo, nos tempos da Restauração, obterão finalmente a semelhança do homem terrestre perfeito, Adão. Recobrarão em sua totalidade tudo o que perderam nele. Chegarão à mesma perfeição humana — mental, moral e física — e serão outra vez à imagem de Deus como Adão o foi, pois para tudo isto foram redimidos. E sua posição de justificação, no plano N, como crentes em salvação por meio de Cristo, é uma bênção especial, a qual eles, por meio da fé, gozam antes que o resto do mundo (porque a todos será subministrado um pleno conhecimento da Verdade, na Idade Milenária).

Além disso, estes terão a vantagem de que começarão primeiro e que já têm progredido algo na própria direção. Mas a classe p deixa de aproveitar-se do benefício real desta justificação pela fé, no tempo presente. Esta é concedida agora com o propósito especial de habilitar a alguns para fazer um sacrifício agradável e vir a formar parte da classe n como membros do “corpo de Cristo”.

Esses da classe p recebem a graça de Deus [a justificação] “em vão”; (2 Coríntios 6:1) deixam de usá-la com o fim de seguir adiante e apresentar-se como sacrifícios agradáveis, durante este tempo no qual os sacrifícios são aceitáveis por Deus. O Apóstolo chama “irmãos” aos desta classe, ainda quando não são “santos” nem membros do “corpo” consagrado. (Romanos 12:1)

No mesmo sentido, a raça inteira, quando restaurada, os seus membros serão para sempre irmãos do Cristo, e filhos de Deus, ainda quando de uma natureza diferente. Deus é o Pai de todos os que estão em harmonia com Ele, em todo plano e de toda natureza.

Outra classe em conexão com a Igreja nominal, que nunca tem crido em Cristo como sacrifício pelos pecados e que por conseguinte não está justificada — nem está no plano N — está representada debaixo do plano, N, pela seção q: Estes são “lobos disfarçados em ovelhas”; mas, se dão o nome de cristãos e são reconhecidos como membros da Igreja nominal. Não são verdadeiros crentes em Cristo como seu Redentor; pertencem ao plano R, formam parte do mundo, e estão fora de seu lugar na Igreja, sendo-lhe prejudicial.

A Igreja tem existido nesta condição mista, com estas várias classes n, m, p, q, unindo-se e tomando todas o nome de cristãos, através da Idade Evangélica. Como Cristo predisse, o reino nominal dos céus (a Igreja nominal) é semelhante a um campo semeado de trigo e de joio.

Ele, porém disse: Deixai “crescer ambos juntos até a ceifa”, o fim da idade. No tempo da ceifa Ele dirá aos ceifeiros (os “anjos” — mensageiros): Ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para o queimar; o trigo, porem, recolhei-o no meu celeiro — Mateus 13:30, 38, 41, 49.

Estas palavras de nosso Senhor nos mostram que ainda quando Ele propôs permitir que ambas classes crescessem juntamente durante a Idade e que ambas classes fossem reconhecidas como membros da Igreja nominal, também tinha o propósito de que houvesse um tempo de separação entre estes elementos, quando aqueles que verdadeiramente formam sua Igreja, seus santos (n), aprovados e reconhecidos por Deus, seriam manifestados. — Mateus 13:39.


Durante a Idade Evangélica, tanto a boa semente, como a falsa, o joio, estão crescendo uma ao lado da outra. “A boa semente são os filhos do reino”, os filhos espirituais nas classes n e m, enquanto que “o joio são os filhos do maligno”.

Todos os da classe q e muitos da classe p são portanto “joio”; porque “ninguém pode servir a dois senhores”, e “sois servos desse mesmo a quem obedeceis”; sempre e quando que os da classe p não consagram seu serviço nem seus talentos ao Senhor que os resgatou — um serviço razoável — sem dúvida dedicam muito de seu tempo e de seus talentos realmente em oposição a Deus, e portanto, em serviço do inimigo.

A Ceifa é um tempo de separação ... o Trigo do Joio.

Agora veja no mapa a “ceifa” ou fim da Idade Evangélica; note as duas partes em que está dividida — sete anos e trinta e três anos — o paralelo exata da ceifa da Idade Judaica.

Esta ceifa, como a Idade Judaica, vem a ser primeiramente um tempo de prova e de separação sobre a Igreja, e mais tarde será um tempo de ira em que “as sete últimas pragas” serão derramadas sobre o mundo, inclusive a Igreja nominal.

A Igreja judaica no plano carnal, era a “sombra” ou modelo de tudo o que a Igreja Evangélica goza no plano espiritual. O que serviu de prova a Israel segundo a carne na ceifa da sua idade, foi a VERDADE que então se apresentou.

A verdade, que devia ser conhecida naquele tempo, foi a foice que separou os “verdadeiros israelitas” da Igreja judaica nominal; comparada com o número que professava ser, foi insignificante a quantidade de trigo verdadeiro. Assim acontece na ceifa desta idade. A ceifa da Idade Evangélica, o mesmo que o foi a da Idade Judaica, estará sob a direção do ceifeiro principal, Jesus, nosso Senhor, quem para esse então deve estar presente. (Apocalipse 14:14)

A primeira tarefa do nosso Senhor na ceifa desta idade será separar o verdadeiro do falso. Por causa de sua condição mista, o Senhor chama “Babilônia” — confusão — a Igreja nominal; a ceifa é o tempo assinalado para separar as classes diferentes que existem nela, e para madurar e aperfeiçoar a classe n.

Será separado o trigo do joio, o qual está maduro do qual não está, etc. Os da classe n são as “primícias” do trigo, e no tempo oportuno, depois que serão separados, chegarão a ser a Noiva de Cristro, a qual para sempre estará com o Senhor e será como Ele.

r - Jesus, no Seu segundo advento
“E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” João 14:3

s — Pequeno Rebanho, separando-se da igreja nominal
“Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Apocalipse 18:4

S — Tempo de angústia para o mundo na Ceifa Evangélica. Separação do Trigo do Joio.


A separação deste pequeno rebanho da Babilônia é indicada pela figura s. Está nas vésperas de ser um com o Senhor, de levar seu nome e de participar de sua glória. O Cristo glorificado, Cabeça e corpo, está representado pela figura w.

As figuras t, u, v, representam a Babilônia — a Igreja nominal — caindo e esmiuçando-se durante “o tempo de tribulação” no “dia do Senhor”. Ainda quando isto aparece como uma coisa terrível, porém, será em verdade de muita vantagem para o trigo verdadeiro. Babilônia cai porque não é o que pretende ser.

A Igreja nominal contém muitos hipócritas, que se associaram com ela por causa de sua honrosa posição aos olhos do mundo, e os quais pelo seu comportamento estão convertendo a Babilônia numa peste ao olfato do mundo. O Senhor sempre tem conhecido seu verdadeiro caráter, mas segundo seu propósito, os deixa, até o tempo da ceifa, quando Ele

“ajuntará [e atará em feixes] de seu reino [da Igreja verdadeira] todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e os lançará na fornalha de fogo [angústia, destrutiva para seu sistema nominal e sua profissão falsa]. ... Então os justos [a classe n] resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai”. (Mateus 13:41-43).

A atribulação que cairá sobre a Igreja será ocasionada em grande parte pelo aumento da Infidelidade e do Espiritismo de diferentes classes; as provas serão muito severas, porque Babilônia tem muitas doutrinas contrárias à Palavra de Deus.

De maneira como na ceifa da Idade Judaica a cruz de Cristo foi uma pedra de tropeço para os judeus, esperando glória e poder, e uma loucura para os gregos, cheios de sabedoria mundana, assim mesmo na ceifa da Idade Evangélica novamente a mesma cruz servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo.

t—Grande Multidão
“E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ... madeira, feno, palha, ... será revelada no fogo; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.” I Coríntios 3:12,13

u — Babilônia Caindo
“E a grande cidade fendou-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira.” Apocalipse 16:19

v — Babilônia, Elemento Hipócrito
“E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo.” Apocalipse 18:2

w — Cristo glorificado, Cabeça e Corpo
“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém ... adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.” Apocalipse 21:2

Todo aquele que edificou sobre Cristo qualquer outra coisa que não seja de ouro, prata, pedras preciosas da verdade, e um caráter correspondente, se encontrará acossado em grande maneira durante o tempo da ira (“fogo”); porque toda a madeira, o feno e a palha das doutrinas e práticas, serão consumidos.

Os que hão edificado sabiamente e que como conseqüência são possuidores do caráter aprovado, estão representados pela figura s; enquanto que a t representa a “grande multidão” gerados do Espírito, que hão edificado com madeira, feno e palha, que apesar de ser “trigo” não terá madurado ainda no tempo de ajuntar-se as pirâmides (s).

Estes tais (t) perdem o prêmio do trono e da natureza divina, mas finalmente chegarão a nascer como seres espirituais de uma ordem mais baixa do que a natureza divina.

Ainda quando estes são verdadeiramente consagrados, a tal grau os vence o espírito do mundo que deixam de entregar suas vidas em sacrifício.

Ainda na “ceifa”, enquanto que por meio da verdade, será efetuada a separação dos membros ainda viventes da Noiva, os ouvidos dos demais, inclusive a classe t, serão muito duros para ouvir. Serão tardos para crer e tardos a proceder nesse tempo de separação.

Não cabe dúvida, que desanimarão grandemente quando mais tarde compreenderem que a seleção da Noiva se tem completado e que já esta unida com o Senhor, e que eles, por serem tão descuidados e estarem sobrecarregados, têm perdido o grande prêmio, mas ao começar a discernir a beleza do plano de Deus, o qual é de amor, tanto para eles como para a humanidade inteira, aliviará-se o seu pesar, e cantarão:

“Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso. Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou.” (Apocalipse 19:6, 7, IBB)

Note também a abundante provisão do Senhor, a mensagem a eles enviada — ainda quando não sois a Noiva do Cordeiro, podeis estar presentes à ceia das bodas:

“Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” (Ver. 9)

Esta multidão, a seu tempo e por meio de castigos do Senhor, virá a estar em plena harmonia com Ele e com seu plano, e lavarão as suas vestes para que possam ocupar um lugar próprio da Noiva (y), no plano espiritual L. — Apocalipse 7:14, 15.

x — A classe de Cristo glorificada reinando
“... serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.” Apocalipse 20:6
y — A Grande Multidão
“... uma grande multidão, que ninguém podia contar ... que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos.” Apocalipse 7:9
z — Israel segundo a carne restaurado
“E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.” Romanos 11:26

O tempo de tribulação, em caráter com que afetará o mundo, será depois de que Babilônia haja começado a cair e a desintegrar-se. Será um derrubamento de toda sociedade e governos humanos, preparando o mundo para o reinado de justiça.

Durante o tempo de tribulação, Israel segundo a carne (e), que foi rejeitado até que a plenitude dos gentios haja entrado, será restaurado ao favor de Deus, e a Igreja Evangélica, ou o Israel espiritual, será completado e glorificado. Durante a Idade Milenária, Israel será a nação principal da Terra, sendo a cabeça de todos no plano terrestre de existência, e, para ela, em unidade e harmonia, gradualmente serão atraídos todos os obedientes.

Their restoration to perfect human nature, as well as that of the world in general, will be a gradual work, requiring all of the Millennial age for its full accomplishment. During that thousand years' reign of Christ, the results of Adamic death will be gradually swallowed up or destroyed.

Sua restauração à natureza humana perfeita, o mesmo que a do mundo em geral, será uma obra gradual, necessitando todo o Milênio para levá-la a efeito. Durante esses mil anos do domínio de Cristo, os resultados da morte adâmica serão gradualmente destruídos ou extinguidos.

Suas várias fases — as enfermidades, as dores, as debilidades, e ainda o próprio túmulo, renderão obediência ao poder do Grande Restaurador, até que no final dessa idade, a grande pirâmide do nosso mapa haverá sido completada. O Cristo (representado por x) será a cabeça sobre todas as coisas — a grande multidão, os anjos e os homens—depois do Pai; em seguida, segundo sua classe, estará a grande multidão, seres espirituais (y), logo os anjos; depois Israel segundo a carne (z), incluindo só aos verdadeiros israelitas, quais serão a cabeça das nações da Terra; logo a humanidade (w), restaurada até a perfeição do ser, semelhante a Adão, o cabeça da raça humana, antes de pecar.

Esta restauração se efetuará gradualmente durante a Idade Milenária — “os tempos da restauração de todas as coisas (Atos 3:21) mas, alguns serão exterminados dentre o povo; primeiramente, todos os que com plena luz e oportunidade, durante cem anos recusem progredir para a justiça e a perfeição (Isaías 65:20), e em segundo lugar, os que havendo feito progresso para a perfeição, resultem infiéis na prova final no fim do milênio do reino de Cristo na Terra. (Apocalipse 20:9)

Estes morrerão com segunda morte, da qual não é prometida nenhuma ressurreição nem restauração. Somente e provida uma plena prova individual, já que só um resgate é dado. Cristo já não morre mais.

Quando vemos o grande plano de Deus para a exaltação da Igreja, e pelos canais dela, as bênçãos para Israel e para todas as famílias da Terra, por meio da restauração de todas as coisas, nos traz à mente o cântico dos anjos:

W — A humanidade restaurada à perfeição e harmonia com Deus.
“... Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.” Apocalipse 21:3


“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.”

Essa será a consumação do plano de Deus — “de fazer convergir em Cristo todas as coisas”. Quem dirá então que o plano de Deus tem sido um fracasso? Quem dirá então que Ele não tem podido dominar sobre o mal para o bem, e fazer que até a ira ou a cólera dos homens e dos demônios redunde em seu louvor?

A figura da pirâmide não somente serve como ilustração dos seres perfeitos, mas também com bastante propriedade pode ser usada para representar a unidade da criação inteira, a qual, em cumprimento do plano de Deus, será uma quando a harmonia e a perfeição de todas as coisas serão obtidas sob a chefia de Cristo, a Cabeça, não somente da Igreja, que é o seu corpo, mas também de todas as coisas, tanto as que estão no céu como as que estão na terra. — Efésios 1:10.


Cristo Jesus foi o “princípio”, a “cabeça “a pedra principal”, “a principal (superior) pedra angular” deste grande edifício que está unicamente começado; toda pedra que for colocada debaixo desta, deve encontrar-se em harmonia com as linhas e os ângulos da superior. Não importa quantas classes de pedras haja nesta estrutura, nem quantas naturezas distintas se encontrem entre os filhos de Deus, já terrestres, já celestiais, todos para serem-lhe aceitáveis eternamente, devem ser conforme à imagem de seu Filho.

Todos os que hão de compor este edifício devem participar do espírito de obediência a Deus, e do amor para Ele e todas suas criaturas, (grandemente exemplificado por Jesus), o cumprimento da lei — Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças, e ao teu próximo como a ti mesmo.

De acordo com o bosquejo apresentado na Palavra de Deus com respeito à convergência de todas as coisas, tanto celestiais como terrestres, sob um só cabeça, no processo de seleção Cristo Jesus, a Cabeça, foi o primeiro; logo a Igreja, que e seu corpo. Os anjos e demais classes espirituais seguem em fila; depois os patriarcas, os profetas e o mundo em continuação. Começando pelos mais elevados, a ordem procederá até que todos aqueles que desejarem hajam sido postos em harmonia e unidade.

Uma peculiaridade é que esta pedra provada, principal e angular está colocada em cima, lançada primeiro, e é chamada pedra fundamental. Isto ilustra o fato de que o fundamento de toda esperança para com Deus e a justiça está posto, não na terra, mas no céu. Os que edificam debaixo dela e se unem a este fundamento celestial, são mantidos junto a este por meio das atrações e as leis celestiais.

E ainda quando esta ordem é exatamente oposta ao que se observa nas estruturas terrestres, quão apropriado é que a pedra, a cuja semelhança se tem de fazer todo o edifício, se ponha primeiro. Quão apropriado é também que encontremos nosso fundamento em cima e não em baixo, e que nós, como pedras vivas sejamos edificados nele em todas as coisas.

Assim progredirá a obra durante a Idade Milenária, até que toda criatura, de toda natureza, no céu e na terra, louvará e servirá a Deus de acordo com as linhas de uma conduta de obediência perfeita. O universo estará limpo então, pois nesse dia “acontecerá que toda alma que não ouvir a esse profeta, será exterminada dentre o povo” — na segunda morte. — Atos 3:22, 23.

u — Altar de Bronze


v — Pia de Bronze


x-Candlelabro

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O Tabernáculo no Deserto

A mesma lição mostrada no Mapa das Idades é ensinada aqui neste tipo divinamente planejado, cujas lições, em outro livro, examinaremos mais amplamente. O Mapa do Tabernáculo colocamos ao lado do Mapa das Idades para que se possa notar devidamente que os diferentes planos ou degraus para o Santo dos Santos ensinam os mesmos passos já examinados em detalhe.

Fora do átrio do Tabernáculo se encontra o mundo inteiro no pecado, no plano de degradação R. Ao entrar pela “porta” para o “átrio”, chegamos a ser crentes ou pessoas justificadas, no plano N.

Os que vão para diante na consagração, se apressam para a porta do Tabernáculo, e entrando nele (plano M), tornam-se sacerdotes.

São fortelecidos com os “pães da proposição”, alumiados pelo “candelabro” e habilitados para oferecer incenso no “Altar de Ouro”, aceitável a Deus por meio de Jesus Cristo.

Finalmente, na primeira ressurreição, entram para a condição espiritual perfeita, ou para o “Santíssimo” (plano L) para serem associados com Jesus na glória do reino, plano K.

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SHOFAR

Shofar (do hebraico שופר shofar ) é considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos. Somente a flauta do pastor – chamada Ugav, na Bíblia – o iguala em idade (de acordo com algumas opiniões), mas não tem função em serviços religiosos nos dias de hoje.
O shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro. Mas, para os judeus, o shofar não é um instrumento "musical"; não é usado por prazer ou divertimento. É considerado sagrado, quase como uma voz celestial.

Para os judeus, lembra o carneiro sacrificado por Avraham (Abrão) no lugar de Yitschac (Isaac) através da história da Akedá (amarração de Yitschac), lida no segundo dia de Rosh Hashaná.

Índice

* 1 Ocasiões em que era tocado
* 2 O shofar no Midrash
* 3 As bênçãos que antecedem o toque
* 4 Os toques
* 5 Qual é o significado do toque do shofar?
* 6 O despertar de nosso sono
* 7 Ligações externas

Ocasiões em que era tocado
Hombre tocando o Shofar

Nos tempos antigos, o shofar era usado em ocasiões solenes. A palavra shofar é mencionada pela primeira vez em conexão à Revelação Divina no Monte Sinai, quando "a voz do shofar era por demais forte e todo o povo do acampamento tremeu". Assim, o shofar em Rosh Hashaná (ano novo judaico) tem o dever de lembrar aos judeus suas obrigações para com seu serviços religiosos.

O shofar também era tocado durante as batalhas contra inimigos perigosos. Portanto, o shofar de Rosh Hashaná serve como um grito de guerra contra o inimigo interior, impulsos maus e paixões.

O shofar no Midrash

O shofar é feito de um chifre de animal casher (considerado limpo). Qualquer chifre pode ser usado para o shofar, exceto vaca ou touro, pois estes chifres são chamados em hebraico de "keren" e não shofar, e também porque seu chifre poderia ser um lembrete do Bezerro de Ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egito.

Geralmente, e de preferência, o shofar é feito de um chifre de carneiro, em memória do carneiro que foi oferecido em lugar de Yitzhak (Isaac), que permitiu-se ser atado e colocado sobre o altar como um sacrifício a Deus .

O shofar é tocado em Rosh Hashaná após a leitura da Torá, antes e durante a prece de Mussaf. Embora uma mitsvá não deva ser adiada, havia uma boa razão para adiar o toque do shofar para depois da leitura da Torá.

Isso aconteceu, numa certa comunidade judaica cercada por inimigos, em que o shofar foi tocado de manhã bem cedo. Os inimigos pensaram que os judeus estivessem convocando para uma rebelião contra eles, então os cercaram e os mataram. Ficou então decidido tocar o shofar após a leitura da Torá, pois, quando os inimigos viam que os judeus já haviam feito parte de suas preces pacificamente, percebiam que era uma reunião pacífica para a oração, e não uma rebelião contra eles.

Rashi explica que houve um tempo quando os judeus foram proibidos de tocar o shofar. Guardas eram postados para vigiá-los até que o serviço da prece de Shacharit estivesse concluído. Os judeus por isso tocavam o shofar mais tarde, durante o serviço Mussaf, e assim permaneceu esta regra, de tocar o shofar após o serviço de Shacharit. Existe ainda outra razão: pois naquele época os judeus já eram coroados com mitsvot, os preceitos entre os quais tsitsit, Shemá, e a leitura da Torá: então vem o shofar e lhes traz o perdão.

As bênçãos que antecedem o toque

O toque do shofar em Rosh Hashaná é um mandamento da Torá. É um preceito como todos os outros de nossa fé e, portanto, deve ser feita uma bênção especial antes de cumpri-lo.

O propósito da bênção é agradecer a D'us por nos ter santificado com Seus mandamentos e nos ter dado a oportunidade de cumprir a Sua vontade. Esta bênção, em geral, é um preparo para que nossos atos não sejam realizados apenas pela força do hábito e, sim, conscientemente, sabendo seu significado e perante Quem devemos agir. A bênção antes do toque do shofar tem a mesma finalidade.

Esta é a bênção: "Bendito és Tu, ó Senhor, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou ouvir a voz do shofar." Começamos a bênção na segunda pessoa – como se estivéssemos diretamente perante D'us – mas a terminamos na terceira pessoa – pois D'us é Onipresente e Invisível, Santo e além da compreensão. Todas as bênçãos apresentam esta mesma estrutura.

Em hebraico a palavra Lishmoa ("ouvir" ou "escutar") da mesma raiz de Shemá, possui vários significados, entre eles, escutar ou ouvir com os nossos próprios ouvidos; além de entender e obedecer.

Deste modo, quando o Baal Tokêa (aquele que toca o shofar) faz a bênção por todos nós, espera-se que não só o som do shofar seja ouvido, como também compreendida e obedecida sua mensagem.

Os toques

O Shofar emite três sons característicos: Tekiá – um som contínuo, como um longo suspiro; Shevarim – três sons interrompidos, como soluços; Teruá – nove (ou mais) sons curtís-si-mos como suspiros entrecortados em prantos.

Estes sons do shofar evocam e expressam sentimentos de profundo pesar pelas más ações que cometemos no passado. É também uma conclamação às armas, como um tambor de guerra. O shofar nos convoca a lutar contra tudo que impeça a pratica do judaísmo em sua plenitude: paixões, preguiça e negligência; contra a influência de maus amigos, etc., afirmando que todos os preceitos são dignos para que lutemos por eles. E mesmo se no passado não os tenhamos observado cuidadosamente, o shofar diz que nunca é demasiado tarde para começar. D'us sempre perdoa o passado ao tomarmos boas decisões para o futuro.

Esta é a mensagem final do shofar, aquela do perdão Divino. Por isso, o último som do shofar é um toque longo, a Tekiá Guedolá (grande toque). Este som não representa soluço, nem suspiro ou lamento, mas um grito de triunfo e alegria; pois estamos confiantes de que D'us aceitou o nosso arrependimento.

Podemos notar esta expressão de alegria na melodia dos versos recitados logo após os toques. Enquanto os versos recitados antes são solenes, os que os seguem falam da alegria, que brota após um arrependimento sincero. Este é o real significado de ouvir, compreender e obedecer a voz do shofar.


Esta é a ordem dos toques do shofar:

1. Tekiá – Shevarim – Teruá – Tekiá
2. Tekiá – Shevarim – Tekiá
3. Tekiá – Teruá – Tekiá

O som de cada grupo é repetido três vezes, totalizando trinta toques. No total, durante o serviço matinal de Rosh Hashaná, o Shofar é tocado cem vezes (cada um dos sons acima mencionados é tocado três vezes e isto é repetido três vezes durante o serviço, somando noventa toques; no final, toca-se mais uma vez o grupo de dez, perfazendo os cem toques).

Os sons quebrados de Shevarim e Teruá lembram estes suspiros e gemidos abafados que penetram no co-ração, e servem para despertar a pessoa ao arrependimento e ao retorno. A Tekiá Guedolá – o último toque longo do shofar – soa como uma nota mais alegre e lembra o grande dia, quando o grande shofar será tocado para reunir do exílio todo o povo de Israel, com a chegada de Mashiach.

Qual é o significado do toque do shofar?

O shofar nos chama para acordarmos de nossa letargia mental pelas coisas terrenas e clama para que possamos despertar e nos envolver com as necessidades de nossa alma. É como um alerta: nos inspira temor lembrando que este é o Dia de nosso julgamento. A mensagem do shofar, segundo Maimônides, é:

"Acordai de vosso sono e ponderai sobre os vossos feitos; lembrai-vos do Criador e voltai a Ele em penitência. Não sejais daqueles que per-dem a realidade de vista ao perseguirem sombras ou esbanjam anos buscando coisas vãs que não lhes trazem proveito. Olhai bem vossas almas e considerai vossos atos; abandonai os caminhos errados e os maus pensamentos e voltai a D'us, para que Ele tenha misericórdia para convosco!"

Esta é a função mais importante dos sons do shofar: inspirar a alma e provocar vibrações extraordinárias no coração, ativando o sentimento do arrependimento e humildade.

O despertar de nosso sono

O som do shofar é como o chamado de uma trombeta, despertando-nos de nosso sono. Estamos tão atarefados com os interesses do dia a dia – escola, trabalho, diversão – que tendemos a ficar indiferentes ao nosso verdadeiro objetivo na vida, como se estivéssemos imersos em sono profundo. Rosh Hashaná, o ano novo ano judaico, nos desperta para planejarmos o cumprimento de mitsvot e o estudo de Torá para o ano que se inicia.

Rabi Saadyá Gaon nos ensina aqui dez diferentes maneiras do shofar nos inspirar a viver uma vida melhor o ano inteiro:

Um

Quando um novo rei começa a governar, é expedida uma proclamação, acompanhada por toques de trombeta. A cada ano naquele dia, seu governo é novamente proclamado, também com o som da trombeta.

A Criação do Mundo foi completada em Rosh Hashaná, e o reinado de D'us começou no mundo. A cada ano neste dia, proclamamos novamente Seu governo com o toque do shofar.

Dois

Quando um rei emite um decreto, o chifre soa e um sinal de aviso é anunciado. Os Dez Dias de Teshuvá (Penitência) começam com Rosh Hashaná. "Aperfeiçoe-se!" – somos advertidos, e quando este decreto é emitido, o shofar ecoa.

Três

Quando recebemos a Torá nas encostas do Monte Sinai, o som do shofar enchia os ares. Neste dia de Rosh Hashaná nós nos dedicamos à vida de Torá novamente, e o som do shofar enche o ar.

Quatro

As palavras de nossos profetas de antigamente soam como um toque do shofar.

Lembramo-nos de suas palavras corretivas, quando ouvimos o toque do shofar.

Cinco

Nossos inimigos tocaram suas trombetas quando destruíram nosso Sagrado Templo – o Bet Hamicdash.

Quando tocamos o shofar em Rosh Hashaná, rezamos para que o novo ano traga a reconstrução do Bet Hamicdash, para que nossos pecados sejam perdoados.

Seis

Yitschac (Isaac) de boa vontade se ofereceu em sacrifício, como D'us ordenou, mas no último instante foi substituído por um carneiro.

Em Rosh Hashaná tocamos um chifre de carneiro para lembrar-nos – e a D'us – da devoção de nossos antepassados.

Sete

"Poderá o shofar soar na cidade e o povo não tremer de medo?"

O shofar nos faz estremecer no temor do julgamento de D'us. Oito

"Próximo está o dia do (julgamento) de D'us: perto, muito rápido, o dia do shofar."

O shofar de Rosh Hashaná nos recorda do dia do Julgamento Final.

Nove

"E será naquele dia, soará o Grande Shofar, e os desgarrados virão da Terra de Ashur, e os rejeitados da terra do Egito."

O toque do shofar nos lembra do grande chifre de Mashiach – esperamos e rezamos para que soe este ano, para reunir todos os judeus dispersos pelo mundo afora. Dez

"Os habitantes do pó… quando o shofar será ouvido."

O shofar nos lembra do dia da Ressurreição dos Mortos, quando estes se levantarão de seu sono.

Uma lição de humildade

Rosh Hashaná chama-se também Yom Teruá (Dia do Toque). Neste dia, é obrigação de cada judeu ouvir o shofar. Por ser finalidade do shofar inspirar-nos humildade e sentimentos de arrependimento, podemos compreender o porquê do shofar não ser ricamente decorado.

Os ornamentos não o tornam inadequado, desde que fiquem apenas do lado externo sem que suas paredes sejam perfuradas. Isto nos serve como lição da importância da simplicidade e humildade. Como o shofar que se torna inadequado se qualquer ornamento de ouro ou prata atravessar o osso do qual é feito, assim também nos tornamos seres humanos insignificantes se permitirmos que o ouro e prata sejam tão importantes na vida a ponto de "perfurar o osso" e se apossar da mente e da alma. DEUS É FIEL A SUA PALAVRA.


MEZUZAH

A Mezuzah é um símbolo da fé judaica merecedor de grande respeito. A mezuzah é uma caixa tubular de madeira, vidro ou metal, em geral de 3 a 4 polegadas de comprimento, contendo um pedaço pequeno de pergaminho, no qual em 22 linhas estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do "shemá" (oração da unicidade de D'us). Tem uma pequena abertura na parte superior com a palavra Shadai (um dos nomes místicos de D'us), impressa no verso do pergaminho. É fixada na batente direita das portas de cada quarto de uma residência ou escritório (incluindo garagens), mas nunca deve ser colocada na entrada de casas de banho e em espaços com uma área inferior a 1,8 metros quadrados. Ela é afixada no terço superior do batente direito, na parte mais externa do umbral e em posição oblíqua, com a parte superior apontada para o interior do aposento, para os ashkenazim, e em posição quase reta para os sefaradim.
Costuma-se beijá-la quando se sai ou entra em casa, tocando-a com as pontas do dedos e em seguida tocando os lábios. O significado religioso mais profundo do seu simbolismo seria lembrar ao homem a unicidade de D'us e induzi-lo a amá-lo. Essa contemplação desperta-o e o conduz ao caminho certo.

MEZUZAH

Acho este pequeno objeto representativo de um símbolo ou memorial muito interessante e importante da Páscoa (Pessach). Quando o vejo nos umbrais das residências judaica, lembro-me dos eventos relacionados com os israelitas escravos no Egito.

Ele está ligado e intimamente relacionado com a primeira páscoa instituída na saída dos israelitas do Egito e da 10º praga que sobreveio aos primogênitos egípcios, portanto, ao derramamento de sangue realizado pelo anjo destruidor, enviado por Deus.

Moisés, o grande servo de Deus e legislador hebreu, diz na Torá no livro de Levítico: (Veikrá) 17:11 “...a alma da carne está no sangue pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma (vida)”. Noutras palavras, Deus está nesta passagem dizendo que é com derramamento de sangue que se fará expiação pelos pecados.

Os israelitas primogênitos foram milagrosamente poupados e preservados de morrerem pelo anjo vingador que “passou por cima” (pass over) das casas dos israelitas cujos umbrais das portas estavam manchadas do sangue do cordeiro pascal, sacrificado conforme instruções de Deus à Moisés.


A MEZUZAH como memorial atravessou os séculos e até hoje pode ser visto nos umbrais das portas dos lares judaicos. Foi justamente o sangue dos animais sacrificados que evitou a morte dos primogênitos israelitas quando da instituição da primeira páscoa. A páscoa conforme sabemos, foi a primeira festa religiosa do calendário judaico. Podemos ler isto no TANACH (Antigo Testamento dos judeus) no livro de Êxodo (Shemot), capítulos 12 e 13.

Dentro da Mezuzah, que é um pequeno objeto de metal, madeira, pedra, plástico ou outro material, podemos ver um pequeno papel ou pergaminho dobrado escrito em hebraico, com passagens do livro de Deuteronômio (Dvarim) 6:4-9 e 11:13-21, com 15 versículos e 22 linhas. Dentre estes versículos, destaque é dado ao primeiro versículo que se constitui na profissão de fé judaica: “Ouve Israel, o Senhor nosso Deus o Senhor é um”. Conhecida como SHEMA’ISRAEL, Ouve Israel.

Podemos aprender muitas coisas com a MEZUZAH, pois em cada letra ou palavra encerra significados profundos. A palavra SHEMÁ (Ouve) em hebraico, começa com a penúltima letra do alfabeto hebraico chamada SHIN. Esta letra tem a forma de três pequenos traços verticais unidos entre si na base por um traço horizontal.

Esta letra shin é também o começo da palavra hebraica SHADAI que significa TODO PODEROSO que é um dos nomes de Deus. Por sua vez, a palavra Shadai é composta de três letras do alfabeto hebraico: -shin, dalet e yod. Com elas formamos a frase: shomer, daltot Israel. A palavra shadai é também o acróstico de uma frase que significa:

Shomer = guardião ou vigia

y d; v; Daltot = das portas

Israel = de Israel

Em vários livros de Tanach* encontramos a frase: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacob. A evocação tríplice do nome de Deus citada, bem como muitas outras evocações tríplices dos nomes de Deus estão também no Shemá, na benção sobre Israel (Num.6:24-26); Santo, Santo, Santo (Kadosh, Kadosh, Kadosh) Is.6:3 etc. e em muitas outras passagens e versículos onde o nome de Deus é evocado 3 vezes em um mesmo versículo. Para o judeu, a palavra Shadai é muito significativa e importante.

Quantas verdades espirituais e de profundos significados, podemos encontrar em um simples objeto que é usado e respeitado pelo judeu. Com a mezuzah podemos aprender verdades relacionadas com o sangue protetor que pode fazer expiação pelo pecado do homem conforme escreveu Moisés.

*Ex.3:6,15,16 Deus falou a Moisés




ANTHONY JOSEPH
JERUSALEM

CAPITAL DO ESTADO DE ISRAEL E CAPITAL DA JUDEIA NOS TEMPOS BÍBLICOS. É UM CENTRO RELIGIOSOE ESPIRITUAL PARA OS JUDEUS, CRISTÃOS E MUÇULMANOS. JERUSASALEM ESTÁ LOCALIZADA NAS COLINAS DA JUDEIA; INCLUI A CIDADE ANTIGA CERCADA POR MURALHA FORTIFICADASE E A CIDADE MODERNA < NOVA >. FOI POVOADA DESDE OS TEMPOS PRE-HISTORICOS E CONQUISTADA PELOS CANANEUS, ISRAELITAS, BABILONEOS, PERSAS, GREGOS, ROMANOS, BIZANTINOS, CRUZADOS,MAMELUCOS E TURCOS.
De anthonyjoseph

ANTHONY JOSEPH
PERGAMINHOS IMPORTANTES E CONHECIMENTOS

Os Manuscritos do mar Morto constituem a maior descoberta arqueológica do século 20, segundo os estudiosos. Os pergaminhos reúnem os mais antigos documentos bíblicos já encontrados e os textos que descrevem o cotidiano de uma comunidade que há 2 mil anos vivia isolada no deserto de Qumran, em Israel, e cujas práticas foram absorvidas pelo nascente cristianismo. Essas preciosidades poderão ser vistas no Rio de Janeiro e em São Paulo, no segundo semestre deste ano.
Os pergaminhos de pele de cabra e ovelha, embrulhados em panos de linho, foram descobertos acidentalmente por um pastor de uma tribo de beduínos, em 1947, dentro de jarros de barro escondidos em cavernas. São cópias de trechos do Antigo Testamento e descrições das crenças e dos costumes dos essênios, uma seita judaica que viveu há 2 mil anos na região do mar Morto. “Os manuscritos permitem conhecer o judaísmo dos tempos de Jesus Cristo baseado em documentos da época”, explica Pedro Lima Vasconcelos, professor do departamento de teologia e ciência das religiões da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Escavações que duraram cerca de dez anos desenterraram quase mil manuscritos em aramaico, hebraico e grego. Alguns rolos foram recuperados praticamente inteiros, e outros não passavam de fragmentos que formavam um imenso quebra-cabeças. Os documentos resistiram à passagem dos séculos graças ao clima árido e à baixa umidade relativa do ar do deserto, que fica a 25 km de Jerusalém, capital israelense .

ANTHONY JOSEPH
PERGAMINHOS DO MAR MORTO

Os Pergaminhos do Mar Morto, ou manuscritos do Mar Morto são uma colecção de cerca de 850 documentos (em pergaminho), incluindo textos da Bíblia Hebraica (Antigo Testamento), que foram descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, em Israel (em tempos históricos uma parte da Judéia). Eles foram escritos em Hebraico, Aramaico e grego, entre o século II a.C. e o primeiro século depois de Cristo. Foram encontrados mais de oitocentos textos, representando vários pontos de vista, incluindo as crenças dos Essénios e outras seitas.
Os textos são importantes por serem praticamente os únicos documentos bíblicos judaicos hoje existentes relativos a este período e porque eles podem explicar muito sobre o contexto político e religioso nos tempos do nascimento do Cristianismo. Os pergaminhos contêm pelo menos um fragmento de todos os livros do das escrituras hebraicas, exceto o livro de Ester. Além de fragmentos bíblicos, contêm regras da comunidade, escritos apócrifos, filactérios, calendários e outros documentos.

ANTHONY JOSEPH
JERUSALÉM, ACONTECIMENTOS REAIS. EM 1187

FATOS REAIS. O grito de guerra ecoou nas pedras crispadas pelo sol naquele setembro de 1187: Alá-hu okbar! (" Deus é grande"). Sob o comando do sultão Saladino, o exército mulçumano celebrava sucessivas conquistas na Galileia e agora marchava rumo ao objetivo máximo: Jerusalém. A missão era recuperar a cidade santa após 88 anos de domínio dos cruzados. Saladino montou acampamento no monte das Oliveiras e avistou a enorme cruz no topo da cúpola do rochedo, um dos tantos santuários islâmicos profanados pelos infiéis. As tropas inimigas logo se renderam, e no dia 02 de outubro Saladino entrou triunfante na cidade murada. Ele tolerou a permanência dos cristãos, permitiu a volta dos judeus que haviam sido expulsos e purificou o solo de JERUSALÉM segundo os preceitos do islâ. ANTHONY JOSEPH


ANTHONY JOSEPH
MAR DA GALILEIA

Lago de águas doces ao norte do vale do Rio Jordão. Suas principais fontes de água são o Jordão, rios que descem das mantanhas e chuvas. Na costa encontra-se três vales férteis: O vale de Guinosar ao noroeste, o vale de Beit Zida ao nordeste e o vale do Jordão ao sul.Durante o período israelita pertencia a tribo de Naftalí. Na época do segundo Templo, o lago esteve rodeado por multiplos povoados Judeus: Tiberiades, Migdal, Susita, Beit Iareaj e Capernaum.
De anthonyjoseph


ANTHONY JOSEPH
JERICÓ

Cidade Árabe ao sudeste do Vale Jordão, no cruzamentos das estradas a Jerusalem-Beit Shean, na região leste do Jordão. Apesar de estar numa região árida, Jericó tem abundantes manaciais, como um oásis. é uma das cidades mais antigas do mundo, sendo povoado desde a idade da pedra. Foi conquistada por Josué, e logo incluida no território da tribo de Benjamim. A cidade antiga está localizada ao nordeste da atual Jericó.
De anthonyjoseph


ANTHONY JOSEPH
JERICÓ

Cidade Árabe nas Montanhas da Judéia, a 7 Kms ao sul de Jerusalem. Aqui estava situada a cidade bíblica de Belem ( beit Lejem ) a cidade sagrada para os critãos. Belem foi o cenário do relato descrito no livro de Ruth e onde nasceu David, o filho de Ishai, sendo nomeado rei na mesma cidade. De acordo com a tradição cristã este é o berço do nascimento de JESUS. Dentro da cidade foram achadas as ruínas de dois acuedutos que conduziam água das piscinas de Salomão a Jerusalem. Também foram achados muitos locais cristãos sagrados, igrejas, monasteiros e outras instituições religiosas; uma delas é a Igreja da Natividade, que segundo a tradição cristã foi construída sobre a caverna < manjedoura > na qual nasceu JESUS. Também lá se encontra o Túmolo de Raquel. OBS: Hoje Belem está sobre o domínio do povo Árabe. VAMOS ORAR POR ISRAEL...
De anthonyjoseph

ANTHONY JOSEPH
BELEM

Cidade Árabe nas Montanhas da Judéia, a 7 Kms ao sul de Jerusalem. Aqui estava situada a cidade bíblica de Belem ( beit Lejem ) a cidade sagrada para os critãos. Belem foi o cenário do relato descrito no livro de Ruth e onde nasceu David, o filho de Ishai, sendo nomeado rei na mesma cidade. De acordo com a tradição cristã este é o berço do nascimento de JESUS. Dentro da cidade foram achadas as ruínas de dois acuedutos que conduziam água das piscinas de Salomão a Jerusalem. Também foram achados muitos locais cristãos sagrados, igrejas, monasteiros e outras instituições religiosas; uma delas é a Igreja da Natividade, que segundo a tradição cristã foi construída sobre a caverna < manjedoura > na qual nasceu JESUS. Também lá se encontra o Túmolo de Raquel. OBS: Hoje Belem está sobre o domínio do povo Árabe. VAMOS ORAR POR ISRAEL...
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ANTHONY JOSEPH
RIO JORDÃO

É o maior rio de Israel, mede 250 Kms de comprimento. Suas principais fontes são os rios Hermon < Banias >, Dan e Snir. Ao longo de seu trajeto ao Mar da Galiéia e o Mar Morto, outros rios formam parte do Jordão de oeste a leste, o maior deles é o Iarmuj. O rio Jordão é sagado na tradição judaica e cristã. Foi um tema de conflito entre Israel e seus países vizinhos Siria e Jordânia, por ser um recurso de água e o limite natural. OBS: o rio Jordão é de extrema importância para Israel, este lugar é muito importante, nele João Batista batizou JESUS, o profeta Elias e Elizeu passaram neste rio e aconteceu o milagre que foi feito com a capa; também os filhos de Israel atravessaram com a arca quando chegaram do Egito. Hoje existe no rio Jordão um local privado, onde os visitantes pode se batizar.
De anthonyjoseph


ANTHONY JOSEPH
PORQUE JESUS PASSOU QUATRO DIAS PARA CHEGAR A BETÂNIA?

No evangelho segundo JOÃO, podemos ver no capítulo 11 do versículo 1 a 45, relata sobre a morte de LÁZARO. JESUS estava longe de Betânia quando as irmãs de seu amigo LÁZARO, mandou avisar para o Senhor que seu irmão se encontrava enfermo.Porem JESUS esperou ainda por dois dias para atender o chamado.Com quatro dias após a morte de LÁZARO o Mestre chegou, disse Marta a JESUS, se o Senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.Disse-lhe JESUS: Teu irmão há de ressuscitar. o Senhor pediu que tirasse a pedra e disse: LÁZARO sai para fora e o ressuscitou. CURIOSIDADE: Porque JESUS passou quatro dias para chegar? Resposta. Em Betânia existia uma doênça que quando alguem pecava, muitas vezes ficava cono se estivesse morto. por isso esperavam dois dias para que tivesse certeza se a pessoa estava morta ou não. JESUS sabendo disso esperou mais dois dias, por que se chegasse quando foi solicitado, alguem poderia dizer que não foi milagre e sim a doênça da região.
De anthonyjoseph


ANTONY JOSEPH
O QUE DEUS QUIZ DIZER COM: A TERRA QUE MANA LEITE E MEL?

No livro de ÊXODO , capítulo 03 e versículo 08 encontramos a expressão que DEUS disse a Moisés que iria libertar o seu povo que estava sendo escravos no EGITO; e leva-los a uma TERRA QUE MANA LEITE E MEL. Muitos tentam descobrir o significado desta expressão traduzindo ao pé da letra. Mas nem sempre pode ser interpretado desse jeito. Em Israel existe uma especie de fruta que se chama TÂMARA e é muito doce. Este fruto quando passa por um processo industrial, é recolhido um MEL de ótima qualidade. Aqui está o significado do MEL. O leite é que Israel se tornaria o maior criador de ovelhas, daí vem a grande produção de latícinio.
De anthonyjoseph


ANTHONY JOSEPH
CAPERNAUM

Antigo povoado na região costeira ao nordeste do Mar da Galiléia, aproximadamente 4 Kms ao sudeste do desemboque do Rio Jordão. De acordo com a tradição Judaica, este local é chamado Aldeia de Najum < NAUM >, em homenagem ao Profeta. Na tradição cristã este local está associado ao local do nascimento de Pedro e lar de JESUS durante um tempo, onde predicou e realizou milagres. Neste lugar se encontra uma ruína de uma sinagoga do século III. Aqui JESUS orou, já que a sinagoga ficava enfrente da casa da sogra de Pedro.
De anthonyjoseph


ANTHONY JOSEPH
O QUE É UM TALYTE?

Nos textos Bíblicos, encontramos muitas palavras que requer um sério estudo para sabermos o seu significado. Em Mateus capítulo 5 e versículo 20, achamos um conteúdo muito enteressante. Uma mulher que estava doente há 12 anos com um fuxo de sangue , sua fámilia teria gasto todos seus recursos e não conseguiram cura-la. mas um dia ela viu JESUS E DISSE: Se eu tocar no seu vestido, ficarei sã. Estudando a cultura do povo Judeu,encontramos algo muito importante. Os Profetas andavam com uma capa. encontramos isto em segundo Reis capítulo 2 e versículo 8, que o Profeta ELIAS pegou a capa e colocou no Rio Jordão e ele ficou seco para o profeta passar. Na realidade tanto a capa e o vestido de JESUS são o mesmo vestúario . É um pano quadrado e nas quatros pontas tem uma trança pendurada com vários noz, e cada nó tem um significado.
De anthonyjoseph


ANTHONY JOSEPH
MONTE CARMELO

A Bíblia relata muitos fotos iportantes. Nos escritos Bíblicos, encontramos sobre o Monte Carmelo um grande acontecimento. O Profeta ELIAS orou a DEUS e fez descer fogo do céu. Tambem ELIAS matou os 450 Profetas de BAAL. Não temos dúvida deste relato. O interessante que hoje em Israel não se tem certeza do Monte exato. Lá se encontra 3 Montes iguais, por isso escolheram um para fazer uma Igreja e a ESTÁUTUA de ELIAS. Este lugar fica ao Nordeste do vale de JEZREEL ou seja o vale de MEGUIDO.
De anthonyjoseph


ANTONY JOSEPH
BELEM E JERICÓ

BELEM, uma linda cidade com muitos escritos Bíblico, aonde se deu um dos maiores acontecimentos, o nascimento do menino JESUS. JERICÓ, cidade histórica com grandes feitos através da fé. um dos maiores acontecimentos aqui foi a queda das MURALHAS quando JOSUÉ e os filhos de ISRAEL chegaram. Mas, o que me leva a sitar estas cidades é um fato muito importante. quando visitei ISRAEL, não pude entrar em JERICÓ, pois estas duas lindas cidades hoje se encontram sobre o domínio dos PALESTINOS.
De ANTHONY JOSEPH




ISRAEL - O Estado de Israel (em hebraico מדינת ישראל, transl. Medīnát Isra'él; em árabe دولة إسرائيل, transl. Daulát Isrā'īl) é um país no Oriente Médio, na extremidade sudeste do Mar Mediterrâneo. É uma república democrática parlamentar fundada em 14 de Maio de 1948. É o único Estado judeu em todo o mundo.Faz fronteira com o Líbano no norte, Síria e Jordânia ao leste e Egito no sudoeste. A capital do país e sede do governo é Jerusalém, que é também a residência do Presidente da nação, repartições do governo, suprema corte e o Knesset (parlamento). A Lei Básica estabelece que "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel" apesar de a Autoridade Palestina ver Jerusalém Oriental como futura capital da Palestina e as Nações Unidas e a maioria dos países não aceitarem a Lei Básica, argumentando que o status final deve esperar futuras negociações entre Israel e a Autoridade Palestina. A maioria dos países mantém sua embaixada em Tel Aviv.


PEÇAS SAGRADAS DA CULTURA JUDAICA
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A PIA DE BRONZE

Pia de Bronze (Ex 30:17-21) - A pia era o local onde os sacerdotes lavavam as mãos antes de entrar no tabernáculo, Deus queria que eles estivessem limpos antes de entrar no lugar santo. Os crentes se lavam pelo batismo dos seus pecados antes de entrar na igreja. Símbolo da purificação dos pecados e a presença do inocente. Esse ritual era importante na maioria das religiões antigas. Isto era natural, a limpeza física é um símbolo adequado da limpeza moral e espiritual. Era exigido aos sacerdotes realizar esta limpeza cada vez que entravam no tabernáculo ou ofereciam sacrifícios no altar dos holocaustos (Ex 30:20), pois deviam estar livres das manchas e da contaminação do pecado antes de ministrar em favor de outros (Sl 51:7; Is 52:11; Jo 13:10, 11). Ef 4:5 "Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.


CANDELABRO

O Candelabro (Êxodo 25; 23) - Símbolo da santificação pela fé. Aquele que é a luz do mundo. Não existe santificação sem a luz de Cristo e sua palavra. Símbolo também de revelação. Localizava-se em frente a mesa dos pães Ex 40:24. Em Ex 27:20 - Informa que o material utilizado para acender as lâmpadas é de azeite puro de oliveiras, batido, para arder as lâmpadas continuamente. A luminária deveria queimar durante toda a noite com um óleo que não faria fumaça. Em certo sentido, o "castiçal" representava o povo de Deus como propagadores da luz moral e espiritual para o mundo, em forma individual (Mt 5:14-16; Fl 2:15) e como igreja (Ap 1:12, 20). Representava também o poder do Espírito Santo para iluminar a igreja (Zc 4:2-6; Ap 4: 5). Representa a luz, "...vós sois luz" Mt 5:14 - Mas realmente nós não somos "luz" no sentido real desta palavra, nós somos lâmpadas, que emitem luz. Não temos luz própria, pois se deixarmos a Cristo deixaremos de brilhar, assim nossa luz se apagará.

A MESA DOS PÃES

A MESA DOS PÃES - A mesa dos pães era um quadro da vontade de Deus chamando ao companheirismo e comunhão (literalmente compartilhando algo). Isto seria igual a um convite para um almoço entre amigos. Comer junto é um ato de companheirismo, principalmente na época de Cristo. Deus está disposto a permitir que o homem entre em sua companhia. Representa Cristo como o verdadeiro alimento, o pão da vida. Percebe-se que os pães estão organizados lado a lado em número de 6 (6 e 6), formando um número 66, que são a quantidade de livros da bíblia. Significa as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos de Cristo. I Coríntios 10:17 Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão. A cada sábado se colocava 12 pães sem fermento (fermento é símbolo de pecado) organizados em duas pilhas de 6, cada um feito com algo mais de 2,4 kg de flor de farinha. No alimento Deus provê todas as nossas necessidades.

A ARCA DA ALIANÇA

O PROPOSITO DA ARCA - A arca da aliança era um objeto construído com as seguintes finalidades; guardar, preservar e transportar as tábuas da lei. Mas, aonde é que Deus deseja que sua lei, isto é, seu amor (Rm. 13:10, Mt. 22:36) Sua natureza ou caráter (Rm. 7:14; I João 4:8) seus atributos ou virtudes (Sl. 19:7-8; Rm. 7:12; Sl. 119: 142) estejam para sempre? (Sal. 119:11; Ez. 36: 26-27; Heb. 8:10) Os textos bíblicos falam por si só. No coração e/ou na mente de todos os homens. A arca prefigura o coração e mente do homem, As tábuas da lei contendo os dez mandamentos, prefiguravam a presença de Deus no coração e na mente do homem, que afastado de Deus, encontra-se endurecido pelo pecado, como uma fria pedra. Mas ao mesmo tempo as tábuas da lei, representavam a eternidade e a imutabilidade do caráter Divino. Assim como o coração fica protegido na cavidade torácica e o cérebro protegido pelo crânio, as tabuas da lei ficavam guardadas no interior da arca.


LUGAR SANTO - Sacerdote derramando incenso - O SUmo Sacerdote no dia de Iom Kipur (Dia do Perdão) oferecendo incenso diante da Arca da Aliança ao

SANTUÁRIO

SANTUÁRIO - Ao centro desta tenda ficava um santuário retangular envolvido em pele de bode, com o teto formado com pele de carneiro. Dentro desta estrutura, eram estabelecidas duas áreas: O local sagrado e o local mais sagrado de todos, separados por um véu. Dentro desta tenda interna ficavam um candelabro de sete braços ao sul, um altar com doze fatias de pão ao norte, um altar para queima de incenso ao oeste. Qualquer semelhança com os rituais e círculos celtas que eu vou comentar mais para a frente NÃO são meras coincidências…

TABERNÁCULO

TABERNÁCULO - O Tabernáculo era circundado por uma grande cerca. No pátio do Tabernáculo havia um altar maior no qual eram realizados os sacrifícios. Também existia uma bacia de metal onde os sacerdotes eram exigidos se limpar antes de entrar no Tabernáculo. O Tabernáculo era coberto com um tecido de peles, e ao entrar na primeira sala, ou Lugar Santo, a pessoa veria três objetos. De um lado estaria o Menorah. O menorah é um candelabro com sete hastes. O menorah é um símbolo muito importante no templo. Uma das características principais da Deidade é a inteligência superior; uma outra maneira de dizer que uma pessoa é inteligente é dizer que ela é iluminada. Frequentemente, os indivíduos procuram uma fonte superior de conhecimento, quando ficam sem idéias ou maneiras de lidar com uma situação – isso é o coração de o porquê os Mórmons vêem o templo como um lugar tão importante.

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ILHA DE PATMOS


PATMOS

Patmos (em gr, Πάτμος) é uma pequena ilha da Grécia a 55 km da costa SO da Turquia, no mar Egeu. É uma das ilhas do Dodecaneso, e possui uma área total de 34,6 km² e uma população de 2700 habitantes (2002).

Constitui uma municipalidade grega com capital em Hora (ou Chora), às vezes erroneamente chamada Patmos. Skala é o único porto.

A ilha é dividida em duas partes quase iguais, uma do norte e outra do sul, unidas por um estreito istmo. A vegetação é limitada, e o relevo, formado de montes relativamente baixos, cujo pico mais alto é o Profitis Ilias (269 m).

História
O porto de Skala, na ilha de Patmos

Conhecida por ser o local para onde o apóstolo João foi exilado — conforme consta na introdução do livro bíblico de Apocalipse —, Patmos foi usada como um lugar de banimento durante os tempos romanos. Segundo uma tradição preservada por Ireneu, Eusébio, Jerônimo e outros, o exílio de João aconteceu em 95 d.C., no ano décimo quarto do reinado de Domiciano. A tradição local ainda aponta a caverna onde João teria recebido a revelação para escrever o livro[1].

Desde 1522, a ilha foi diversas vezes controlada pelos turcos, sendo capturada pelos italianos em 1912. Em 1948 passou definitivamente ao controle grego.

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A ARCA DE NOÉ

A Arca de Noé era, segundo a religião abraâmica, um grande navio construído por Noé, a mando de Deus, para salvar a si mesmo, sua família e um casal de cada espécie de animais do mundo, antes que viesse o Grande Dilúvio da Bíblia. A história é contada em Gênesis 6-12[1][2], assim como no Alcorão e em outras fontes.

Conforme a tradição bíblica, Deus decidiu destruir o mundo por causa da perversidade humana, mas poupou Noé, o único homem justo da Terra em sua geração, mandando-lhe construir uma arca para salvar sua família e representantes de todos os animais e aves. A certa altura, Deus se lembrou de Noé e interrompeu o Dilúvio, fazendo as águas recuarem e as terras secarem. A história termina com um pacto entre Deus e Noé, assim como com sua descendência.

Essa história tem sido amplamente discutida nas religiões abrâmicas, surgindo comentários que vão do prático (como Noé teria eliminado os resíduos animais?) ao alegórico (a arca representa a Igreja como salvadora da Humanidade em decadência). A partir do século I, vários detalhes da arca e da inundação foram examinados, questionados e até colocados em dúvida por estudiosos cristãos e judeus.

Mas, no século XIX, o desenvolvimento da Geologia e da Biogeografia tornaram difícil sustentar uma interpretação literal da história, então os críticos da Bíblia mudaram sua atenção para a origem e os propósitos seculares da arca. No entanto, os intérpretes literais da Bíblia continuam a ver a história narrada como chave para sua compreensão da Bíblia e agora exploram a região das montanhas do Ararat, no nordeste da Turquia, onde a arca estaria descansando.
Índice

* 1 Narrativa
* 2 A arca nas tradições antigas
* 3 A arca em escolas científicas e críticas
* 4 Interpretações literais
* 5 Referências
* 6 Ligações externas

Narrativa

A história de Arca de Noé, de acordo com os capítulos 6 a 9 do livro do Gênesis, começa com Deus observando o mau comportamento da Humanidade e decidido a inundar a terra e destruir toda vida. Porém, Deus encontrou um bom homem, Noé, "um virtuoso homem, inocente entre o povo de seu tempo", e decidiu que este iria preceder uma nova linhagem do homem. Deus disse a Noé para fazer uma arca e levar com ele a esposa e seus filhos Shem, Ham e Japheth, e suas esposas. Além disso, disse para trazer exemplares de todos os animais e aves, machos e fêmeas. A fim de fornecer seu sustento, disse para trazer e armazenar alimentos.
Obra O Dilúvio, Capela Sistina, de Michelangelo Buonarroti.

Noé, sua família e os animais entraram na arca e "no mesmo dia foram quebrados todos os fundamentos da grande profundidade e as janelas do céu foram abertas, e a chuva caiu sobre a terra por quarenta dias e quarenta noites". A inundação cobriu mesmo as mais altas montanhas por mais de seis metros (20 pés), e todas as criaturas morreram; apenas Noé e aqueles que com ele estavam sobre a arca ficaram vivos. A história do Dilúvio é considerada por vários estudiosos modernos como um sistema de dois contos ligeiramente diferentes, entrelaçados, daí a aparente incerteza quanto à duração da inundação (quarenta ou cento e cinqüenta dias) e o número de animais colocados a bordo da arca (dois de cada espécie, ou sete pares de alguns tipos) .

Eventualmente, a arca veio a descansar sobre o Monte Ararat. As águas começaram a diminuir e os topos das montanhas emergiram. Noé enviou um corvo, que "voou de um lado a outro até que as águas recuaram a partir da terra". Em seguida, Noé enviou uma pomba, mas ela retornou à arca sem ter encontrado nenhum lugar para pousar. Depois de mais sete dias, Noé novamente enviou a pomba e ela voltou com uma folha de oliva no seu bico e então ele soube que as águas tinham abrandado.

Noé esperou mais sete dias e enviou a pomba mais uma vez, e desta vez ela não retornou. Em seguida, ele e sua família e todos os animais saíram da arca e Noé fez um sacrifício a Deus, e Deus resolveu que nunca mais lançaria maldição à terra por causa do homem, nem iria destruí-la novamente dessa maneira.

A fim de se lembrar dessa promessa, Deus colocou o Arco da Aliança nas nuvens, dizendo: "Sempre que houver nuvens sobre a terra e o arco aparecer nas nuvens, eu me lembrarei da eterna aliança entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies sobre a terra".

A arca nas tradições antigas

Na tradição rabínica

A história da Arca de Noé foi objeto de muita discussão na posterior literatura rabínica. A falha de Noé em advertir outros sobre a inundação foi largamente vista como fonte de dúvidas sobre a sua bondade. Era ele o único virtuoso em uma geração má? De acordo com uma tradição, ele passou adiante a advertência de Deus, plantando cedros por cento e vinte anos antes do Dilúvio, a fim de que os pecadores pudessem ver e ser instados a alterar seu comportamento.
Construção da arca

A fim de proteger Noé e sua família, Deus colocou leões e outros animais ferozes a guardá-los contra os ímpios que escarneciam deles e causavam-lhes violência. De acordo com um midrash, foi Deus, não os anjos, que reuniu os animais para a arca, juntamente com os seus alimentos. Como havia necessidade de distinguir entre animais limpos e imundos, os animais limpos se deram a conhecer através do rebaixamento diante de Noé à medida que eles entravam na arca. Uma opinião diferente sustenta que a própria arca distinguia os puros de impuros, admitindo sete dos primeiros e dois dos segundos.

Noé se encarregou dia e noite da alimentação e dos cuidados para com os animais, e não teve sono pelo ano inteiro a bordo da arca. Os animais foram os melhores de suas espécies e assim comportavam-se com extrema bondade. Eles se abstiveram de procriação a fim de que o número de criaturas que desembarcassem fosse exatamente igual ao número que embarcou. O corvo criou problemas, recusando-se a sair quando a Arca de Noé enviou-o primeiro e acusou o Patriarca de querer destruir sua raça, mas, como os comentadores salientaram, Deus quis salvar o corvo para que os seus descendentes fossem destinados a alimentar o profeta Elias.

Os refugos foram armazenados no mais baixo dos três pavimentos, seres humanos e animais limpos sobre o segundo, e os pássaros e animais impuros no topo. Uma opinião diferente situou os refugos no pavimento mais alto, de modo que podiam ser jogados ao mar através de um alçapão. Pedras preciosas, brilhantes como meio-dia, providenciaram luz e Deus assegurou que os alimentos frescos fossem mantidos. O gigante Og, rei de Bashan, esteve entre os salvos, mas, devido a seu tamanho, teve que permanecer fora, passando-lhe Noé alimentos através de um buraco na parede da arca.

Na tradição cristã

Cedo no Cristianismo, escritores elaboraram significados alegóricos para Noé e a arca. Na primeira epístola de Pedro, aqueles salvos pela arca das águas da inundação eram vistos como os precursores da salvação através do batismo dos cristãos, e o rito do batismo anglicano ainda pede a Deus, "que de sua grande misericórdia salvou Noé", que receba na Igreja as crianças levadas para batismo. Artistas freqüentemente retrataram Noé de pé em uma pequena caixa sobre as ondas, simbolizando a salvação de Deus através da Igreja e sua perseverança através do tumulto, e Santo Agostinho de Hipona (354-430), na obra Cidade de Deus, demonstrou que as dimensões da arca correspondiam às dimensões do corpo humano, que é o corpo de Cristo, que é a Igreja. São Jerônimo (347-420) chamou o corvo, que foi enviado adiante e não retornou, de "chula ave de abominação" expulsa pelo batismo; enquanto a pomba e a folha de oliva vieram para simbolizar o Espírito Santo e a esperança de salvação e, eventualmente, de paz.
Sacrifício de Noé

Santo Hipólito de Roma (235-), procurando demonstrar que "a arca era um símbolo de Cristo, que era esperado", declarou que a embarcação teve sua porta na parte oriental, que os ossos de Adão foram levados a bordo juntamente com ouro, mirra e resina, e que a arca foi lançada ao vaivém nas quatro direções sobre as águas, fazendo o sinal da cruz, antes de eventualmente parar no Monte Kardu, "a leste, na terra dos filhos de Raban, e os orientais chamaram-na de Monte Godash; os árabes e os persas chamaram-na de Ararat".

Em um plano mais prático, Hipólito explicou que a arca foi construída em três pavimentos, o mais baixo para os animais selvagens, o do meio para aves e animais domésticos e o nível mais alto para seres humanos, e que os animais machos foram separados das fêmeas por grandes estacas, para ajudar a manter a proibição contra a coabitação a bordo do navio. Do mesmo modo, Orígenes (182-251), respondendo a um crítico que duvidava de que a arca pudesse conter todos os animais do mundo, e seguindo uma discussão sobre cúbitos, sustentou que Moisés, o tradicional autor do livro do Gênesis, tinha sido ensinado no Egito e, por isso, utilizava (no texto bíblico) os cúbitos egípcios, que eram maiores. Ele também fixou a forma da arca como uma pirâmide truncada, retangular, em vez de quadrada em sua base, e afunilando-se em um quadrado na lateral; não foi até o século XII que se veio a pensar na arca como uma caixa retangular com um teto inclinado.

Em contraste com a tradição judaica, que usa um termo que pode ser traduzido como uma caixa ou um peito para descrever a arca, a surata 29:14 refere-se a ela como um safina, um navio ordinário, e a surata 54:13 cita-a como "uma coisa de tábuas e pregos". A surata 11:44 diz que ela foi parar no Monte Judi, identificado pela tradição como uma colina perto da cidade de Jazirat ibn Umar, na margem oriental do Tigre, na província de Mosul, no norte do Iraque.

Abd Allah ibn Abbas, contemporâneo de Maomé, escreveu que Noé estava em dúvida quanto a que forma dar a arca, e que Deus revelou-lhe que era para ser modelada como uma barriga de ave e feita com madeira de teca. Noé então plantou uma árvore, que em vinte anos havia crescido o suficiente para proporcionar-lhe toda a madeira de que ele necessitava.
Monte Ararat, na Turquia

O historiador persa Abu Ja'far Muhammad ibn Jarir al-Tabari, autor de História dos Profetas e Reis (915-), incluiu inúmeros detalhes sobre a Arca de Noé, não encontrados em nenhuma outra parte, por exemplo, ele diz que a primeira criatura a bordo foi a formiga e a última foi o burro, por meio dos quais Satanás veio a bordo. Ele também diz que quando os apóstolos de Jesus manifestaram o desejo de aprender sobre a arca de uma testemunha ocular, ele respondeu com uma ressurreição temporária de Ham, filho de Noé, dos mortos, que lhes disse mais: para lidar com o excessivo excremento, Noé criou milagrosamente um par de porcos, que saíram da cauda do elefante, e, para lidar com um rato clandestino, Noé criou um par de gatos a partir do nariz do leão.

Abu al-Hasan Ali ibn al-Husayn Masudi (956-) disse que o local onde ela veio a descansar poderia ser encontrado no seu tempo. Masudi também disse que a arca começou sua viagem em Kufa, no Iraque central, e rumou para Meca, onde ela marcou a Kaaba, antes de viajar finalmente para Judi. A surata 11:41 diz: "E ele disse, 'Ancore-a aqui; em nome de Deus ela se moverá e permanecerá!’". Abdallah ibn Umar al-Baidawi, escrevendo no século XIII, disse que Noé falava "Em Nome de Deus!" quando ele desejava que a Arca se movesse e o mesmo quando ele queria que ela permanecesse no lugar.

A inundação foi enviada por Deus em resposta à oração de Noé, que aquela geração má deveria ser destruída; mas, como Noé era justo, ele continuou a pregar e setenta idólatras foram convertidos e entraram na arca com ele, elevando o total para setenta e oito pessoas a bordo (estes acrescidos de oito membros da própria família de Noé). Os setenta não tiveram descendentes e todos os nascidos depois da inundação da Humanidade são descendentes dos três filhos de Noé. Um quarto filho (ou um neto, de acordo com alguns), Canaã, estava entre os idólatras e foi um dos afogados.

Baidawi deu o tamaho da arca em 300 cúbitos (157 m, 515 pés) de comprimento por 50 (26,2 m, 86 pés) de largura e 30 (15,7 m, 52 pés) de altura e explicou que, no primeiro dos três níveis, animais selvagens e domesticados foram acomodados, no segundo os seres humanos e no terceiro as aves. Em cada tábua havia o nome de um profeta. Faltavam três tábuas, simbolizando três profetas, elas foram trazidas do Egito por Og, filho de Anak, o único dos gigantes que teve permissão de sobreviver à inundação. O corpo de Adão foi colocado no meio para dividir os homens das mulheres.

Noé passou cinco ou seis meses a bordo da arca, no termo dos quais ele enviou um corvo. Mas o corvo parou para se regozijar em Carrion e, por isso, Noé amaldiçoou-o e enviou a pomba, que desde então tem sido conhecida como a amiga do homem. Masudi escreveu que Deus comandou a terra para absorver a água e algumas porções que foram lentas em obediência receberam água salgada como castigo, e por isso se tornaram secas e áridas. A água que não foi absorvida formou os mares, de modo que as águas da inundação ainda existem.

Noé deixou a arca aos dez dias do mês de Muharram, e ele e os seus familiares e companheiros construíram uma vila no sopé do monte Judi, chamado Thamanin ("oitenta"), a partir de seu número. Noé então bloqueou a arca e confiou as chaves a Shem. Yaqut al-Hamawi (1179-1229) mencionou uma mesquita construída por Noé, que poderia ser vista em seu tempo, e Ibn Batutta atravessou a montanha nas suas viagens, no século XIV. Modernos muçulmanos, embora geralmente não ativos na pesquisa da arca, acreditam que ela ainda existe no alto das encostas da montanha.

Em outras tradições

Os mandaeans, do sul do Iraque, praticam uma religião única, possivelmente influenciada em parte pelos seguidores iniciais de João Batista. Eles respeitam Noé como um profeta, embora rejeitem Abraão (e Jesus) como falsos profetas. Na versão dada em suas escrituras, a arca foi construída a partir de sândalo do Monte Hor e era de forma cúbica, com comprimento, largura e altura de 30 gama (o comprimento de um braço); o seu local de descanso final seria o Egito.

A religião dos yazidi, das montanhas Sinjar, no norte do Iraque, mistura crenças islâmicas e indígenas. De acordo com as sua Mishefa Reş, o Dilúvio não ocorreu uma vez, mas duas vezes. No Dilúvio original, sobreviveu um certo Na'umi, pai de Ham, cuja arca descansou em um lugar chamado Sifni Ain, na região de Mossul. Algum tempo depois veio a segunda inundação, sobre os yezidis apenas, na qual sobreviveu Noé, cujo navio foi trespassado por uma rocha, uma vez que flutuava sobre o Monte Sinjar, e depois passou à terra do Monte Judi como descrito na tradição islâmica.

Segundo a mitologia irlandesa, Noé teve um filho chamado Bith, que não foi autorizado a entrar na arca, e que em vez disso tentou colonizar a Irlanda com cinqüenta e quatro pessoas, as quais foram, então, todas aniquiladas no Dilúvio.

A Fé Bahá'í, uma mistura do Islamismo, Cristianismo e Judaísmo, criada no século XIX, respeita a arca e as inundações como figuras simbólicas. Na crença Bahá'í, apenas seguidores de Noé estavam espiritualmente vivos, e foram preservados na arca por causa de seus ensinamentos, enquanto os outros estavam mortos espiritualmente. A escritura Bahá'í Kitáb-i-Íqán subscreve a crença islâmica de que Noé tinha um grande número de companheiros, quarenta ou setenta e dois, além de sua família, na arca, e que ele ensinou por novecentos e cinqüenta anos (simbólicos) antes da inundação.

A arca em escolas científicas e críticas

A arca sob escrutínio

A Renascença viu uma especulação que poderia ter parecido familiar a Orígenes e Agostinho. Contudo, ao mesmo tempo, uma nova classe de escola surgiu, uma que, embora nunca questionasse a verdade literal da história da arca, começou a especular sobre o comportamento prático do Noé dentro de um navio, de um âmbito puramente naturalista. Assim, no século XV, Alfonso Tostada deu uma descrição pormenorizada da logística da arca e estabeleceu critérios para a eliminação de excrementos e a circulação de ar fresco; e o notável geômetra do século XVI, Johannes Buteo, calculou as dimensões interiores do navio, que permitissem salas para moedores de moinhos e fornos de fumo, um modelo amplamente adotado por outros comentadores.
Estátua em homenagem a Noé, em Veneza

No século XVII, era necessário conciliar a exploração do Novo Mundo e a maior consciência da distribuição global de espécies com a velha crença de que toda a vida teve origem a partir de um único ponto nas encostas do Monte Ararat. A resposta óbvia é que o homem se havia espalhado ao longo dos continentes após a destruição da Torre de Babel e levado animais com ele, ainda que alguns dos resultados parecessem peculiares: por que razão tinham os nativos da América do Norte levado cascavéis, mas não cavalos, perguntou Sir Thomas Browne, em 1646. "Como a América abundava de bestas e animais nocivos, mas não continha criaturas necessárias como um cavalo, é muito estranho".

Browne, que foi um dos primeiros a pôr em causa o conceito de geração espontânea, era um médico e cientista amador que fez essa observação de passagem. Estudiosos da Bíblia da época, como Justus Lipsius (1547-1606) e Atanásio Kircher (1601-80), também refizeram a história da arca sob uma análise rigorosa, na tentativa de harmonizar a história bíblica com o conhecimento histórico e natural. As hipóteses resultantes foram um importante impulso para o estudo da distribuição geográfica de plantas e animais, e indiretamente estimularam o surgimento da Biogeografia no século XVIII.

Historiadores naturais começaram a desenhar conexões entre os climas e os animais e plantas adaptados a eles. Uma influente teoria considerou que o bíblico Ararat tinha diferentes zonas climáticas e, como o clima mudou, os animais migraram e eventualmente, espalharam-se e repovoaram o planeta. Havia também o problema de um cada vez maior número de espécies conhecidas: para Kircher e anteriores historiadores naturais, havia pouco espaço para todas as espécies animais conhecidas na arca, e, no tempo em que John Ray (1627-1705) estava trabalhando, apenas várias décadas depois de Kircher, seu número tinha se expandido para além das proporções bíblicas. Incorporando todo o leque de diversidade animal na arca, a história foi se tornando cada vez mais difícil, e em 1700 poucos historiadores naturais poderiam justificar uma interpretação literal da narrativa da Arca de Noé.

A hipótese documentária

A narrativa bíblica da inundação, na qual aparece a Arca de Noé, parece ter sido sujeita a análise literária considerável. A narrativa é muitas vezes apresentada como um test-case para a hipótese documentária, que propõe que a narrativa da inundação era composta pela combinação de duas histórias independentes sobre o mesmo assunto. Essa hipótese ainda tem muitos seguidores nos círculos académicos, mas já não pode ser chamada uma posição consensual. Teorias alternativas sobre as origens do Pentateuco sustentam que a narrativa era o produto de uma lenta acumulação de blocos de material ao longo do tempo, ou o resultado de extensas edições e adições a um texto original. Existe um consenso geral de que a história da arca está incorporada dentro de um contexto sugestivo de influências editorais paralelas que continuam a ser chamadas de jeovaístas e sacerdotais. O desacordo continua sobre que passagens da narrativa pertencem a que fonte.

Escola bíblica e a arca no século vinte

A hipótese documentária ainda tem muitos seguidores nos círculos académicos, mas já não pode ser chamada de uma posição consensual. Teorias alternativas sobre origens do Pentateuco sustentam que a Tora e a narrativa da arca foram o produto de uma lenta acumulação de blocos de material ao longo do tempo, ou o resultado de extensas edições e adições a um texto original, mas há um acordo geral de que existem duas vertentes distintas na narrativa da arca história, que, independentemente de serem entendidas como documentos distintos, ou como uma seqüência de camadas editoriais ou acréscimos autorais, continuam a ser chamadas de jeovaístas e sacerdotais.
A pomba da paz

Uma boa parte da atenção acadêmica foi dada ao significado teológico da história da arca para os antigos autores. O respeitado estudioso evangélico Gordon Wenham fez notar a presença de uma elaborada palístrofe dentro da história: a narrativa tem duas metades, cada uma espelhando a outra, com a frase "E Deus lembrou-se de Noé" em seu centro: isso, de acordo com Wenham, identifica o seu núcleo teológico. Martin Norte identificou a arca história como o elemento central de uma unidade narrativa que ele chamou de história primal: esta retoma Genesis 1-11 e conta a história da criação da mundo, o surgimento do pecado, a decisão de Deus de destruir a sua primeira criação e começar de novo com Noé. O resto da história primal narra o novo crescimento do pecado depois de Noé, que culminou com a Torre de Babel.

As percepções de Wenham e Noht são largamente aceitas entre os estudiosos contemporâneos como a presença de uma forte vertente dos mitos mesopotâmicos em Gênesis 1.11 (a história da criação, a Torre de Babel e muitos elementos individuais dentro dessas histórias). Os sacredotes exilados do Templo de Jerusalém, confrontados com histórias sobre deuses babilônicos que criam e controlam o mundo (incluindo Atrahasis, as inundações e o mito da arca babilônica), reescreveram os mitos dos seus conquistadores para dar primazia a Javé e efetivamente negar o poder de babilônicos e das suas divindades. Tal como a arca deles, os navios de Atrahasis e Noé são modelados nos templos de suas respectivas culturas: as quatro faces de Atrahasis, as sete camadas do zigurate mesopotâmico, os sete céus da crença babilônica, os três pavimentos retangulares do Templo de Salomão e os três céus da crença hebraica.

Interpretações literais

De acordo com uma sondagem telefônica conduzida pela ABCNEWS/Primetime, em 2004, 60% dos estadunidenses acreditam que a história da Arca de Noé é literalmente verdadeira. Sítios literalistas como Answers in Genesis discutem questões tais como a natureza da madeira, como a arca poderia ter acomodado representantes de todas as espécies de animais, pássaros e insetos da terra, e de navegabilidade do navio em geral. O sítio Old Earth Creationists, acreditando que uma inundação no mundo inteiro é uma impossibilidade de conciliar a fé com a ciência, sugere que a inundação foi meramente local, e que a arca foi, portanto, uma barcaça, em vez de um navio.

As razões que levam ao literalismo têm sido manifestadas por John Morris, um dos principais criacionistas, como se segue: "Se a inundação de Noé efetivamente aniquilou toda a raça humana e a sua civilização, como a Bíblia ensina, então a arca constitui uma dos maiores ligações remanescentes com o Mundo Antediluviano. Nenhum artefato significativo poderia ser de maior antiguidade ou importância .... [com] tremendo impacto potencial sobre a controvérsia da criação-evolução (incluindo o evolucionismo teísta)". A procura pela Arca de Noé, por isso, continua nas montanhas de Ararat, embora até agora sem sucesso.

OBS: MUITOS ESTUDIOSOS AS VEZES CHEGAM A DUVIDAR SOBRE A ARCA. MAS A BIBLIA SAGRADA É MUITO CLARA SOBRE ISSO. O FATO DA ARCA NÃO SER ENCONTRADA, NÃO PERDE SUA VERACIDADE. O QUE DEUS NÃO QUER MOSTRAR, NÃO ADIANTA QUERER ADIVINHAR.

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Torá

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Torá (do hebraico תּוֹרָה, significando instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, חמשה חומשי תורה - as cinco partes da Torá) e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para que entregasse e ensinasse ao povo de Israel.

Chamado também de Lei de Moisés (Torat Moshê, תּוֹרַת־מֹשֶׁה), hoje a maior parte dos estudiosos do Criticismo Superior concordam que Moisés não é o autor do texto que possuímos, mas sim que se trate de uma compilação posterior, enquanto os estudiosos do Criticismo Inferior acreditam que o texto foi escrito pelo próprio Moshê, incluindo as partes que falam sobre sua morte. Por vezes o termo "Torá" é usado dentro do judaísmo rabínico para designar todo o conjunto da tradição judaica, incluindo a Torá escrita, a Torá oral (ver Talmud) e os ensinamentos rabínicos. O cristianismo baseado na tradução grega Septuaginta também conhece a Torá como Pentateuco, que constitui os cinco primeiros livros da Bíblia cristã.

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Cenáculo


O Cenáculo no Monte Sião.

O Cenáculo (do latim Cenaculum) é o termo usado para o sítio ou local onde ocorreu a Última Ceia e onde atualmente está um grande templo. A palavra é um derivado da palavra latina cena, que significa "jantar".

História do edifício
O Cenáculo no edíficio do Monte Sião.

O Cenáculo reside no andar superior de um edifício no Monte Sião, em Jerusalém, o edifício está agora na Igreja da Dormição, atrás da casa franciscana. O atual quarto tem um estilo gótico particular de século XIV.

Segundo o arqueólogo Bargil Pixner [1], no decurso dos séculos diversos edifícios foram construídas sobre o cenáculo:

* O edifício original foi uma sinagoga provavelmente utilizada por judeus e cristãos. O edifício foi poupado durante a destruição de Jerusalém sob Tito (70 d.C.), e três paredes originais ainda existem: o Norte, Leste e Sul.
* O imperador romano Teodósio I construiu uma igreja octogonal (o "Igreja de Teodósio" ou "Santa Igreja de Sião") ao lado da sinagoga (que foi chamada de "Igreja dos Apóstolos"). A construção da Igreja de Teodósio, provavelmente começou em 382 d.C., foi consagrada por João II, bispo de Jerusalém, em 394 d.C.
* Alguns anos mais tarde, em 415 dC, o bispo João II alarga a Santa Igreja de Sião, transformando-na em uma grande e retangular basílica com cinco naves, sempre ao lado da Igreja dos Apóstolos. Este edifício foi mais tarde destruído por invasores persas, em 614 d.C. e, pouco depois parcialmente reconstruída pelo patriarca Modesto.
* Em 1009 d.C o edifício foi arrasado pelos muçulmanos sob o comando do califa Al-Hakim e pouco tempo depois reconstruído pelos Cruzados, sendo uma basílica com três naves e uma alusão a Santa Maria. Este edifício, pela primeira vez incluiu e preservou os muros da antiga sinagoga judaico-cristã. No lado oeste da sinagoga. A basílica foi destruída em 1219 pelo sultão de Damasco.
* Monges Franciscanas cuidaram do Cenáculo, restaurando também o edifício com abóbadas góticas, de 1333 a 1552, quando os turcos capturaram Jerusalém e baniram todos os cristãos. Após isso, os frades franciscanos foram despejados, e o cenáculo foi transformado em uma mesquita, conforme evidenciado pela mihrab na direção de Meca e uma inscrição árabe proibindo orações públicas no local. Cristãos não foram autorizados a voltar até o estabelecimento do Estado de Israel em 1948 e mesmo assim até a atualidade a realização de missas no local é proibido, o que é considerado uma grande falta de respeito, por ser o local em que segundo a Bíblia, Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia.

Arquitetura

O Cenáculo é dividido por três pilares em três naves. Os pilares e os arcos, janelas e outros elementos arquitetônicos gótico, uma clara indicação da sala foi construída pelos Cruzados no início do século XII, em cima de uma estrutura muito mais antiga. A estrutura mais velha, de acordo com a pesquisas arqueológicas, foi uma igreja-sinagoga das primeiras comunidades cristãs de Jerusalém. ( LEIA ATOS DOS APÓSTULOS CAP. 02 )

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CAMELUS-CAMELO


Camelus, também conhecido como camelo, é um género de ungulados artiodáctilos (com um par de dedos de apoio em cada pata) que contém duas espécies: o dromedário (Camelus dromedarius), de uma corcova e o camelo bactriano (Camelus bactrianus), de dois sacos. Ambos são nativos de áreas secas e desérticas da Ásia e Norte da África. O nome camelo vem do grego kamelos a partir do hebraico gamal, "camelo". Espécies extintas do gênero foram o Camelus hesternus, Camelus gigas e Camelus sivalensis.


O termo camelo é usado para descrever qualquer uma das seis espécies da família Camelidae: os dois camelos verdadeiros e os quatro camelídeos sul-americanos: a lhama, a alpaca, o guanaco e a vicunha.

Os humanos têm domesticado camelos há milhares de anos. Tanto o dromedário quanto o camelo bactriano são usados para obtenção de leite, carne e como animais de carga - o dromedário no norte da África e Oriente Médio e o camelo bactriano na Ásia central.

Mesmo existindo cerca de 13 milhões de dromedários hoje em dia, eles estão extintos como animais selvagens. Há, porém, uma população selvagem considerável de cerca de 32.000 que vivem nos desertos da Austrália central, descendentes de indivíduos que escaparam no século XIX.

O camelo bactriano possui cerca de 1,4 milhões de indivíduos, a maioria domesticado. Há cerca de 1.000 camelos selvagens no Deserto de Gobi e pequenos grupos no Irã, Afeganistão, Turquia e Rússia.

Ambos são animais herbívoros. Podem tomar cerca de 200 litros de água de uma só vez.

Eles são intrumentos de travessia no deserto pois não necessitam ficar bebendo água a todo momento e é o transporte mais rápido pois é um animal preparado para o deserto.

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As Primeiras Quatro Trombetas (Apocalipse 8:1-13)

A inda aguardamos o sétimo selo. Os primeiros seis foram abertos no capítulo 6, e o sexto foi especialmente severo. O intervalo do capítulo 7 nos assegurou da proteção dos fiéis. Chegamos ao capítulo 8, esperando a abertura do sétimo selo. Ao invés de nos trazer, de uma vez, ao fim da revelação do plano de Deus, o sétimo selo abre uma outra série de sete. Este capítulo relata os acontecimentos resultantes quando os anjos tocam as primeiras quatro de sete trombetas.

O Cordeiro Abre o Sétimo Selo (8:1-6)

8:1 – Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.

O Cordeiro abriu o sétimo selo: Depois do intervalo do capítulo 7, o Cordeiro volta ao último selo.

Houve silêncio no céu cerca de meia hora: Aumentando ainda mais a expectativa dos ouvintes, este selo abre com silêncio. Nenhum ser vivente fala. Não se ouve o clamor das almas dos mártires. Não há nenhum terremoto – por enquanto. Silêncio. Novamente, a apresentação dramática destaca a importância da revelação e da reverência devida a Deus. Moisés, em um de seus discursos finais a Israel, disse: “Guarda silêncio e ouve, ó Israel! Hoje, vieste a ser povo do SENHOR, teu Deus. Portanto, obedecerás à voz do SENHOR, teu Deus, e lhe cumprirás os mandamentos e os estatutos que hoje te ordeno” (Deuteronômio 27:9-10). Quando Habacuque questionou a execução da justiça de Deus e ouviu as advertências dirigidas aos malfeitores, ele ouviu a proclamação que “O SENHOR ... está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2:20). O silêncio diante de sofrimento reflete a confiança em Deus: “Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio” (Lamentações 3:26).

8:2 – Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas.

Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas: De novo, fica claro que Deus manda e que as revelações das trombetas vêm do Senhor. Sete anjos em pé diante do trono do Senhor recebem as trombetas. Trombetas tinham diversas funções no Antigo Testamento (Números 10:1-10). Dois usos têm significado relevante aqui. Serviam para soar o alarme no caso de guerra, e para convocar a multidão ao santuário de Deus. As sete trombetas vão anunciar guerras divinas contra os ímpios.

8:3 – Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono;

Outro anjo ... ficou de pé junto ao altar: O altar de incenso, que ficava diante do trono de Deus.

Incensário de ouro, ... muito incenso ... orações de todos os santos: Este anjo age como se fosse um sacerdote levando o incenso e as orações ao trono do Senhor. Foi uma das responsabilidades importantes dos sacerdotes levitas no Velho Testamento (Êxodo 30:7-9). O sangue sacrificial e o incenso aromático serviam para evitar a morte dos servos de Deus (Levítico 16:11-14; Números 16:46).

8:4 – e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.

Subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos: Davi falou para o Senhor: “Suba à tua presença a minha oração, como incenso” (Salmo 141:2). As taças de incenso representam as orações dos santos (5:8). O anjo entrega as orações, que sobem à presença de Deus.

8:5 – E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.

O anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra: O incensário servia para levar as petições dos santos ao Senhor. Agora, serve também para trazer uma resposta divina! Se os santos pedem justiça (6:10), é justiça que verão! O anjo enche o incensário do fogo do altar e o atira à terra. Encontramos uma cena semelhante em Isaías 6, onde um serafim tira uma brasa do altar para purificar o profeta (Isaías 6:6-7). A purificação que segue no Apocalipse vem por meio do castigo dos ímpios. Fogo do céu tem duas funções na Bíblia: ŒConsumir os sacrifícios oferecidos ao Senhor (1 Crônicas 21:26; 2 Crônicas 7:1), e  Castigar os inimigos de Deus (2 Reis 1:10,12; Lucas 9:54). Podemos ver aqui os dois sentidos, pois a morte dos inimigos de Deus apazigua a ira divina.E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto: Os servos aguardam em silêncio, e Deus responde com trovões, vozes, relâmpagos e terremoto! Asafe escreveu: “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta. Intima os céus lá em cima e a terra, para julgar.... Os céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Deus que julga. Escuta, povo meu, e eu falarei.... Eu sou Deus” (Salmo 50:3-7).

8:6 – Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.

Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar: O sétimo selo revela as sete trombetas. Este versículo é a transição que introduz a próxima série de sete. Os sete selos foram divididos em quatro (anunciados pelos quatro seres viventes) e três, com um intervalo entre o sexto e o sétimo que mostrou a proteção divina para os fiéis. De modo semelhante, as trombetas podem ser divididas em quatro e três (estas últimas chamadas de ais). Depois do anjo tocar a sexta trombeta, encontramos cenas diferentes que tratam da missão de João, da proteção dos fiéis, e da vitória das testemunhas do Senhor.

A Primeira Trombeta (8:7)

8:7 – O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde.

O primeiro anjo tocou a trombeta: Cada uma das sete trombetas será tocada por um dos anjos apresentados no versículo 2.

Houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra: A primeira trombeta nos lembra das pragas usadas para castigar os egípcios. Na sétima praga, caiu “chuva de pedras e fogo misturado com a chuva de pedras” (Êxodo 9:24). Na primeira, as águas se tornaram em sangue (Êxodo 7:17).

Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde: Ainda não chegamos ao castigo total ou final, pois esta trombeta fala da destruição da terça parte da terra, especificamente das plantas. A terça parte é citada em outros castigos desta série (veja 8:8,9,10,11,12; 9:15,18).

A Segunda Trombeta (8:8-9)

8:8 – O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue,

Uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar: Observamos aqui o poder de Deus. Somente o Senhor tem tal poder sobre montanhas. Deus cria os montes e pode pisar os altos (Amós 4:13). É Deus que pode queimar uma montanha em julgamento (Miquéias 1:3-5), ou até atirá-la no mar para cuidar dos seus servos (Mateus 21:21). Deus deu a Zorobabel a vitória sobre o grande monte (Zacarias 4:7). Quando Deus revelou as suas intenções de castigar a Babilônia, ele usou linguagem semelhante à da segunda trombeta: “Eis que sou contra ti, ó monte que destróis, diz o SENHOR, que destróis toda a terra; estenderei a mão contra ti, e te revolverei das rochas, e farei de ti um monte em chamas. De ti não se tirarão pedras, nem para o ângulo nem para fundamentos, porque te tornarás em desolação perpétua, diz o SENHOR” (Jeremias 51:25-26).

Montanhas freqüentemente representam autoridades ou reinos (Isaías 2:2). O mar servia como um dos principais meios de comércio (Isaías 23:2; Ezequiel 27:3). Neste sentido, a segunda trombeta pode sugerir um castigo que atinge a economia. O mar, também, pode representar os povos do mundo (Salmo 98:7; Isaías 23:11; 41:5; Ezequiel 26:16-18; Daniel 7:2-3). O castigo aqui seria a derrota de uma grande autoridade, atingindo os povos da terra.

Cuja terça parte se tornou em sangue: Novamente, ele usa linguagem da primeira praga no Egito (Êxodo 7:17). É um castigo grave, mas não total.

8:9 – e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações.

E morreu a terça parte da criação que tinha vida,...e foi destruída a terça parte das embarcações: O mar está cheio de vida, mas esta trombeta destrói um terço das criaturas do mar. Também afeta o comércio, destruindo um terço das embarcações. Na época do Novo Testamento, os romanos dominavam um império construído pelo controle do Mar Mediterrâneo. A expansão do poder romano durante quase quatro séculos havia garantido domínio sobre as principais rotas comerciais entre três continentes – a Europa, a Ásia e a África. Uma praga que destrói a terça parte das embarcações deixaria o império aleijado e enfraquecido.

A Terceira Trombeta (8:10-11)

8:10 – O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha.

Caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela: A terceira desta série de castigos usa uma estrela para atingir as águas doces que os homens precisam para beber. As estrelas, como parte da criação de Deus, lhe servem (Salmo 148:3). Ele tem poder para usar as estrelas nas suas batalhas a favor dos fiéis (Juízes 5:20) e como instrumentos de castigo (Mateus 24:29; Apocalipse 6:13). O efeito desta estrela é a poluição da terça parte dos rios e das fontes de água.

8:11 – O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas.

O nome da estrela é Absinto: A erva absinto representa amargura (Lamentações 3:15,19), especialmente o veneno de castigo divino (Provérbios 5:4; Jeremias 9:15; 23:15). Aqui, Deus ataca as águas potáveis, nos lembrando do efeito da primeira praga no Egito (Êxodo 7:20-21). Quando Deus abençoou o seu povo, ele tornou doces as águas amargas (Êxodo 15:25-26). Aqui, ele faz ao contrário para castigar os ímpios.

A Quarta Trombeta (8:12)

8:12 – O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também a noite.

Foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles ... não brilhasse: A linguagem usada para descrever o efeito da quarta trombeta é típica de profecias de visitações divinas, pois Deus controla os corpos celestes (Isaías 40:26; Jeremias 31:35). Isaías transmitiu a profecia contra a Babilônia: “Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz” (Isaías 13:10). Ezequiel usou a mesma linguagem na profecia contra Faraó, rei do Egito (Ezequiel 32:7). Joel a empregou nas suas descrições de castigos divinos (Joel 2:10; 3:12). Como nos cumprimentos das profecias do Velho Testamento, a profecia da quarta trombeta não é do fim do mundo. Descreve um castigo de pessoas aqui na terra. O fato de envolver a terça parte do sol, da lua e das estrelas confirma a interpretação de um castigo parcial.

O Aviso da Vinda das Últimas Três Trombetas (8:13)

8:13 – Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!

Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu: Os sete selos foram divididos, com uma série de quatro seguida por outra série de três. As trombetas são divididas da mesma maneira. Já passaram quatro. Agora, uma águia anuncia a vinda das últimas três, evidentemente mais severas do que as primeiras. A águia é conhecida universalmente como um forte predador, aqui voando pronta para descer e tomar a sua presa.

Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!: A palavra “ai” demonstra dor ou lamento. Repetida três vezes, sugere dor extrema, um pré-anuncio dos castigos mais severos por vir. Novamente, a mensagem se aplica às pessoas na terra.

Conclusão

As primeiras quatro trombetas anunciaram terríveis castigos divinos sobre a terra. O que virá nas últimas três trombetas (nos capítulos 9, 10 e 11), será ainda mais aterrorizante do que as aflições que já passaram.

 
 
 

Grupos







ISRAEL

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BRASIL E ISRAEL
HÁ UMA RELAÇÃO MUITO NÍTIDA
ENTRE BRASIL E ISRAEL.
QUANDO ESTIVE LÁ,
PUDE PERCEBER O QUANDO
AQUELE POVO FALA BEM DO BRASIL.
ELES SABEM QUE NO BRASIL
HÁ 35 MILHÕES DE BRASILEIROS
ORANDO PELA PAZ EM ISRAEL.

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Shekel

OBS: A moeda de Israel é o SHEKEL, hoje o valar comercial desta moeda e centavos de dolla uo seja um shekel vale menos que um dolla.

Este artigo é sobre um antigo peso e moeda padrão. Para o actual moeda israelita, ver sheqel novo israelita.
Pelo Talmudic dissertação "Shekalim", ver Moed.
Prata Shekel cunhadas em Jerusalém na primeira revolta judaica contra Roma em 68 dC. Obverso: "Shekel Israel. Ano 3". Reverso: "Jerusalém do Santo"

Shekel (hebraico: שקל), também prestado sheqel, refere-se a uma das muitas antigas unidades de peso e de moeda. O primeiro é conhecido uso da Mesopotâmia cerca de 3000 aC. Uma explicação é dada para a produção deste vocábulo como ter inicialmente aplicada a uma massa específica de cevada, bem como a primeira sílaba da palavra, 'ela' foi acadiano para a cevada. Um shekel foi inicialmente 180 grãos (~ 11 gramas).

Os primeiros dinheiro não eram dinheiro, mas era uma unidade de peso, utilizada como outras unidades de peso, como gramas e onças troy de negociação antes do advento das moedas. Early moedas eram dinheiro carimbado com um selo oficial para certificar o seu peso. As moedas foram inventadas pela rápida Anatolian comerciantes que carimbar a sua própria marca de modo que eles não teriam a pesar-lo novamente a cada vez que foi utilizado. Lingotes de prata, algumas com marcas nos mesmos foram emitidos. Mais tarde, a estampagem foi tomada por autoridades oficiais que projetou as moedas. (Detroit Institute of Arts, 1964) Heródoto afirma que a primeira cunhagem foi emitida pela Creso, rei da Lídia, que se estende para o ouro Daric (vale 20 sigloi ou shekel), emitida pelo Império Persa e da prata ateniense obol e dracma.



O dinheiro pode ser plural, sheqels ou sheqalim (hebraico: שקלים). Em algumas regiões dos Estados Unidos, o termo é utilizado informalmente para "dinheiro", especialmente em situações em que valor é uma consideração importante.
Bar Kokhba da Tetradrachm / Shekel / Sela. Obverso: fachada do templo com o Rising Star. Reverso: Um lulav, o texto diz: "Para a liberdade de Jerusalém"

É mais comumente se refere a uma antiga unidade de peso hebraico. Tal como acontece com muitas antigas unidades, o shekel representada uma grande variedade de valores dependendo da data, domínio e região. Fontes citação peso entre 9 e 17 gramas e os valores de 11 [1], 14, e 17 gramas são comuns. Pode ser uma moeda de prata ou ouro igual em peso a uma dessas unidades, especialmente a principal moeda de prata dos hebreus.



O dinheiro foi usado comumente entre outros povos semitas ocidentais também. Moabites, Edomites fenícios e todos utilizaram o shekel, este último como moedas, bem como para uma unidade de peso. Cartaginês cunhagem foi baseada na shekel, uma herança de seus antepassados cananeu. O aramaico ortografia TEKEL aparece com um significado simbólico na escrita na parede durante a festa de Belshazzar, de acordo com o Livro de Daniel.



TALLIT


TALLIT

Mandamento bíblico

A Bíblia não comando uso de uma única oração xale, ou tallit. Em vez disso, ele presume que as pessoas já usam uma roupa exterior de algum tipo de cobrir-se (Números 15:38, Deuteronômio 22:12) e instrui-los para adicionar franjas (tzitzit) para os 4 cantos destas. Estas passagens não especificar subordinação determinados tipos ou números de nós, para as franjas. Além disso, não especificar uma divisão sexual entre homens e mulheres, ou entre nativos israelita / Hebraico essas pessoas e assimiladas por eles. O mandamento foi dirigida a todos os adultos Israelitas e aqueles da "multidão mista" que saíram do Egipto com eles.


Tradição judaica acrescentado Rabínico interpretações para fornecer orientações e "barreira" mandamentos para evitar a transgressão involuntária por fiéis. Rituais para a colocação da peça são um exemplo disto. Eles são extra-bíblico observâncias importante para judeu culto e cultura.

Enciclopédia Judaica, Segundo Ed., Vol. 19, Som-Tn, 2007, descreve o xaile oração como "um manto retangular que parecia um cobertor e foi usado por homens em tempos antigos." Além disso, "geralmente é branco e feito, quer de lã, algodão ou seda." "Rigorosamente atento judeus preferem tallitot feita de grosseiros, semi-branqueada a lã de cordeiro."

Algumas décadas atrás, as listras horizontais que se estendem por todo o estreito extremidades do xaile eram exclusivamente negros. Eles estão agora (em 2009) visto em cores, incluindo: azul, castanho-avermelhado, branco, roxo, ouro, prata, íris, rosa, e combinações de listras coloridas com tiras metálicas.


De acordo com o mandamento bíblico, um azul (Heb. תכלת ", tĕkeleth", tek um 'Leth) thread (Heb. פתיל "pethiyl") conhecido como "tekeleth" propriamente dita, está incluído na tzitzit (números 15:38 ). [1] [2]

Strong's H8504 para "azul" como define o corante obtido a partir da casca de uma Mexilhão do Mediterrâneo: hélice ianthina que proporcionou uma tonalidade púrpura chamado cerúleo. É também definido como cor violeta, que é uma cor entre azul e roxo. [3]

Diversos métodos de knotting as franjas têm evoluído. [4] De acordo com rabínicos Judaísmo, a parte mais importante do tallit é o tzitzit [5].

Tradicionalmente, tzitzit tem 613 nós, como um lembrete dos 613 mandamentos abrangendo todo o código de direito. As franjas si - nó ou não - foi ordenado como um lembrete para não vaguear da mandamentos de Deus (Números 15:39).

Pronúncia

No hebraico moderno a palavra é pronunciada [talit], com a tensão sobre a última sílaba. Em Ídiche é [taləs], com a ênfase sobre a primeira sílaba. O plural de tallit em Hebraico é tallitot, pronunciado [talitot]. O plural é taleisim Ídiche, pronunciado [talejsɪm].


Alfândega
Tzitzis amarrado num tallit após a correta seqüência de nós

Em algumas comunidades judaicas, uma tallit é dado como um dom de um pai para um filho, um sogro para um genro, ou um professor para um aluno. Pode ser adquirido para marcar uma ocasião especial, como um casamento ou de um bar / bat mitzvah. Muitos pais tallit compra um de seus filhos na idade de 13, juntamente com Tefillin. Na reforma e Conservador movimentos, é comum tanto para os homens e as mulheres a vestir uma tallit. Embora muitos adoradores trazer sua própria tallit à sinagoga, geralmente há um rack de xales para a utilização dos visitantes e convidados. No casamento judaico cerimônias, uma tallit é frequentemente utilizada como uma chuppah ou casamento dossel. O tallit é tradicionalmente draped sobre os ombros, mas durante a oração, cerca de cobrir a cabeça com ela.

No Talmudic e pós-Talmudic períodos, o Tefillin foram usadas pelos rabinos e estudiosos todos os dias, e um especial tallit foi gasto em oração, daí eles colocaram sobre a Tefillin antes da tallit, tal como aparece na ordem dada em "Seder rabino Amram Gaon "(p. 2) e no Zohar. Na prática moderna, a ordem oposta é considerada mais "correta". Com base no princípio Talmudic de tadir v'she'ayno tadir, tadir kodem (תדיר ושאינו תדיר, תדיר קודם: aceso., Frequentes e pouco frequentes, frequentes em primeiro lugar), quando se realiza mais de uma mitzva de uma vez, aqueles que são realizados devem ser realizados com mais frequência em primeiro lugar. Embora o tallit é usado diariamente, Tefillin não são usados no Shabat e feriados.

O Kabbalists considerado o tallit como uma peça especial para o serviço de Deus, destinados, em ligação com a Tefillin, para inspirar admiração e reverência a Deus em oração (Zohar, Êxodo Toledot, p. 141a). O tallit é usado por todos os servos do sexo masculino na oração da manhã nos dias de semana, Shabat, e dias santos; pelo hazzan (cantor) em cada oração, enquanto antes da arca, e pelo leitor de Torá, assim como por todos os outros funcionários durante a Tora serviço.

Casamentos

Em muitas comunidades sefarditas, o noivo tradicionalmente usa um tallit sob a chuppah (casamento copa). Em ASHKENAZI comunidades, uma mais generalizada é costume que o noivo usa um Kittel, embora alguns tenham Ashkenazim nos últimos anos começou a usar um tallit segundo o costume sefarditas.

enterros

Na diáspora, os judeus são enterrados em uma planície, caixão de madeira. O cadáver é recolhida a partir do local de morte (casa, hospital, etc) pela chevra kadisha (enterramento comissão). Após uma lavagem ritual do corpo, o corpo está vestido com uma Kittel (mortalha) e, em seguida, um tallit. Um dos tzitzit é então cortada. Na terra de Israel, sem enterramento é um caixão, e os Kittel tallit e são as únicas coberturas para o cadáver.


Tipos de tallitot

Tallit Katan

O tallit KATAN, ou "pequenos" tallit, é uma franja roupa íntima usada por judeus ortodoxos. Alguns judeus hasidic um desgaste tallit Katan no topo de suas camisas. As regras de um tallit Katan é a mesma que a de um tallit "Gadol" na subordinação e materiais.

Tallit gadol

O tallit gadol (tradicionalmente conhecido como tallét gedolah entre Sephardim), ou "grandes" tallit, é usado mais de um descanso de cordeiro sobre os ombros. Esta é a oração xaile que é usado durante a manhã de serviços na sinagoga e pelo líder das orações durante alguns outros serviços. O tallit gadol é geralmente tecidos de lã - especialmente entre Ashkenazim. Alguns Espanhol e Português judeus uso seda tallitot. Hoje algumas tallitot são feitas de poliéster e algodão. Tallitot podem ser de qualquer cor, mas são geralmente branco com preto, azul ou branco listras ao longo da borda. Tamanhos de tallitot variam, e são uma questão de hábito e de preferência. Alguns são grandes o suficiente para cobrir todo o corpo, enquanto outros deambular os ombros. A gola do tallit, por vezes, tecidas de prata ou ouro discussão, é chamado de atarah.

A partir dos quatro cantos do tallit pendurar franjas chamado tzitzit, em conformidade com as leis da Torah (Livro dos Números 15:38).

Leis do tallit

Masculino

A oração é usado mais de um xaile da roupa. No Sephardi comunidade, uma tallit é usado na sinagoga por todos os meninos e homens. Entre os Ashkenazim, muitos usam apenas após um casamento.

Mulheres

Historicamente, as mulheres não têm sido obrigados a uma tallit não, como eles não são obrigados a mitzvot positivas que estão de tempo específico (Talmud Babilônico, tratado Kiddushin 29a), bem como a obrigação de colocação tallit se aplica apenas por um dia. Mesmo assim, muitas autoridades precoce permitir às mulheres um desgaste tallit, como Isaac ibn Ghiyyat (n. 1038), Rashi (1040-1105), Rabbeinu Tam (cerca 1100-1171), Zerachya ben Yitzhak Halevi de Lunel (ca. 1125 -- 1186), Rambam (1135-1204), R. Yoel ben Eliezer Halevi (ca 1140-ca 1225), Rashba (1235-1310), Aharon Halevi de Barcelona (b. ca 1235?), R. Yisrael Yaaqob Alghazi (1680 -1761), R. Yomtob ben Yisrael Alghazi (1726-1802)). Houve, no entanto, um movimento para a proibição gradual, iniciada principalmente pelo medieval ASHKENAZI rabino Meir de Rothenburg (o Maharam). O Rema afirma que enquanto as mulheres são tecnicamente não permitiu uma tallit que parecem ser um acto de arrogância (yuhara) para as mulheres a realizar este mandamento (Shulkhan Arukh, OC Mappah em 17:2). O Maharil (Sefer Maharil, 7) e do Targum Yonatan Ben Uziel (no Dev. 22:5) quer ver um talit como uma "peça masculino" e assim descobrir que uma mulher vestindo um talit de estar em violação do preceito que proíbe um uma mulher vestida de homem da peça.

No judaísmo ortodoxo contemporâneo, há um debate sobre a adequação das mulheres vestindo tzitzit que dependia se as mulheres estão autorizadas a executar ordens a partir dos quais são isentas. Segundo o rabino Joseph Soloveitchik a questão depende da intenção com que um tal acto é realizado, por exemplo, se é destinada a trazer uma pessoa para mais perto do Todo Poderoso, ou para fins políticos ou de protesto. Outros comentadores espera que as mulheres estão proibidas em geral, sem fazer um inquérito individual. A opinião de que as mulheres uma colocação tallit seria culpado de arrogância é citada como aplicar a tentativas de fazer uma declaração política sobre o estatuto do ritual os sexos, especialmente na comunidade ortodoxa Moderna, geralmente são mais inclinados a relação da mulher contemporânea intenções como religiosamente adequado.

Rabino Moshe Feinstein escreveu que permissão é concedida a todas as mulheres que pretende cumprir até mesmo aquelas mitzvot que a Torah não obrigar, e eles realmente cumprir uma mitzvah e receber a recompensa para o cumprimento do mandamento - e de acordo com o costume da Tosafot eles podem dizer também associada a bênção - para Shofar, lulav. E também tzitzit são aplicáveis para uma mulher que deseja usar quatro conquistado uma peça - que deveria ser diferente do que um homem da peça - e colocando sobre ela tzitzit, ela cumpre este mitzvah [6].

Rabino Yisrael Yaaqob Alghazi e Rabino Yomtob ben Yisrael Alghazi considerou que a observância deste mitzvah por mulheres não só foi permitida, mas realmente louvável, uma vez que tal diligência junto à não seria obrigado inspirar essas mulheres parentes do sexo masculino a ser ainda mais diligentes na sua própria observância .

OBS:ESTE VESTUÁRIO É MUITO IMPORTANTE PARA O POVO JUDEU. É MUITO USADO SERIMÔNIAS RELIGIOSAS, E CONSIDERADA SAGRADA.



A HISTÓRIA DE ISRAEL

Pressionadas pelas constantes guerras com os vizinhos, as tribos judáicas unificam-se sob o comando de Saul, por volta de 1029 antes de Cristo... David o sucede e expande o território de Israel, que alcança seu apogeu sob Salomão, entre 966 e 926 antes de Cristo... A série de 3 selos foi emitida em 31/08/1960 e mostra os primeiros reis de Israel: Saul (0,07), David (0,25) e Solomon (0,40).


Primeiro Rei Saú – Foi uma catástrofe seu reinado. Saú se influenciou pelos muitos pagãos existentes na época e se volta para a idolatria. Samuel foi o Profeta que ungiu Saú.

Segundo Rei Davi – monarquia no Estado de Israel. Foi pobre e pastor na sua infância. O grande rei, fez guerras e estendeu as fronteiras de Israel. David era músico, tocava harpa. Davi enfrenta Golias (o gigante). Acreditando que está lutando para o seu povo a mando de Deus, tira a cabeça do gigante. O povo o proclama rei. Teve um reinado muito longo, porém sangrento por causa das conquistas territoriais. Foi Davi que pretendia construir um grande templo em Israel, mas quem constrói é seu filho Salomão. Davi derrota Golias e anos depois se casa com Betsabá, após ordenar a morte de seu esposo. Seu filho Salomão reinou com sabedoria sobre o povo hebreu.

Terceiro Rei Salomão – Filho de Davi. Período em que a cidade de Jerusalém tomou importância. Aqui Salomão constrói um templo gigantesco, no qual todos os judeus vão fazer orações. Salomão teve tudo, inclusive 600 mulheres. Acredita-se que este templo foi construído por volta do ano 900 a.C. A destruição do primeiro templo de Jerusalém se deu em 587 antes de Cristo, pelos babilônios. E o segundo templo foi destruído pelos romanos...

Com a morte de Salomão, um período de crise põe em xeque a sobrevivência da própria nação judáica, possibilitando sua conquista por vários povos (babilônios, assírios, persas, gregos e romanos).

Jerusalém é destruída pelo general romano Tito, em 70 depois de Cristo. Expulsos de seu território, os judeus dispersam-se pelo mundo (diáspora judáica)...

Em 636, os árabes ocupam a Palestina e convertem a maioria de seus habitantes ao islamismo. Após sucessivas invasões, a região é dominada pelos turcos e incorporada ao Império Turco-Otomano por longo período, de 1517 a 1917.

Sionismo

O atual Estado de Israel tem sua origem no sionismo (de Sion, colina da antiga Jerusalém), movimento surgido na Europa no século XIX que prega a criação de um país livre e sem perseguição aos judeus.

Seu ideólogo, Theodor Herzl, organiza na Basileia, Suíça, o primeiro congresso sionista, que aprova a formação de um Estado judáico na Palestina.

Colonos judeus da Europa Oriental, onde o anti-semitismo é mais intenso, começam a se instalar na região, de população árabe majoritária. Em 1909 criam o primeiro kibutz – colônia agrícola de caráter comunitário.

A Palestina é ocupada pelo Reino Unido durante a I Guerra Mundial, com a retirada dos turcos. Em 1917, o chanceler britânico, Arthur Balfour, declara o apoio de seu país ao estabelecimento de um lar nacional dos judeus na Palestina, sob a condição de ser respeitados os direitos das comunidades não-judáicas ali existentes.

Três anos mais tarde, o Reino Unido recebe um mandato da Liga das Nações para administrar a Palestina. Mas, sob a égide britânica, agravam-se os conflitos com as comunidades árabes, que possuem anseios nacionais próprios e sentem-se ameaçadas pelo sionismo.

A perseguição aos judeus pelo regime nazista de Adolf Hitler, a partir de 1933, intensifica a migração para a Palestina. A administração britânica tenta conciliar os oponentes, limitando a admissão de judeus. Mas a entrada de imigrantes clandestinos continua. Entre 1936 e 1939, uma guerra civil explode entre árabes e judeus.

Durante a II Guerra Mundial prosseguem as hostilidades na Palestina. Ingleses são alvo de ataques de grupos armados sionistas, em represália à política britânica contrária à imigração de judeus que fogem da perseguição nazista.

Com o fim da guerra, a notícia do extermínio de cerca de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazistas, o Holocausto, aumenta o apoio internacional à criação de um Estado judáico.

Partilha da Palestina

Encerrado o conflito mundial, os ingleses retiram-se e delegam à ONU a tarefa de solucionar os problemas da região. Sem uma consulta prévia aos árabes palestinos, em 1947 a ONU vota a favor da divisão da Palestina em dois Estados. Um para os judeus, outro para os árabes palestinos. Estes rejeitam o plano.

Em 14 de maio de 1948 é proclamado o Estado de Israel, que tem David Ben-Gurion como primeiro-ministro. Países árabes enviam tropas para impedir sua criação.

A guerra termina em janeiro de 1949, com a vitória de Israel, que passa a controlar 75% do território da Palestina, um terço a mais do que o determinado pela ONU. O restante da área da Cisjordânia é incorporado à Jordânia. Intimidados, cerca de 800 mil árabes fogem de Israel.

Em janeiro de 1949, o Estado realiza suas primeiras eleições parlamentares e aprova leis para assegurar o controle religioso e educacional, além do direito de retorno ao país para todos os judeus. A economia floresce com o apoio estrangeiro e remessas particulares de dinheiro.

Em 1956, Israel aproveita a crise do Canal de Suez e alia-se à França e ao Reino Unido para atacar o Egito na península do Sinai e na Faixa de Gaza...

Por intervenção da ONU, e sob pressão dos EUA e da URSS, as tropas israelenses retiram-se da região. Em 1964, uma reunião de chefes de Estado árabes, no Cairo, cria a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Guerras

O acúmulo de tensões entre árabes e israelenses leva a uma segunda guerra. Israel ataca o Egito, a Síria e a Jordânia em 5 de junho de 1967. O episódio, conhecido como Guerra dos Seis Dias, termina em 10 de junho com a vitória de Israel e a conquista do Sinai, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, das Colinas de Golã, na Síria, e da zona oriental de Jerusalém, que é imediatamente anexada ao Estado israelense.

O terrorismo palestino contra Israel intensifica-se a partir da eleição para a presidência da OLP, em 1969, de Yasser Arafat, chefe da organização guerrilheira Al Fatah. Em represália, a aviação israelense faz constantes bombardeios na Síria e no Líbano, onde a OLP mantém bases militares.

Uma nova guerra eclode em 6 de outubro de 1973, o feriado judaico do Yom Kipur (Dia do Perdão). Num ataque-surpresa, tropas do Egito e da Síria avançam no Sinai e em Golã, mas são repelidas dias depois.

Os EUA e a URSS obrigam Israel a interromper a contra-ofensiva. Os árabes descobrem no petróleo uma arma de guerra: usando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), boicotam o fornecimento aos países que apoiam Israel e provocam pânico mundial com o aumento do preço dos seus derivados.

Em maio de 1977, a coligação liderada pelo Likud (partido conservador) ganha as eleições em Israel, depois de três décadas de hegemonia trabalhista. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin, estimula a instalação de colonos israelenses nos territórios árabes ocupados durante a Guerra dos Seis Dias.

Em novembro, o presidente egípcio Anuar Sadat faz uma visita a Jerusalém, o que é visto como um tácito reconhecimento do Estado de Israel. A iniciativa abre caminho para os acordos de Camp David, nos EUA (1978-1979), assinados por Begin e Sadat, com mediação do presidente norte-americano Jimmy Carter.

Israel inicia a retirada do Sinai, que é devolvido ao Egito em 1982. O mundo árabe repudia os acordos de Camp David e expulsa o Egito da Liga Árabe...


Localidades do Estado de Israel

Localização do país – oeste da Ásia. Estado do Oriente Médio, banhado pelo Mediterrâneo a oeste e pelo Mar Vermelho ao sul.
Área total – 20.770.00 quilômetros quadrados.
Características – deserto de Negev (50% do território); região montanhosa (N); planície costeira (centro).
Agricultura – citrus, vegetais, algodão; beef, poultry, dairy products.
Principais produtos de exportação – diamantes polidos, equipamentos de comunicação eletrônicos, médicos e científicos, produtos químicos e agrícolas, componentes eletrônicos e computadores, software.
Principais produtos de importação – diamantes, equipamento militar, máquinas e aparelhos elétricos, combustíveis e lubrificantes, consumo de produtos perecíveis, produtos químicos.
Recursos Naturais – copper, fosfato, bromide, potácio, clay, sand, sulfur, asphalt, manganese, small amounts of natural gas and crude oil.

Várias cidades modernas, onde se misturam o antigo e o novo, estão construídas em locais conhecidos desde a Antiguidade, como Jerusalém, Safed, Beer Sheva, Tiberíades e Aco.

Outras, tais como Rechovot, Hadera, Petach Tikva (Petah Tiqwa) e Rishon Letzion eram aldeias agrícolas na época anterior à independência e tornaram-se gradualmente importantes centros populacionais.

Cidades em desenvolvimento, como Carmiel e Kiriat Gat, foram construídas nos primeiros anos da criação do estado para atender ao rápido crescimento populacional gerado pela imigração em massa, assim como para melhor distribuir a população por todo o país, e promover a integração econômica rural e urbana, atraindo indústrias e serviços a áreas até então despovoadas.

A Faixa de Gaza e a Cisjordânia são regiões ocupadas por Israel com estatus a ser determinado ainda...

Pode-se dividir o Estado de Israel geograficamente nas seguintes regiões:

* Província do Norte ou de Golã – Colinas de Golã, Mar da Galileia, Monte Meron
o Cidades: Hadera, Haifa, Nahariyya, Nazaré, Aco (ÔAkko), Qiryat Shemona, Safed, Tiberíades.

* Província do Sul ou de Neguev – Faixa de Gaza, Deserto do Negev, Golfo de Ácaba
o Cidades: Beersheba, Dimona, Eilat, Gaza, Mizpe Ramon, Neguev, Rafah, Yotvata.

* Província Central ou Judea e Samaria – Mar Morto, Colinas da Judeia
o Cidades: Ashdod, Ashqelon, Bat Yam, Jerusalém, Khan Yunus (Yunis), Netanya (cidade dos diamantes), Qiryat Gat, Ramla, Rehovot, Samaria.

* Província de Tel Aviv ou Telaviv – Planície Costeira com o Mar Mediterrâneo
o Cidades Harzliyya, Jaffa, Tel Aviv-Yafo.

* West Bank ou Cisjordânia – Yehuda e Shomron
o Cidades: Belém, Hebron, Janin (Jenin), Jericó, Nabulus, Ram Allah (Ramallah), Tulkarm.



Jerusalém – “A Eterna Capital”
“Dez medidas foram conferidas ao mundo; nove foram tomadas por Jerusalém, e uma pelo resto do mundo”.
(Talmud Babilônia, Tratado Kidushin 49b)

A Antiga Cidade e os Muros de Jerusalém são Patrimônios da Humanidade, considerados pela UNESCO...

Geralmente, visitantes têm ideias pré concebidas sobre religiões ou política... Por toda sua fama, Jerusalém é uma pequena cidade com várias faces.

Carregada de história, a cidade tem muito à oferecer, como o terceiro lugar mais santo para os muçulmanos, o Haram al-Sharif (de onde Maomé ou Mohammed subiu aos céus), os lugares santos cristãos, e ainda, os lugares santos para os judeus, o Muro das Lamentações.

Jerusalém, localizada no centro do país, aninhada nas Colinas da Judeia, é a capital de Israel, a sede do governo e o centro histórico, espiritual e nacional do povo judeu desde que o Rei David fez dela a capital de seu reino, há 3.000 anos atrás. Com seus numerosos pontos históricos e santuários é local de culto para judeus, cristãos e muçulmanos...

Até 1860, Jerusalém era uma cidade murada, formada por quatro quarteirões – judeu, muçulmano, armênio e cristão. Naquela época, os judeus, que constituíam a maioria da população da cidade, começaram a construir novos bairros fora dos limites da muralha, formando o núcleo da Jerusalém moderna.

Durante a administração britânica (1918-48), ela gradualmente se transformou, e a cidadezinha provincial abandonada da época do Império Otomano (1518-1918) tornou-se uma florescente metrópole, com novos bairros residenciais, cada um refletindo o caráter do grupo específico que nele vivia.

Após o ataque árabe conjunto desfechado contra o recém-fundado Estado de Israel, a cidade ficou dividida, sendo administrada por Israel e a Jordânia; durante 19 anos uma parte estava hermeticamente separada da outra por muros de concreto e arame farpado.

Após o ataque a Jerusalém, desencadeado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a cidade foi reunificada.

Jerusalém, hoje a maior cidade de Israel, conta com mais de meio milhão de habitantes, espalhados por uma área de 100 km2. Ao mesmo tempo antiga e moderna, é uma cidade de diversidades, e seus habitantes representam uma mistura de culturas e nacionalidades.

Gente vestida em todos os estilos da moda atual mescla-se a judeus ultra-ortodoxos vestidos de negro, mulheres árabes em suas longas túnicas bordadas e clérigos cristãos envergando sombrias batinas.

É uma cidade que preserva seu passado e constrói para o futuro, com locais históricos cuidadosamente restaurados, áreas de paisagem verde, zonas comerciais modernas, parques industriais e bairros em expansão, que atestam sua continuidade e vitalidade.

Pontos turísticos em Jerusalém:

Esplanada do Templo, Mesquitas, Museu de Israel (onde estão os Manuscritos do Mar Morto), Maquete de Jerusalém no tempo de Cristo, Capela da Ascensão, Igreja do Pater Noster, Basílica da Agonia, Gruta da Traição, Porta de Santo Estevão, Igreja de Santa Ana, Piscina Probática, Lithostrotos, Arco Ecce Homo.

A Cidade Santa ou The Citadel – Located in Bab Al-Khalil was built during the Ottoman period encompassing a mosque, a minaret, towers, walls, ramps, and gardens by the Gate entrance.

Al-Haram Al- Sharif – This site is the home of two major Islamic shrines, Al-Aqsa Mosque and the Dome of the Rock. The site marks the spot were Prophet Mohammed ascended to heaven from Jerusalem. The Haram is considered to be the third holiest site for Muslims, after Mecca and Medina.

Via Sacra ou Via Dolorosa – The Via Dolorosa (Path of Sorrow) is the route that tradition says Jesus while crucified, was forced to follow from his condemnation by the Romans to the spot were he was buried after the crucifixion. The path begins near St. Stephen’s Gate in the Muslim Quarter and ends within the Church of the Holy Sepulchre, in the heart of the Christian Quarter. The route is marked by the 14 stations of the cross.

A Igreja do Santo Sepulcro (The Church of the Holy Sepulchre) – The Church of the Holy Sepulchre is the world’s holiest site for Catholic and Orthodox Christians as it preserves the most holy memories of the death and resurrection of Jesus Christ. Six Christian denominations, Greek Orthodox, Catholics, Armenians, Copts, Ethiopians, and Syrians, share control of the building.

Monte das Oliveiras (Mount of Olives) – The Mount of Olives rises some 100 meters to the east of the Old City across the Kidron Valley. Green and fertile, the land is today dotted with more churches and shrines than olive trees. It’s summit affords a magnificent view of the whole of Jerusalem with the sealed Golden Gate of the Old City, in the other direction one can see the Desert, the Jordan Valley, and the Mountains of Moab. In the Old Testament, the Mount of Olives is mentioned as a place where Jesus used to walk over the hill from Bethany to Jerusalem.

Túmulo da Virgem (Tomb of the Virgin Mary) – The tomb lies at the bottom of the Mount of Olives at the right of the path. This is considered to be the site where the Virgin Mary was supposedly entombed. The church was rebuilt in 1130 and since then it has been shared by the Greeks, Armenians, Syrians, Copts, and Muslims. The site is venerated by Muslims since, on his night journey from Medina to Jerusalem, Prophet Mohammed is said to have spotted a light over Mary's tomb.

Jardim Getsemani (Garden of Gethsemane) - Around the Church of all Nations lie the Garden of Gethsemane where tradition says that Jesus prayed the night before he was arrested. The garden is said to be 2000 years old and within it lies some of the world’s oldest olive trees as well as a splendid variety of flowers.

Beer Sheva

Beer Sheva, no norte do Neguev, situa-se na interseção das estradas que levam ao Mar Morto e a Eilat. É uma cidade nova construída num local já conhecido no tempo dos Patriarcas, há 3.500 anos atrás.

Chamada de “a capital do Neguev”, Beer Sheva é um centro administrativo e econômico, sede de repartições governamentais regionais e instituições de saúde, educação e cultura que prestam serviços a toda a região sul do país.

Belém ou Bethleham (Bethl)

Com a Basílica da Natividade, o local de nascimento de Cristo, the charming town of Bethlehem has a sweeter meaning to Christians than any other place on earth. Its origins are lost in history. Being the birthplace of Christ has thrust this small, rose-colored city onto a world stage.

Modern Bethlehem is a major tourist attraction with all accompanying commercialism that this implies. Some of Bethlehem's real charm can be found in it's side streets. Further more, the town and souqs are a heady mix of ancient and modern, Muslim and Christian.

Colinas de Golã ou Golan (Golan Heights)

As Colinas de Golã são regidas por leis israelitas, tanto a jurisdição como a administração, desde 1981. Elas são estrategicamente importantes por 3 razões:

1. a presença israelita nas Colinas provém a defesa da fronteira contra a invasão do território;
2. todo norte de Israel está na mira direta da artilharia das Colinas de Golã;
3. as Colinas controlam o principal recurso de água do Estado de Israel.

Eilat ou Elat

Desde que foi palco do encontro de amor entre o Rei Salomão e a Rainha de Sabá, Eilat é o refúgio ideal para todos aqueles que estão em busca de sol e aventura.

Viajando por um deserto interminável, parece magia encontrar subitamente, a exuberância de cores de Eilat com suas palmeiras e praias beijadas pelo sol. Chegar a Eilat, por terra ou ar, é como alcançar uma miragem.

A cidade mais meridional do país, é a saída de Israel para o Mar Vermelho e o Oceano êndico. Seu porto moderno, que se acredita estar localizado onde se erguia o antigo porto no tempo do Rei Salomão, é a via comercial de Israel com a África e o Extremo Oriente.

Seus invernos cálidos, um espetacular cenário submarino, as belas praias, os esportes aquáticos, seus luxuosos hotéis e a facilidade de acesso da Europa através de voos charter fazem de Eilat uma próspera cidade turística durante todo o ano. Desde o estabelecimento da paz entre Israel e a Jordânia (1994), foram iniciados projetos conjuntos de desenvolvimento com a cidade vizinha Ácaba, para incrementar o turismo na região.

Localizada no extremo sul de Israel, banhada pelo Mar Vermelho, Eilat oferece aventuras infinitas. O Observatório Submarino e barcos com fundo de vidro, possibilitam àqueles que não querem se molhar, a estupenda visão dos corais e de uma das mais ricas vidas marinhas do mundo.

A temperatura da água, 21oC no inverno e 25oC no verão, é um convite ao banho. Os mais ousados devem mergulhar nas profundezas das águas de Eilat, para deslumbrar-se com a mais bela fauna e flora.

Nos arredores de Eilat, pode-se desfrutar das maravilhas do deserto. Passeios de camelo ou mountain bike, em carros refrigerados ou jeeps oferecem a oportunidade de deliciosas aventuras.

No Deserto de Negev há um pacote turístico que dura uma semana andando de camelo pelo deserto onde a noite a areia é quente, o vento é frio e o céu muito estrelado...

No Parque Nacional Vale de Timna, as famosas Minas do Rei Salomão, o Red Canyon, formações rochosas raras, algumas com marcas deixadas por antigos viajantes na “rota das especiarias”.

Faixa de Gaza (Gaza Strip)

A localização de Gaza no cruzamento entre a Ásia e a África has ensured it a history as troubled as it is long. Since Biblical times, it has been fought over, invaded and occupied by nearly all the powers that have marched across the Middle East. Gaza has one of the most beautiful beaches and extremely friendly locals. Investigating the place can leave a searing impact on the visitor.

Haifa

Importante porto de grande calado, Haifa é um foco de comércio internacional, além de ser o centro administrativo da região norte de Israel. Com aproximadamente 250 mil habitantes, Haifa é o maior porto de Israel e um importante centro industrial e comercial.

Nas costas do Mediterrâneo, subindo pelas encostas do Monte Carmel (ou Carmelo) e o Convento Stella Maris, a cidade foi construída em três níveis topográficos:

1. a cidade baixa, cujos terrenos foram parcialmente recuperados do mar, é o centro comercial e a zona portuária;
2. o nível intermediário é a área residencial antiga;
3. e o nível mais elevado consiste de bairros modernos em rápida expansão, com ruas arborizadas, parques e bosques de pinheiros, que contemplam a zona industrial e as praias da ampla baía lá embaixo.

Hebron

Al-Khalil, como a cidade de Hebron é chamada em árabe, o que significa “Amigo de Deus”. In ancient times it was known as Mamre and Kirjath Arba, “the town of four” because of its position on four hills. Situated at an altitude of 3,000 feet, Hebron has been continuously settled for 5.000 anos. It is regarded as holy to Muslims, Jews, and Christians alike because the Patriarch Abraham is buried there.

Jericó – Jericho – Jricho

A cidade está localizada a Leste de Jerusalém 260 metros below sea level making it thelowest town on earth. Jericho and its surrounding area is one of the oldest continuously inhabited sites in the world. On a mount overlooking the Jericho oasis, excavations have uncovered settlements dating from 9000 BC and the Oldest Walled Town (7000 BC) yet discovered. Jericho deserves a visit as the history is absorbing and the atmosphere with numerous outdoor cafes and excellent restaurants is refreshingly laid back.

Vale do Rio Jordão, Jericó, a cidade mais antiga do mundo, com o Monte das Tentações...

Mar Morto (Dead Sea) – Ponto mais baixo da Terra!

Descendo de Jerusalém até o Mar Morto, viaja-se por um terreno completamente diferente. Em menos de meia hora chega-se ao ponto mais baixo da Terra, 400m abaixo do nível do mar, ao sul do Vale do Jordão.

The heavy salt (33%) of the water content makes animal life impossible and swimming an unusual experience. It is almost impossible to sink. One can even lie on one’s back and read a magazine. The Dead Sea is a scenic oddity unique in the world.

Atravessando as surpreendentes paisagens do deserto da Judeia, compreende-se porque a região era utilizada para esconderijo por fugitivos como David e porque povoados reclusos e mosteiros foram construídos no local.

Há três mil anos são conhecidas as qualidades terapêuticas das águas do Mar Morto e das fontes naturais da circunvizinhança. Em qualquer época do ano é grande o número de turistas que vêm gozar o ar livre de pólen, formado pela alta pressão atmosférica e a irradiação solar filtrada.

Hotéis modernos, locais desérticos para passeio, shopping, salões de beleza formam um verdadeiro recanto para lazer, tratamento cosmético e de embelezamento ou convalescença. Aproveite tudo o que o local oferece:

* flutue sobre as águas, mergulhe nas piscinas sulfurosas
* esfregue em seu corpo as lamas pretas naturais
* visite os oásis, quedas d'água, cavernas e os locais históricos da região
* suba de teleférico para Massada, onde se localizava o palácio de Herodes – este local tornou-se o símbolo do heroísmo judaico na revolta contra os romanos
* visite a reserva natural de Ein Guedi, com seus exemplares únicos da flora e da fauna da região
* passe um dia de aventuras no deserto da Judeia, escalando os escarpados penhascos
* não deixe de visitar Qumeran, a colônia essênia, em cujas cavernas estiveram ocultos, durante 2000 anos, os pergaminhos do Mar Morto...

Nabulus ou Nablus

Between Mount Garizim and Mount Ebal lies Nablus (the un-crowned Queen of Palestine) 63 quilômetros ao norte de Jerusalém. The town is located in the area that has an abundant water supply. Its gardens and fields are irrigated by 16 springs.

Nablus is considered to be the largest city in the West Bank outside Jerusalem and has become one of the main Palestinian centers of industry and commerce with busy markets, soap factories, and goldsmiths etc.

The Old Town of Nablus is a large residential and market area featuring many old buildings and lively street scenes and other activities. There are impressive mosques, souqs, Turkish baths, and traditional soap factories.

Nazaré (Nazareth)

Nazaré é a cidade aonde José e Maria viveram... Nela existem a Basílica da Anunciação e Igreja de São José.

Safed

Aninhada entre as montanhas da Galileia, é um local popular de férias de verão e centro turístico, com um quarteirão de artistas e várias sinagogas centenárias. No século XVI, Safed era o mais importante centro de criatividade e de estudos judaicos – ponto de encontro de rabinos, eruditos e místicos que estabeleceram leis e preceitos religiosos, muitos dos quais seguidos até hoje pelos judeus observantes.

Tiberíades (Tiberias)

A cidade de Tiberíades, às margens do Mar da Galileia (também conhecido como Lago Kineret, Lago Genezaré, Lago Tiberíades ou ainda Lago Tibérias), é famosa por suas fontes termais medicinais. Hoje em dia a cidade é um movimentado centro turístico, onde vestígios arqueológicos do passado misturam-se a modernos edifícios e hotéis.

Me parece que em Tiberíades é onde está localizado o Monte das Beatitudes ou das Bem-Aventuranças - local do Sermão da Montanha...

Fundada no século I, a cidade deve seu nome ao imperador romano Tibério. Mais tarde, tornou-se um centro de erudição judaica e a sede de uma academia rabínica famosa.

Tel Aviv-Iafo e Jaffa

Cidade moderna na costa mediterrânea, é o centro comercial e financeiro de Israel, assim como o foco de sua vida cultural. Nela estão sediadas as mais importantes organizações industriais e agrícolas, a Bolsa de Valores, os principais jornais, periódicos e editoras.

Tel Aviv, a primeira cidade exclusivamente judaica dos tempos modernos, foi fundada em 1909 como um subúrbio de Iafo, uma das mais antigas cidades do mundo. Em 1934, Tel Aviv foi elevada à categoria de município e, em 1950, foi fundida com Iafo, absorvendo a antiga cidade.

A área em torno do antigo Porto de Iafo (Jafa ou Jaffa), com sua aparência medieval, tornou-se uma colônia de artistas e um centro turístico, com galerias, restaurantes e clubes noturnos. A Avenida Ha-Yarkon, avenida da praia, possui os maiores arranha-céus da cidade.

Jaffa foi a cidade portuária onde viveu Simão, o Curtidor...

Tel Aviv é também um centro de transportes e o maior centro de turismo da nação. De fácil acesso para todos os pontos de interesse do país, é servida por uma linha férrea com conexões para Jerusalém, Haifa e Beersheva e uma extensa linha de ônibus operando para fora da cidade.

Tel Aviv e Israel estão conectados com o resto do mundo através do Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Lod, 14 km à sudeste da cidade, pelo porto de Ashdod, 31 km ao sul; e pelo porto de Haifa, 80 km ao norte.

Na cidade de Tel Aviv encontra-se a Universidade de Tel Aviv, assim como o Teatro Nacional de Israel – Habimah, a Filarmônica de Israel. O Museu de Tel Aviv, Museu da Diáspora, Museu da Terra e um Zoológico somam-se à vida cultural da cidade.

Ainda...

Outras cidades: Beit, Beit Sahur, El Bureij, Jabalia (Jabaliya), Jala, Qalqylia...

Cesareia onde existe um anfiteatro romano e o arqueduto.

Cafarnaum, onde há as ruínas da antiga sinagoga, Casa de São Pedro e Igreja do Primado.

Tabgha, lugar do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes.

Monte Tabor, local da Transfiguração.

Ein Karen, a aldeia de São João Batista.

Kumran, onde nas grutas foram encontrados os manuscritos bíblicos.

Via Betânia, aldeia de Lázaro.


Tanque de Betesda


O tanque de Betesda (בריכות הצאן) (Casa de Misericórdia), é um local referido na Bíblia, mencionado somente no Novo Testamento. Alguns manuscritos antigos utilizam a designação Betsata (Casa das Azeitonas) para se referirem a este reservatório de água. Nos tempos bíblicos, este local havia sido transformado num grande centro de peregrinação para pessoas que pretendiam obter cura através dos alegados poderes curativos das suas águas.

Este reservatório ou tanque ficava perto da Porta das Ovelhas, na zona Norte de Jerusalém. Ao redor deste tanque existiam cinco alpendres ou colunatas onde muitos doentes, bem como cegos e coxos, se juntavam aguardando que as águas consideradas milagrosas se agitassem. Segundo várias traduções da Bíblia, a agitação destas águas era provocada por um anjo de Deus, sendo que em algumas dessas versões se indica que o anjo se banhava ali. Isto provocaria a agitação da água, sendo que o primeiro doente a entrar na água ficaria milagrosamente curado. No entanto, em face da ausência desta explicação em vários manuscritos, nomeadamente alguns dos mais antigos manuscritos gregos, outras traduções optaram por omitir este versículo bíblico, em João 5:4.

Segundo o relato bíblico do Evangelho de João, no capítulo 5, Jesus Cristo realizou ali um dos seus mais extraordinários milagres. Tratou-se da cura de um homem, que esteve paralítico durante trinta e oito anos, tendo sido curado num sábado, o que aumentou o ódio que alguns judeus nutriam por Jesus.

O local é actualmente identificado com um reservatório duplo, com uma área geral de cerca de 46 por 92 metros, encontrado durante reparações e subsequentes escavações da Basílica de Santa Ana em 1888, no bairro de Bezeta, em Jerusalém, próximo da Porta das Ovelhas e da Torre de Antónia. Existia evidência de colunatas, e de um afresco desbotado, que representava um anjo agitando as águas, embora a pintura talvez fosse uma adição posterior. O local parece ajustar-se à descrição bíblica.


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Calvário (Gólgota)

Calvário (em aramaico Gólgota) é o nome dado à colina que na época de Cristo ficava fora da cidade de Jerusalém, onde Jesus foi crucificado. Calvaria em latim, Κρανιου Τοπος (Kraniou Topos) em grego e Gûlgaltâ em transliteração do aramaico. O termo significa “caveira”, referindo-se a uma colina ou platô que contém uma pilha de crânios ou a um acidente geográfico que se assemelha a um crânio.
Lugar tradicional do Monte Gólgota, dentro da Igreja do Santo Sepulcro

O Calvário é mencionado em todos os quatro evangelhos, quando relatam a crucificação de Jesus:

Evangelho de Mateus 27:33

E eles chegaram a um lugar chamado Gólgota, que significa o Lugar da Caveira.

Evangelho de Marcos 15:22

E eles levaram-no ao lugar chamado Gólgota, que é traduzido por Lugar da Caveira.

Evangelho de Lucas 23:33

Então eles chegaram ao lugar chamado de Caveira.

Evangelho de João 19:17

E carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o assim chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota.

O evangelista Lucas não indica o nome em aramaico do local, Gólgota. Já João equivoca-se ao referir-se ao termo como sendo em hebraico, visto que o aramaico era a língua dos judeus à época.
Lugar alternativo do Monte Gólgota, a leste de Jerusalém, próximo ao Jardim do Túmulo

O Novo Testamento descreve o Calvário como perto de Jerusalém (João 19:20), e fora das muralhas da cidade (Epístola aos Hebreus 13:12). Isso está de acordo com a tradição judia, em que Jesus foi também enterrado perto do lugar de sua execução.

O imperador romano Constantino, o Grande construiu a Igreja do Santo Sepulcro sobre o que se pensava ser o sepulcro de Jesus em 326 –335, perto do lugar do Calvário. De acordo com a tradição cristão, o Sepulcro de Jesus e a Verdeira Cruz foram descobertos pela imperatriz Helena de Constantinopla, mãe de Constantino, em 325. A igreja está hoje dentro das muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém, após a expansão feita por Herodes Agripa em 41-44, mas o Santo Sepulcro estava provavelmente além das muralhas, na época dos eventos relacionados com a vida de Cristo.

Dentro da Igreja do Santo Sepulcro há um elevação rochosa com cerca de 5 m de altura, que se acredita ser o que resta visível do Calvário. A igreja é aceita como o Sepulcro de Jesus pela maioria dos historiadores e a pequena rocha dentro da igreja como o local exato do Monte Calvário, onde a cruz foi elevada para a crucificação de Jesus. Veja também: Relatos de testemunhas oculares sobre a localização do Calvário: O Peregrino de Bordéus (em 333), Eusébio (338), o bispo Cirilo (347), a peregrina Egéria (383), o bispo Euquério de Lyon (440), ‘’Breviarius de Hierosolyma’’ (530), em alemão.

Depois de passar uma temporada na Palestina em 1882-83, Charles George Gordon sugeriu uma localização diferente para o Calvário. O Jardim do Túmulo fica ao norte do Santo Sepulcro, localizado fora da atual Porta de Damasco, em um lugar certamente utilizado para enterros no período bizantino. O Jardim tinha uma penhasco com dois grandes buracos fundos, que o povo dizia serem os olhos da caveira.

O nome Calvário refere-se freqüentemente a esculturas ou pinturas representando a cena da crucificação de Jesus, ou uma pequena capela incorporando uma pintura com a cena. Pode também ser utilizado para descrever construções mais importantes, em formato de monumento, especialmente colinas artificiais erguidas por devotos.

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ESCATOLOGÍA - A DOUTRINA DAS ULTIMAS COISAS

O ARREBATAMENTO DA
IGREJA, A GRANDE TRIBULAÇÃO E O REINO MILENIAL.

ATENÇÃO: OS CRÉDITOS POR ESSE MARAVILHOSO ESTUDO ESCATOLÓGICO É DO AMADO PASTOR LEONARDO LIMA DO MISNISTÉRIO CHAMAS DO AVIVAMENTO.


INTRODUÇÃO
A importância da Escatologia Bíblica

I – O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA
Métodos de Interpretação da escatologia bíblica
A profecia na perspectiva Escatológica

II – A DOUTRINA DA MORTE
O dilema existencial humano
Definição bíblica para a morte
Tipos distintos de morte

III – O ESTADO INTERMEDIARIO DOS MORTOS
A vida depois da morte
O que não é estado intermediário
O que é estado intermediário
O Sheol Hades antes e depois do calvário

IV – A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
O que é ressurreição
Caráter geral da ressurreição
Tipos de ressurreição
Explicando a ressurreição dos justos e as dos ímpios

V – SINAIS DA VINDA DE CRISTO
Predições de caráter particular
Predições sobre falsos alarmes escatológicos
Predições de sinais concretos
Predições de sinais atuais

VI – EIXO CENTRAL DO PROGRAMA ESCATÓLOGICO DIVINO
A destruição progressiva do povo do norte
O ressurgimento do antigo império romano

VII – O ARREBATAMENTO DA IGREJA
Escola de interpretação
Duas palavras gregas relativas ao arrebatamento
Participantes do arrebatamento da Igreja
Elementos especiais do arrebatamento

VIII – O TRIBUNAL DE CRISTO
O que é o tribunal de Cristo
Aspectos gerais do tribunal de Cristo
Como procederá o tribunal de Cristo
Exame final

IX – AS BODAS DO CORDEIRO
Analogia correta da parábola
As condições espirituais da esposa
O tempo das bodas
Características das bodas

X - A GRANDE TRIBULAÇÃO
O que é a grande tribulação
Propósitos da grande tribulação
O tempo da grande tribulação

XI – ISRAEL NA GRANDE TRIBULAÇÃO
A mulher vestida de sol
O grande dragão vermelho
O filho varão
A fuga da mulher para o deserto
Uma batalha angelical no céu

XII – OS GENTIOS NA GRANDE TRIBULAÇÃO
O tempo dos gentios
O curso dos tempos dos gentios
O poder dos gentios
O fim do poder mundial dos gentios

XIII – O REINO MILENIAL DE CRISTO
O fim da grande tribulação
Preparação para o reino milenial
O rei Jesus
Características do reino milenial
Final do milênio
Pós-milênio

INTRODUÇÃO
A Importância da Escatologia Bíblica – 1 João 2.18-25,28

Escatologia é um termo constituído de duas palavras gregas: escathos e logos, que se traduzem por “ultimas coisas” e “tratado” ou “estudo”. É o estudo acerca de coisas e eventos futuros profetizados na Bíblia. Nas primeiras palavras do texto de Ap. 1.1 podemos entender o sentido da escatologia para a Igreja: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”. Em resumo, significa para os cristãos “o estudo ou a doutrina das ultimas coisas”.

O CAMPO DA ESCATOLOGIA BIBLICA

 A escatologia tem sua base na revelação divina. A Bíblia é a revelação da vontade de Deus à humanidade. Inicialmente, Deus escolheu a semente de Abraão, ou seja, o povo de Israel, para revelar a sua vontade. Mais tarde, Deus ampliou o campo da sua revelação e formou um novo povo, a Igreja, constituída de judeus e gentios (Ef 2.11-19). A partir de então, a Igreja é o alvo da revelação divina. Toda a revelação aponta para o futuro e a Igreja caminha neste mundo com uma esperança, pois é identificada como “peregrino e forasteiro”, 1 Pe 2.11. Ela existe por causa da esperança (Rm 5.2; 8.24; Ef 4.4; 1 Ts 4.13). A esperança indica uma meta; traça planos para um futuro. O mundo pagão se fecha dentro de um fatalismo histórico, sem expectativas, sem futuro, mas a Bíblia revela o futuro.

 A escatologia pertence ao campo da profecia. A preocupação principal do estudo da escatologia é interpretar os textos proféticos das Escrituras. As verdades proféticas se tornam claras e definidas quando se tem o cuidado de interpretá-las seguindo os princípios de interpretação, observando o seu contexto histórico e doutrinário. O apostolo Pedro teve o cuidado de explicar essa questão escreveu: “E temos mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugares escuros, ate que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração”, 2 Pe 1.19. Na verdade, o apostolo procura contrastar as idéias humanas com a palavra da profecia escrita na Bíblia. Ele fortalece a origem divina das Escrituras e da sua profecia. Não podemos duvidar nem admitir falha na Palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo ( 2 Tm 3.16). A inerrância das Escrituras tem sua base na infalibilidade da Palavra de Deus. Outros sim, o mesmo autor declara que “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”, 2 Pe 1.20.21


 MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA

Na historia da Igreja tem sido adotado vários métodos de interpretação no que concernem as escrituras proféticas. Eles têm produzido explicações e posições que obrigam os cristãos a serem cautelosos. Há idéias divergentes, por exemplo, com respeito ao arrebatamento da Igreja. Alguns o admitem antes e outros crêem que se dará no meio da Grande Tribulação. As teorias são varias, mas precisamos ser definidos sobre o assunto. Para isso, dois métodos de interpretação devem merecer a nossa atenção.

 O método alegórico ou figurado. Alguns teólogos definem a alegoria “como qualquer declaração de fatos supostos que admite a interpretação literal, mas que requer também uma interpretação moral ou figurada”. Quando interpretamos uma profecia bíblica, sem atentarmos para o seu sentido real, figurado ou literal, negamos o seu valor histórico, dando uma interpretação de somenos importância. Corremos o risco de anular a revelação de Deus naquela profecia. Daí, as palavras e os eventos proféticos perderem o significado para alguns cristãos.

Quando o sentido de uma profecia é literal e se interpreta alegoricamente, se está, de fato, pervertendo o verdadeiro sentido da Escritura, como pretexto de se buscar um sentido mais profundo ou espiritual. Por exemplo, há os que interpretam o Milênio alegoricamente. Não acreditam num Milênio literal. Por esse modo, alem de mutilarem o sentido real e literal da profecia, anulam a esperança da Igreja.

Tenhamos cuidado com interpretações feitas superficialmente ao bel prazer das especulações do interprete, com idéias próprias ou ao que lhe parece razoável. Declarações como: “eu penso que é isso”, “eu sinto que é isso”, são típicas de interpretações vaidosas, irresponsáveis e vazias de temos a Deus. Portanto, o método alegórico deve ser utilizado corretamente. Paulo utilizou-o em Gálatas 4.21-31. Ele tomou as figuras ilustradas no texto com fatos literais da antiga dispensação, mas apresentou-os como sombras de eventos futuros.

 O método literal e textual. Esse é o método gramático histórico. Isto é: se preocupa em dar um sentido literal às palavras da profecia, interpretando-as conforme o significado ordinário, de uso normal. A preocupação básica é interpretar o texto sagrado consoante a natureza da inspiração da profecia. Uma vez que cremos na inspiração plena das Escrituras através do Espírito Santo, devemos atentar para o fato de que há textos que tem apenas um sentido espiritual, sem que exija, obrigatoriamente, uma interpretação literal ou figurada.
Ambos os métodos são validos, mas devem ser utilizados com cuidado e precisão. Há uma perfeita relação entre as verdades literais e linguagem figurada. Temos o exemplo bíblico da apresentação de João Batista no texto de João 1.6, que diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”. Notemos que o texto está falando literalmente de um homem, cujo o nome de fato era João. Os termos empregados referem-se literalmente a alguém fisicamente. Mais tarde, João Batista, ao identificar Jesus, usou uma linguagem figurada, quando diz: “Eis aí o Cordeiro de Deus”, João 1.29. Na verdade, Jesus era um homem real e literal, mas João usou a forma figurada para donatar o sentido literal da pessoa de Jesus.

 A PROFECIA NA PERSPECTIVA ESCATOLOGICAS

Não entendemos a profecia bíblica se a confundirmos com o “o dom da profecia”. A profecia bíblica tem um caráter inerrável, porque ela está nas Escrituras inspiradas pelo Espírito Santo. A profecia como dom do Espírito, tem sua importância no contexto da Igreja de Cristo na terra, pois depende de quem a transmite e, por isso, sujeita a erro e julgamento ( 1Co 14.29), e não pode ter validade se a mesma choca-se com o ensino geral das Escrituras.

 A profecia cumprida e a futura. Para que a profecia bíblica tenha o credito que merece, devemos estudá-la no que concerne ao que já foi cumprido e, também, referente ao futuro. Umas grandes partes dos livros da Bíblia contem predições. Quando estudamos as profecias cumpridas podemos enxergar o seu caráter divino, e fazer distinção com a s profecias não cumpridas. Jesus, em seu discurso aos discípulos no aposento alto, falou do ministério do Espírito Santo após sua ascensão aos céus, e disse: “Ele vos ensinará e vos anunciará as coisas que hão de vir”. Jô. 16.13

 A profecia e o ministério da Palavra. Toda declaração bíblica sobre profecia é tão incrível quanto aquelas declarações históricas. Certo autor de teologia declarou que “a historia da raça humana é a historia da comunicação de Deus com o homem”. Deus mesmo recorre à sua Palavra, não como uma simples evidencias da verdade declarada, mas como a única forma pela qual nós podemos obter uma perfeita e completa visão do propósito divino em relação à salvação. Por isso, precisamos observar a historia do passado, presente e futuro. Devemos ter confiança de que assim como teve cumprimento a Palavra de Deus no passado e o tem no presente, o mesmo acontecerá com as profecias relacionadas ao futuro.
As Escrituras Sagradas apresentam um só sistema de verdade. Não importa o que dizem as varias escolas de interpretação. Suas interpretações podem ate variar e ate estar equivocadas. E, nem a Bíblia se presta a dar apoio a qualquer sistema de interpretação. O futuro é uma parte do plano de Deus, e só Ele conhece tudo o que encerra a profecia. As opiniões humanas têm valor enquanto estiverem em conformidade com as Escritura.

II
A DOUTRINA DA MORTE – Salmos 39.4-7; 90.4-6 10,12

A morte é um assunto que evitamos falar e comentar. Entretanto, o viver humano encontra em sua jornada a ameaça da morte. Nesta segunda parte estudaremos a questão da morte sob a perspectiva da Bíblia, pois nela, a realidade da morte e o seu impacto na vida humana são tratados com clareza e fé.

 O DILEMA EXISTENCIAL HUMANO

Toda criatura humana enfrenta esse dilema. Não foi sua escolha vir ao mundo, mas não consegue fugir à realidade do fim de sua existência. O dilema existencial resulta da realidade da morte que tem que ser enfrentada. Em Eclesiastes, o pregador diz: “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó voltarão”, Ec. 3.20.21. São palavras da Bíblia e não de nenhum materialista contemporâneo. Quanto à realidade da vida e da morte, o homem é, dentro da criação, o único que sabe que vai morrer. Analisemos alguns sistemas filosóficos os quais discutem esse assunto.

 Existencialismo. Seu interesse é, essencialmente, com as questões inevitáveis de vida e morte. Preocupa-se com a vida, mas reconhecem a presença da morte constante na existência humana. Os seus filósofos vêem a morte como o fim de uma viagem ou como um perpetuo acompanhante do ser humano desde o berço ate a sepultura. Para eles, a morte é um elemento natural da vida.
Ora, essas idéias são refutadas pela Bíblia Sagrada. A morte nada tem de natural. É algo inatural, impróprio e hostil à natureza humana. Deus não criou o ser humano para a morte, mas ela foi manifesta como juízo divino contra o pecado (Rm 1.32). Foi introduzida no mundo como castigo positivo de Deus contra o pecado (Gn 2.17; 3.19; Rm 5.12,17; Rm 6.23; 1 Co 15.21; Tg 1.15).

 Materialismo. Não admite as coisas espirituais. Do ponto de vista dos materialistas, tudo é matéria. Entendem que a matéria é incriada e indestrutível substancia da qual todas as coisas se compõem e à qual todas se reduzem. Afirmam ainda que, a geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade natural, não sobrenatural, nem ao destino, mas às leis físicas. Portanto, o sentido espiritual da morte não é aceita pelos materialistas.
O cristão verdadeiro não foge à realidade da morte, mas a enfrenta com confiança no fato de que Cristo conquistou para Ele a vida após a morte – a vida eterna (Jo 11.25).

 Estoicismo. Os estóicos seguem a idéia que ensina que a morte é algo natural e devemos admiti-la sem temê-la, uma vez que o homem não consegue fugir do seu destino.

 Platonismo. O filosofo grego Platão ensinava que a matéria é má e desprezível, só o espírito é que importa. Porem, não é assim que a Bíblia ensina. O corpo do cristão, a despeito de ser uma casa material, temporária e provisória, é templo do Espírito Santo (1 Co 3.16,17). Somos ensinados a proteger o corpo para a manifestação do Espírito de Deus.


 DEFINIÇÃO BÍBLICA PARA A MORTE

 O sentido literal e metafórico da palavra morte.
 Separação. No grego a apalavra morte é THANATOS que quer dizer separação. A morte separa as partes materiais e imateriais do ser humano. A matéria volta ao pó e a parte imaterial separa-se e vai ao mundo dos mortos, o SHEOL-HADES, onde jaz no estado intermediário entra a morte e a ressurreição (Mt 10.28; Lc 12.4; Ec 12.7; Gn 2.7).
 Saída ou partida. A morte física é como a saída de um lugar para outro (Lc 9.31; 2 Pe 1.14-16)

 Cessação. Cessa a existência da vida animal, física (Mt 2.20).

 Rompimento. Ela rompe as relações naturais da vida material. Não há como relacionar-se com as pessoas depois que morrem. A idéia de comunicação com pessoas que já morreram é uma fraude diabólica.

 Distinção. Ela distingue o temporal do eterno na vida humana. Toda criatura humana não pode fugir de seu destino eterno: salvação ou perdição (Mt 10.28)

 O sentido bíblico e doutrinário da morte.
 A morte como salário do pecado (Rm 6.23). O pecado, no contexto desse versículo, é representado pela figura de um cruel feitor de escravos que dá a morte como pagamento. O salário requerido pelo pecado é merecidamente a morte. Como pagamento, a morte não aniquila o pecador. A verdade que a Bíblia nos comunica é que a morte não é a simples cessação da existência física, mas é uma consequencia dolorosa pela pratica do pecado, seu pagamento, a sua justa retribuição. Quando morre, o pecador está ceifando na forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado (Gl 2.17; 1 Co 15.21; Tg 1.15).

 A morte é sinal e fruto de pecado. O homem vive inevitavelmente dentro da esfera da morte e não pode fugir da condenação. Somente quem tem a Cristo e o aceitou está fora dessa esfera. Só em Cristo o homem consegue salvar se do poder da morte eterna. Tiago mostra-nos uma relação entre pecado e a morte, quando diz: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”, Tg 1.14,15. O pecado, portanto, frutifica e gera a morte.

 A morte foi vencida por Cristo no calvário. Resposta única, clara, evidente e independente de quaisquer idéias filosóficas a respeito da morte é a Palavra de Deus revelada e pronunciada através de Cristo Jesus no calvário (Hb 1.1). Cristo é a ultima palavra e a única solução para o problema do pecado e a crueldade da morte (Rm 5.17).

 TIPOS DISTINTOS DE MORTE
A Bíblia fala de três tipos distintos de mortes: física, espiritual e eterna.
 Morte física. O texto que melhor elucida esta morte é 2 Sm 14.14, que diz: “Porque certamente morremos e seremos como águas derramadas na terra, que não se ajuntam mais”. O que acontece com o corpo morto quando é sepultado? Depois de alguns dias, terá se desfeito e esvaído como águas derramadas na terra. É isso que a morte física provoca literalmente.

 Morte espiritual. Este tipo tem dois sentidos na perspectiva bíblica: negativo e positivo. No sentido negativo, a morte pode ser identificada pela expressão bíblica “morte no pecado”. É um estado de separação da comunhão com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domínio (Ef 2.1,5). O seu efeito é presente e futuro. No presente, refere se a uma condição temporal de quem está separado da vida de Deus (Ef 4.18). No futuro, refere se ao estado de eterna separação de Deus, o que acontecerá no Juízo Final (Mt 25.46).
No sentido positivo é a morte espiritual experimentada pelo crente em relação ao mundo. Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada e, agora vive livre do domínio do pecado (Rm 6.14). Quanto ao futuro, o cristão autentico terá a vida eterna. Ou seja: a redenção do corpo do pecado (Ap 21.27; 22.15).

 Morte eterna. É chamada a segunda morte, porque a primeira é física (Ap 2.11). Identificada como punição do pecado (Rm 6.23). Também denominada castigo eterno. É a eterna separação da presença de deus – a impossibilidade de arrependimento e perdão (Mt 25.46). Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizeram à graça de Deus e, serão lançados no GEENE (Lago de fogo) (Ap 20.14,15; Mt 5.22,29,30 ; 23.14,15,33). Restringe se apenas aos ímpios (At 24.15). Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia.

A morte é a prova máxima da fé cristã, que produz nos crentes uma consciência de vitória (1 Pe 4.12,13). Os sofrimentos e aflições dessa vida são temporais, e aperfeiçoam nossa esperança para enfrentar a morte física, que se constitui num trampolim para a vida eterna. Ela se torna a porta que se abre para o céu de gloria. Quando um cristão morre, ele descansa, dorme (2 Ts 1.7). Ao invés de derrota, a morte significa vitória, ganho (Fp 1.21). A Bíblia consola o cristão acerca dos mortos em Cristo quando declara que a morte do crente “é agradável aos olhos do Senhor”, Sl 116.15. Diz também, que morrer em Cristo é estar “presente com o Senhor”, 2 Co 5.8.

III
O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS – Lucas 16.19-31

Como existe uma diversidade de interpretações a respeito e , para evitar confusão de idéias acerca do Estado Intermediário, devemos tornar clara esta doutrina.

 A VIDA DEPOIS DA MORTE
São vários os argumentos que reforçam a doutrina bíblica sobre a vida além túmulo.
 Argumento histórico. Se a questão da vida alem morte estivesse fundamentada apenas em teorias e conjecturas filosóficas, ela já teria desaparecido. Mas as provas da crença na imortalidade estão impressas na experiência da humanidade.

 Argumento teológico. Procura provar que a vida do ser humano tem uma finalidade alem da própria vida física. Há algo que vai alem da matéria de nossos corpos, é a parte espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, estava, de fato, desfazendo a morte espiritual e concedendo vida eterna, a imortalidade (2 Tm 1.10). A vida humana tem uma finalidade superior, uma razão de ser, um propósito.
 Argumento moral. Há um governador moral dentro de cada ser humano chamado consciência que rege as suas ações. Sua existência dentro do espírito humano indica sua função interna, como um sensor moral, aliado à soberania divina.

 Argumento metafísico. Os elementos imateriais do ser humano denunciam o sentido metafísico que compõe a sua alma e espírito. Esses elementos são indissolúveis; portanto, como evitar a realidade da vida alem morte? É impossível! A palavra imortalidade no grego é athanasia e significa literalmente ausência de morte. No sentido pleno, somente Deus possui vida total, imperecível e imortal (1 Tm 1.17). Ele é a fonte de vida eterna e ninguém jamais pode da lá. No sentido relativo, o crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no Calvário (2 Tm 1.8-12).

 O QUE NÃO É ESTADO INTERMEDIÁRIO
 Não é Purgatório. Heresia lançada pelos católicos romanos para identificar o Sheol Hades como lugar de prova, ou de segunda oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não conseguiram se purificar o suficiente para alcançarem o céu. Declara a doutrina romana que é uma forma desses mortos serem provados e submetidos a um processo de purificação. Entretanto, essa doutrina não tem base na Bíblia e é feita sobre premissas falsas. Se o Purgatório fosse uma realidade, então a obra de Cristo não teria sido completa. Se alguém quer garantir sua salvação eterna, precisa garanti lá em vida física. Depois da morte, só resta à ressurreição.

 Não é Limbus Patrum. O vocábulo limbus significa borda, orla. A idéia é paralela ao Purgatório e foi criada pelos católicos romanos para denotar um lugar na orla ou borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam ate a ressurreição. Ensina ainda essa igreja que o limbus patrum (pais) era aquela orla do inferno onde Cristo desceu após sua morte na cruz, para libertar os pais (santos do Antigo Testamento) do seu confinamento temporário e levá-los em triunfo para o céu. Identificam “o seio de Abraão” como sendo o limbus patrum (Lc 16.23). Mas, o limbus patrum não tem apoio bíblico, e nem existe uma orla para os pais (santos antigos).

 Não é Limbus Infantus. A palavra infantus refere se à crianças. Na doutrina romana, havia no Sheol Hades um lugar especial de habitação das almas de todas as crianças não batizadas. Segundo essa doutrina, nenhuma criança não batizada pode entrar no céu. Por outro lado, é inaceitável a idéia do limbus infantus como lugar de prova, também para crianças.

 Não é estado para reencarnações. Não é um lugar de migrações e perambulações espaciais. Os espíritas gostam de usar o texto de Lucas 16.22,23, para afirmarem que os mortos podem ajudar os vivos. Mas Jesus, ao ensinar sobre o assunto, declarou que era impossível que Lazaro ou algum outro que estivesse no Paraíso saísse daquele lugar para entregar mensagem aos familiares do rico, Jesus disse que os vivos tinham “ a Lei e os Profetas”, isto é, eles tinham as Escrituras. Os mortos não podiam sair de seus lugares para se comunicarem como os vivos. Portanto, é uma fraude afirmar essa possibilidade de comunicação com os mortos. Usam equivocadamente João 3.3 para defenderem a idéia de reencarnação. Vários textos bíblicos anulam essa falsa doutrina (Dt 18.9-14; Jó 7.9,10; Ec 9.5,5; Lc 16.31).

 O QUE É ESTADO INTERMEDIÁRIO
 É uma habitação espiritual fixa e temporal. Biblicamente, o Estado Intermediário é um modo de existir entre a vida e a ressurreição final do corpo sepultado. No Antigo Testamento, esse lugar é identificado como Sheol (no hebraico), e no Novo Testamento como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte (Sl 18.5; 2 Sm 22.5,6). É um lugar espiritual em que as almas e espíritos dos mortos habitam fixamente ate que seus corpos sejam ressuscitados para a vida eterna ou para a perdição eterna. É o estado das almas e espíritos fora de seus corpos, aguardando o tempo em que terão de comparecer perante Deus.

 É um lugar de consciência ativa e ação racional. Segundo Jesus descreveu esse lugar, o rico e Lazaro participavam de uma conversação no Sheol Hades, estando apenas de lados diferentes (Lc 16.19-31). O apostolo Paulo descreve o, no que diz respeito aos salvos, como um lugar de comunhão com o Senhor (2 Co 5.6-9; Fp 1.23). A Bíblia denomina o como um “lugar de consolação”, “seio de Abraão” ou “Paraíso” 9Lc 16.22,25; 2 Co 12.2-4). Se fosse um lugar neutro para as almas e espíritos dos mortos, não haveria razão para Jesus identificá-lo com os nomes que deu. Da mesma forma “o lugar de tormento” não teria razão de ser, se não houvesse consciência naquele lugar. Rejeita se segundo a Bíblia, a teoria de que o Sheol Hades é um lugar de repouso inconsciente. A Bíblia fala dos crentes falecidos com “os que dormem no Senhor” (1 Co 15.6; 1 Ts 4.13), e isto não refere se a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de descanso. As atividades existentes no Sheol Hades não implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas que estão retidos ate a ressurreição de seus corpos para apresentarem se perante o Senhor (Lc 16.19-31; 23.43; At 7.59).

 O SHEOL HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVÁRIO
 Antes do Calvário. O Sheol Hades dividia se em três partes distintas. Para entender essa habitação provisória dos mortos, podemos ilustrá-lo por um circulo dividido em três partes. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada “Paraíso”, “seio de Abraão”, “lugar de consolo” (Lc 16.22,25; 23.43). A segunda é a parte dos ímpios, denominada “lugar de tormentos” (Lc 16.23). A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como “lugar de trevas”, “lugar de prisões eternas”, “abismo” (Lc 16.26; 2 Pe 2.4; Jd v.6). Nessa terceira parte foi aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse abismo, senão quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação (Ap 9.1-12). Não há qualquer possibilidade de contato com esses espíritos caídos; habitantes do Poço do Abismo.

 Depois do Calvário. Houve uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos após o evento do Calvário. Quando Cristo enfrentou a morte e a sepultura, e as venceu, efetuou uma mudança radical no Sheol Hades (Ef 4.9,10; Ap 1.17,18). A parte do “Paraíso” foi trasladada para o terceiro céu, na presença de Deus (2 Co 12.2,4), separando se completamente das “partes inferiores” onde continuam os ímpios mortos. Somente, os justos gozam dessa mudança em esperança pelo dia final quando esse estado temporário se acabara, e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual ressurreto.

Essa doutrina fortalece a nossa fé ao dar nos segurança acerca dos mortos em Cristo, e é a garantia de que a vida humana tem um propósito elevado, alem de renovar a nossa esperança de estar para sempre com o Senhor.

IV
A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS – 1 Co 15.3,4312-20

A doutrina da ressurreição tem sua base essencialmente sobre o fato da ressurreição de Cristo. Jesus enfatizou e deu sentido especial a esse ensinamento (Jo 5.28,29), deixando claro que não haverá uma única e simultânea ressurreição para os mortos, e sim, que acontecera em duas fases distintas: a ressurreição dos justos e a dos ímpios.

 O QUE É RESSURREIÇÃO
 Sentido original. Duas palavras gregas (anastasis e egeiro) definem o termo ressurreição. Elas claramente indicam “tornar à vida”, “levantar se”, “despertar”, “acordar”.

 Sentido doutrinário. Ressurreição é a devolução da vida ao que havia se extinguido fisicamente. É o ato do levantamento daquilo que havia estado no sepulcro. Varias vezes nos deparamos com a expressão “ressurreição dos mortos” (1 Co 15.12,13,21,42), de justos e ímpios. Porem, quando se refere aos justos, a expressão original é restritiva e se traduz por “ressurreição de entre os mortos”. A expressão “de entre os mortos” quer dizer os mortos tirados do meio de outros mortos.

 CARÁTER GERAL DA RESSURREIÇÃO
 No Antigo Testamento. Vários personagens importantes da historia do Antigo Testamento demonstraram sua confiança e crença na ressurreição. Abraão cria na ressurreição (Gn 22.5; Hb 11.17-19), (Jó 19.25-27); um dos filhos de Core, cantor, salmodiava sobre a ressurreição (Sl 49.15); o profeta Isaias cria e profetizava sobre a ressurreição (Is 26.19); Daniel, profeta e estadista, declarou sua crença na ressurreição (Dn 12.2,3); e Oséias, um profeta destacado em Israel, fez o mesmo (Os 13.14).

 No Novo Testamento. A doutrina da ressurreição foi declarada e ensinada por Jesus em seu ministério terrestre (Jo 5.28,29; 6.39,40 44,54; Lc 14, 13,14; 20.35,36). Ensinada e reafirmada pelos apóstolos e os pais da Igreja primitiva (At 4.2). Em Atenas, na Grécia, Paulo pregou a Jesus Cristo e Sua ressurreição (At 17.18). Repetiu isso, também, para os filipenses (Fp 3.11), aos coríntios (1 Co 15.20), aos tessalonicenses (1 Ts 4.14-16), perante o governador Felix (At 24.15). O apostolo João, não só relatou o ensino de Cristo sobre a ressurreição, mas ele mesmo ensinou sobre o assunto (Ap 20.4-6).

 Alguns exemplos bíblicos de ressurreição
 No Antigo Testamento. A historia dramática da ressurreição do filho da mulher sunamita através da oração do profeta Elizeu (2 Rs 4.32-37). Há um caso posterior mais impressionante. O profeta Elizeu já havia morrido e sido sepultado, e um grupo de moabitas, para fugir de uma perseguição inimiga, lançou o seu morto na cova onde estavam os restos mortais de Elizeu. Ao tocar os ossos do profeta o morto reviveu e se levantou sobre seus pés (2 Rs 13.20,21).
 No Novo Testamento. Os exemplos são numerosos, começando pelo ministério pessoal de Jesus Cristo: a filha de Jairo (Mt 9.24,25); o filho de uma viúva de Nain (Lc 7.13-15); seu amigo Lazaro, em Betânia, irmão de Maria e Marta (Jo 11.43,44). Ele mesmo venceu a morte depois de três dias no sepulcro (Lc 24.6) e, para confirmar Sua vitória sobre a morte, alguns corpos de santos mortos anteriormente, ressuscitaram e foram vistos em Jerusalém (Mt 27.52,53). Mais tarde, entre os apóstolos, Pedro orou ao Senhor e fez reviver a Dorcas (At 9.37,40, 41).

 TIPOS DE RESSURREIÇÃO
 Nacional. É, em linguagem metafórica, a ressurreição e renovação do povo de Israel em termos políticos, materiais e espirituais (Dt 4.23-30; 28.62-64; Lv 26.14-25; Ez 11.17; 36.24; 37.21; Jr 24.6; Ez 36.24,28). O cumprimento total da profecia relativa à ressurreição nacional acontecerá na vinda pessoal do Messias, o Senhor Jesus Cristo (Zc 14.1-5).

 Espiritual. Refere se também metaforicamente a um renascimento espiritual dos que, tendo estado mortos em delitos e pecados (Ef 2.1) foram vivificados espiritualmente (Rm 6.4). Há, no entanto, um sentido literal dessa ressurreição, no que diz respeito à ressurreição corporal. Porem, o aspecto físico da ressurreição diz respeito aos corpos levantados das sepulturas, os quais sofrerão uma metamorfose. Isto é: uma transformação do físico para o espiritual (1 C o 15.52; 1 Ts 4.13-17).

 Física. Precisamos distinguir esse tipo de ressurreição sob dois ângulos: o temporal e o escatológico. No sentido temporal, temos o exemplo de pessoas que morreram, foram sepultadas, e pelo poder de Deus ressuscitaram; posteriormente, voltaram a morrer (2 Rs 4.32-37); Mt 9.24,25). No sentido escatológico, tanto os justos quanto os ímpios vão ressuscitar fisicamente. Os justos, levantar-se-ão dos seus sepulcros na vinda do Senhor (1 Co 15.44,52; Jo 5.29). Os ímpios se levantarão não como os santos, mas no fim de todas as coisas, no Juízo Final (Ap 20.11-15).

 EXPLICANDO A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS E A DOS ÍMPIOS
 A primeira ressurreição
 O tempo. Dividi se em três fases distintas. A primeira fase refere se à ressurreição de Cristo e de muitos santos do Antigo Testamento, identificados como as “primícias dos mortos” (1 Co 15.20; Mt 27.52,53); Jesus e aqueles santos ressurretos são o primeiro molho de trigo colhido (Lv 23.10-12; 1 Co 15.23). Jesus foi o grão de trigo que caiu na terra, morreu, e produziu muito fruto (Jo 12.24). Isto é: aquele grupo de pessoas de Mt 27.52,53 foi a primícia, o primeiro molho. A segunda fase refere se à ressurreição dos mortos em Cristo na era neotestamentária, a qual se efetuara no chamamento especial por ocasião da volta do Senhor Jesus sobre as nuvens (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17). A terceira fase da primeira ressurreição refere se àqueles mortos no período da Grande Tribulação, os quais são chamados de “mártires da Grande Tribulação”. Refere se ao restolho da ceifa, isto é, as respigas da colheita (Ap 6.9-11; 7.9-17; 14.1-5; 20.4,5).

 A natureza dos corpos ressurretos. Não importa como os corpos forma sepultados, se em covas na terra, ou no fundo dos mares e rios, ou queimados. Na realidade, os mesmo corpos mortos serão ressuscitados. No caso dos mortos em Cristo, seus corpos serão transformados (1 Co 15.35-38), iguais ao corpo ressurreto de Cristo (Fp 3.21).

 A segunda ressurreição
 O tempo. Já sabemos que Jesus distinguiu duas ressurreições: a dos justos e as dos ímpios (Jo 5.28.29). Alguns interpretes entendem a ressurreição dos mortos como um só evento, num mesmo tempo. Declaram que a única distinção é que “uns ressuscitarão para a vida” e outros “para a perdição”. Entretanto, essa teoria é largamente refutada. Na verdade, o tempo da segunda ressurreição acontecera no fim de todas as coisas, após o período do Milênio na terra, quando haverá o Juízo Final diante do Grande Trono Branco (Hb 4.13).

 A natureza dos corpos ressuscitados dos ímpios. Quanto à ressurreição o processo será o mesmo que o dos justos. Seus corpos terão todas as partículas físicas reunidas e transformadas em corpos espirituais, mas sem qualquer gloria, À semelhança dos justos no Hades, as almas e espíritos se unirão aos seus corpos sepultados para serem julgados por suas obras (Ap 20.12; Dn 12.2). Nenhuma gloria, nenhuma beleza, mas totalmente inglório, para que sejam prestado as contas perante o Supremo Juízo 9Hb 4.13; Rm 2.5,5; Hb 9.27).

 O estado final dos ímpios. Na verdade, os ímpios ressuscitarão para uma “segunda morte”, Ap 21.8. Essa “segunda morte” não significa aniquilamento, mas banimento da presença de Deus (2 Ts 1.9). Esse banimento implica que todos os ímpios serão lançados no Geena, chamado “Lago de Fogo” (Mt 25.41,46), que arde continuamente com fogo inapagável – o tormento eterno (Ap 14.10,11)

A esperança da Igreja está baseada na ressurreição de Cristo. Sua morte e ressurreição são a garantia total de que Ele voltara. Sua vitória sobre a morte foi com gloria, triunfo e poder.

V
SINAIS DA VINDA DE CRISTO – Mateus 24.3-14

Diante da declaração de Jesus sobre queda de Jerusalém e a destruição do seu majestoso templo (Mt 24.1,2), os discípulos fizeram lhe a pergunta chave que originou o grande discurso profético “Dize nos quando serão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” O texto de Mateus 24, principalmente os primeiros 14 versículos é uma profecia com abrangência histórica e escatológica. Em primeiro lugar diz respeito a Israel e depois, refere se a Igreja.

 PREDIÇÕES DE CARATER PARTICULAR (Mt 24.1-3)
Jesus, ao proferir seu discurso publico no pátio do grande templo de Jerusalém, aproveita a ocasião para predizer sobre o futuro da cidade e de seu templo. Ele prediz a destruição antecipando o final dos tempos. Alguns fatos proféticos seriam presenciados e vividos por aquela geração, mas seriam ao tempo indícios de fatos escatológicos inevitáveis.
 A destruição de Jerusalém e do templo (vv. 1,2). Um pouco antes dessa predição os discípulos quiseram impressionar Jesus chamando lhe a atenção para a esplendida e forte estrutura do templo que era o orgulho de todo Israelita. Para fortalecer seu discurso, Jesus então predisse à destruição de tudo aquilo ainda naquela geração.

 Predições feitas num monte escatológico (v.3). É interessante destacar o monte das Oliveiras não só como um monte com historias de vitórias e derrotas, de guerras físicas e espirituais, mas um monte no qual acontecera o evento mais importante da escatologia cristã: Jesus Cristo descerá visivelmente sobre ele. A pergunta “Quando sucederão estas coisas” resultou da predição de Jesus sobre o templo e a cidade. Na seqüência os discípulos queriam saber ainda sobre a vinda de Cristo e disseram: ”Que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo”. A expressão “tua vinda” é uma referencia a segunda vinda pessoal de Cristo, especialmente sobre aquele mesmo monte onde estavam conversando.

 PREDIÇÕES SOBRE FALSOS ALARMES ESCATOLOGICOS (Mt 24.4-6)
Mateus 24.4 é uma admoestação contra os falsos sinais que seriam alardeados como se fosse os reais e verdadeiros. Diz o texto: “Acautelai-vos, ninguém vos engane”. Indiscutivelmente, essa pessoa, alem de presunçosa e não conhecedora das Escrituras, e falso profeta. Quais seriam os falsos alarmes ou sinais pelos quais não podemos nos deixar enganar?
 Falsos cristos (v.5). Nos quase dois mil anos de historia do cristianismo, centenas de falsos cristos (ou messias) têm aparecido e enganado a muita gente.

 Guerras não determinantes (v.6). São falsas guerras todas aquelas que não podem se determinadas como sinais evidentes da volta do Senhor Jesus. Eles confundem porque não tem as características que determinam um sinal escatológico. Pequenas e grandes guerras têm marcado com sangue o nosso planeta. Jesus previu este tipo de problemas, e orientou-nos: “E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede não vos assusteis porque, é necessário que isto aconteça, mas ainda não é o fim”.

 PREDIÇÕES DE SINAIS CONCRETOS (Mt 24.7)
Não há evidencia doutrinaria para se afirmar que determinados acontecimentos da atualidade sejam sinais precisos da volta de Jesus. Entretanto, o modo como o Senhor indicou os nos abre um campo de compreensão mais amplo. Entendemos que estes sinais indicam “o começo do fim” ou “o principio de dores” (Mt 24.8).
 A simultaneidade dos sinais. Há certa simultaneidade dos acontecimentos que envolvem “conflitos bélicos entre nações, fomes, pestes e terremotos”.

 “nação contra nação, e reino contra reino”. Tivemos duas grandes guerras mundiais. A primeira aconteceu de 1914 a 1918, e a segunda de 1939 a 1945. A destruição provocada por estas guerras mundiais é incalculável.

 “haverá fome, pestes e terremotos” (Lc 21.11). Sinais como “fomes, pestes e terremotos” são fatos marcantes em nossos dias. A contaminação ambiental provocada pelo desregramento ecológico tem envenenado os três mais importantes espaços vitais da humanidade, que são: ar, as águas e a terra. As proliferações das doenças aumentam cada vez mais o índice da mortalidade. Misteriosas pestes desafiam a ciência assolando a humanidade. A fome traz para o panorama mundial um espectro de terror.

 PREDIÇOES DE SINAIS ATUAIS ( Mt 24.8-13)
 O principio de dores (v.8). O texto refere se metaforicamente as dores de parto de uma mulher que está para dar à luz uma criança. São as primeiras dores decorrentes das contrações que anunciam à hora do parto. Na verdade, Jesus estava declarando que os sinais envolvendo fomes, pestes e terremotos seriam apenas sinais precursores da vinda era messiânica, sonhada e desejada pelos judeus (1 Ts 5.3).

 A angustia na terra (v.8; Lc 21.25). Essa angustia está embutida no “principio de dores” sentida pala humanidade e, especialmente pela Igreja de Cristo. E de fato, a perplexidade das criaturas diante dos sinais que se evidenciam na terra (Lc 21.25,26); uma neurose coletiva mundial que provoca o desespero (Rm 8.20,22); e o pressentimento da chegada do fim dessa agonia (Dn 12.4). Nesses tempos de globalização da economia mundial, percebe se a preocupação, quando apenas uma economia se descontrola e traz um desassossego total (2 Ts 2.7; Ap 13.16,17).

 A ameaça de uma igreja mista (vv.10-13). Nestes versículos Jesus previu certos problemas que afetariam sua Igreja. Essa igreja mista aparece na malfadada tese do Ecumenismo. Indiscutivelmente é uma falsa unidade porque dilui princípios fundamentais de formação da Igreja segundo o padrão neotestamentário. Muitos cristãos haveriam de trair a Igreja e deserta lá por causa das seguições. A ação de “trair se uns aos outros” refere se aqueles que, para salvar a própria pele, entregariam seus irmãos às autoridades.

 A multiplicação da iniqüidade (v.12). A palavra iniqüidade na língua original tem a idéia de coisas ilegais ou de liberdade sem lei que a controle. Quando Jesus declarou que a iniqüidade se multiplicaria estava antevendo a realidade de nossos dias. A tendência para a ilegalidade e sua pratica tem sido comum entre os cristãos. O aumento da iniqüidade, isto é, da violação dos princípios divinos, afetaria esse sentimento de relação com Cristo. O zelo e o desejo pela Casa de Deus perdem a sua força quando o coração é iníquo.

Os sinais da vinda de Jesus devem ser assuntos de interesse para todos os crentes despertados e ao mesmo tempo um grande alerta para os crentes descuidados e adormecidos espiritualmente. É, assim, posso entender que, apesar dos teólogos divergirem quanto a distinguir os primeiros 14 versículos de Mateus 24 como sendo dentro da era da graça ou da Igreja, o segredo para escapar, principalmente do período dos tempos dos gentios (que acontece a Grande Tribulação – Mt 24.14), é “perseverar ate o fim” (Mt 24.13).

VI
ISRAEL O RELÓGIO ESCATOLOGICO DE DEUS – Ezequiel 37.1-12

Israel é um dos sinais mais evidentes na atualidade em relação à volta de Cristo. Sua restauração nacional, profetizada em Ezequiel 37.1-10 é, que, através de uma visão fala metaforicamente de “um vale de ossos”, teve inicio no século passado.

 EIXO CENTRAL DO PROGRAMA ESCATOLOGICO DIVINO
A historia do plano divino em relação à humanidade tem seu eixo central na existência do povo de Israel. É o relógio pelo qual podemos acompanhar todos os eventos históricos e escatológicos do mundo. Jesus apontou-nos em sinal de sua vinda no sermão profético registrado em Lc 21.27-30: “E, então verão o filho do homem numa nuvem, com poder e grande gloria. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção esta próxima. E disse lhes uma parábola: Olhai para a figueira e para todas as arvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmo, vendo as que perto esta o verão”.
Encontramos respaldo para crer na Palavra de Deus através das profecias bíblicas cumpridas e, a se cumprirem, nos fatos da vida de Israel.
 Dispersão e regresso. Tanto as profecias sobre a dispersão do povo de Israel entre as nações quanto as referentes ao retorno a sua terra, tem tido o fiel cumprimento (Gn 12.1,2,7; Dt 32.9-11; Lv 26.33,36,37; Jr 24.6; Ez 36.24,28).

 A reunião progressiva de Israel em sua terra. Há duas importantes reuniões de Israel na sua terra que mostram a veracidade da profecia bíblica. A primeira diz respeito ao sentimento de volta ao lar que tiveram todos os israelitas dispersos pelas nações. Esse sentimento se tornou forte com o movimento sionista iniciado em 1897 por Teodoro Herzl. Pouco a pouco, sistemática e continuamente, o povo começou a voltar. Não era um simples sentimento de um homem ou de um povo e, sim, um impulso do Espírito de Deus na mente e no coração de cada judeu disperso, em cumprimento da Palavra de Deus (Jr 24.6; Ez 36.24,28). Em 1948, Israel já estava bem instalado na Palestina e a sua proclamação pela ONU como Estado foi o clímax da efetivação da promessa divina quanto ao seu retorno.

 A segunda reunião de Israel. Esta reunião acontecera no futuro próximo por ocasião da “angustia de Jacó”, conhecida como a Grande Tribulação (Ap 16.12-21). Esse evento escatológico será terrível e indescritível para o povo de Israel. Ele estará mobilizado para a grande batalha do Armagedom. Os reis da terra, isto é, os governantes do mundo todo estarão reunidos com seus exércitos e armas destrutivas para o maior combate já registrado na historia mundial. Talvez seja esta a terceira guerra mundial. Será no clímax dessa batalha que Jesus, o Messias, anteriormente rejeitado pelos israelitas, vira e destruirá os inimigos do seu povo, e implantara o Seu reino milenial (A 19.11-21). A profecia de Ezequiel 37.1-11 trata da restauração nacional, moral e espiritual de Israel. Alguns aspectos dessa profecia já tiveram o seu cumprimento e outros estão se cumprindo. Porem, o cumprimento total só acontecerá no período da Grande Tribulação e com a intervenção de Cristo, o Messias, em Jerusalém. Nesse período, a Igreja não estará na Terra, porque foi antes arrebatada para estar com o Senhor.

 A DESTRUIÇÃO PROGRESSIVA DO POVO DO NORTE
Os textos de Ez 38 – 39 e Jl 2.20 tratam a respeito da profecia bíblica sobre o bloco de nações ao norte de Israel.
 As nações do Norte. Por causa da etnia dos povos que habitam aquela região vários nomes geográficos podem ser identificados. O profeta fala de Magogue, Mesegue e Tubal (Ez 38.2,3), regiões ocupadas pelos antigos citas e tártaros, as quais hoje correspondem à Rússia, Nome como o de Mesegue converteu se em Moscou ou Moskva. Tubal é a moderna cidade russa de Tobolsk. Em Ez 38.2 temos a palavra “chefe”, tradução do termo rosh, dando a idéia do nome Rússia. No bloco das nações aliadas aparecem os nomes de Gômer, Togarma (Ez 38.6). Gômer veio ser a Germânia (atual Alemanha) e, Togarma corresponde à Armênia e Turquia. Em Ez 38.5 destacam se os persas, os etíopes e Pute. Hoje, os persas são o Irã; os etíopes, a Etiópia; e Pute, a Líbia.

 Queda e ressurgimento da confederação do Norte. Devemos entender que a queda da União Soviética não significa que a profecia tenha perdido sua validade. Na verdade, essa potencia mundial está se levantando e mostrando sua força, quando se esforça para participar das conversações de paz entre Israel e os países árabes, aos quais ela sempre apoiou. Ela perdeu o seu poder sobre o aludido bloco de nações, e alguns estudiosos interpretam essa queda como algo para acontecer em plenitude no futuro. Parte dessa profecia já começou a ter seu cumprimento porque a Rússia caiu como potencia bélica e econômica.

 A confederação do Norte combaterá a Besta na Grande Tribulação. A profecia diz que a confederação do Norte, tendo como líder Gogue, colocará seus exércitos contra a autoridade da Besta, ou seja, o Anticristo (Ez 38.2-6). A profecia indica que Gogue, chefe da terra de Magogue invadirá a terra de Israel nos últimos dias (Ez 38.8,16). É possível que essa invasão venha acontecer no período da Grande Tribulação. Os motivos principais para a invasão do “rei do norte” estão expostos em Ez 38.11,12. idéia de “tomar o despojo e de arrebatar a presa” não é difícil entender pelo fato de a antiga União Soviética ter perdido seus principais intelectuais e cientistas (na maioria judeus), os quais retornaram para Israel. Diz a Bíblia que esse invasor será destruído pela intervenção divina (Ez 38.20), nos montes de Israel (Ez 39.4). Então, as nações da Terra reconhecerão o Deus de Israel (Ez 39.21,22). Devemos entender que essa invasão nada tem a ver com a batalha do Armagedom, e a guerra da “semana profética” de Daniel (Dn 9.27). A batalha do Armagedom se dará no final da “semana”, pois o seu líder será o Anticristo, a Besta (Zc 12.3; 14.2; Ap 16.14).

 O RESSURGIMENTO DO ANTIGO IMPÉRIO ROMANO
Os texto de Dn 2.33,34,44; 9.24-27; 7.7,8,24,25; Ap 13.3,7; 17.12,13 são relativos à profecia sobre uma confederação de nações formadas na área geográfica do antigo Império Romano.
 O sentido duplo de interpretação. Essa profecia, numa parte refere se literalmente àquelas nações adjacentes ao Mediterrâneo, as quais formavam o núcleo do Império Romano e, na outra parte, figuradamente refere se apenas às características daquele Império. Tal como existiu o Império Romano, também, se levantará um da mesma forma dentro da realidade atual.

 A União Européia, uma sombra do antigo Império Romano. Especula se muito sobre a atual União Européia como um retrato dessa confederação profetizada. Não temos base consistente na Bíblia para afirmar positivamente. Mas não podemos evitar o fato de que as características dessa confederação profetizada (Dn 2.33,34,44) conferem com a profecia de Daniel. É perigoso estabelecer suposições como fatos. Por isso, o aconselhável é ficarmos dentro dos limites impostos pela profecia bíblica. No entanto, a evidencia dos sinais da vinda do Senhor Jesus em nossos dias é fortalecida pela clareza da profecia e do seu cumprimento.

O sinal de Israel é revelado à Igreja pelo seu esplendido florescimento na Terra que Deus lhe prometera – a figueira brotando -, e pela sua influencia na marcha dos acontecimentos mundiais.

VII
O ARREBATAMENTO DA IGREJA – 1 Ts 4.13-18

Quando a Bíblia fala da vinda do Senhor Jesus, o assunto aparece como um só evento. Mas só seu contexto doutrinário, ela tem duas etapas distintas. A primeira invisível para o mundo, é o arrebatamento da Igreja; a segunda, visível, fala da vinda de Jesus em gloria, especialmente para Israel (Ap 1.8; Zc 14.4)

 ESCOLA DE INTERPRETAÇÃO
Existem três escolas distintas de interpretação a respeito do arrebatamento da Igreja. Elas abrem espaço para entendermos como e quando ocorrerá esse grandioso evento.
 Pós tribulacionista. Essa escola interpreta que a Igreja remida por Cristo passará pela Grande Tribulação.

 Midi tribulacionista. Ensina que a Igreja entrará no período da Grande Tribulação até a sua metade. Seus interpretes se baseiam numa interpretação isolada de Dn 9.27, cujo texto fala que depois do opressor firmar um concerto com Israel por uma semana, “na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”.

 Pré tribulacionista. Podemos começar entendendo essa escola de interpretação com as palavras de Paulo aos tessalonicenses, quando escreveu; “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”, 1 Ts 5.9. Ensina que o arrebatamento da Igreja ocorrerá antes que se inicie o período da Grande Tribulação. É uma interpretação que honra as Sagradas Escrituras e ajusta se devidamente à esperança cristã da volta do Senhor nos ares.

 DUAS PALAVRAS GREGAS RELATIVAS AO ARREBATAMENTO
Encontramos varias palavras no grego do Novo Testamento relativas ao arrebatamento que podem aclarar nosso entendimento acerca do arrebatamento. Destacaremos duas palavras principais:
 Parousia. Literalmente quer dizer “presença”, “chegada rápida”, “visita”. É a palavra mais frequentemente usada nas Escrituras para descrever o retorno de Cristo, pois ocorre 24 vezes. Seu sentido é abrangente porque não define apenas a volta de Cristo ate ou sobre as nuvens, mas em outras vezes se refere à Sua volta pessoa à Terra (1 Co 15.23; 1Ts 2.19; 1Ts 4.15; 5.23; 2 Ts 2.1; Tg 5.7,8; 2 Pe 3.4). Portanto, o sentido é geral e não especifico. A ênfase maior é dada à vinda corporal e visível de Cristo.

 Epiphanéia. Literalmente significa “manifestação”, “vir à luz”, “resplandecer” ou “brilhar”. O sentido é mais especifico, porque se refere especialmente à vinda sobre as nuvens. É a volta pessoal de Cristo à Terra que acontecerá com uma manifestação visível e gloriosa (2 Ts 2.8; 1 Tm 6.14; 2 Tm 4.6-8). Parousia é abrangente e pode referir se tanto à vinda de Cristo para a Igreja como para o mundo. Entretanto, epiphanéia é um termo que especifica a volta de Cristo à Terra de modo mais direto, porque diz respeito à sua manifestação pessoal ao mundo.

 A diferença entre as duas etapas. Referente ao arrebatamento, Cristo virá até ou sobre as nuvens (1 Ts 4.17). Será de modo invisível para a Terra, porque virá para os seus santos nos ares. Em relação à manifestação pessoal de Cristo na Terra, Ele virá sobre as nuvens, de modo visível e com os seus santos (Cl 3.4).
No primeiro evento, Cristo, pelo poder de Sua Palavra e com voz de arcanjo, arrebatara, num abrir e fechar de olhos, a Igreja remida pelo Seu sangue (1 Co 15.52). Esse arrebatamento acontecerá antes que venha o Anticristo e instale o seu domínio sobre a terra por sete anos.
O segundo evento da volta de Cristo acontecerá no final dos sete anos de Grande Tribulação, quando Ele irá destruir o domínio do Anticristo e instalar seu reino de mil anos (Ap 19.11; 20.1-6).

 PARTICIPANTES DO ARREBATAMENTO DA IGREJA
 O próprio Senhor Jesus Cristo. Diz a Escritura: “Porque o mesmo Senhor... descerá do céu” (1 Ts 4.16). O apostolo Paulo da ênfase ao senhorio de Jesus conquistado no Calvário quando diz: “o mesmo Senhor”. Os vivos em Cristo e os mortos salvos receberão a ordem de comando do próprio Senhor Jesus Cristo.

 O arcanjo. A tradução do texto diverge na forma, mas não anula o fato conforme está escrito: “à voz do arcanjo” ou “com voz de arcanjo” (1 Ts 4.16). O texto de Daniel indica que o arcanjo Miguel participará do evento da segunda vinda de Cristo (Dn 12.1), mui especialmente da epiphanéia, quando Cristo, rodeado de exércitos celestiais, descerá sobre a Terra, no monte das Oliveiras (Zc 14.3,4; Ap 1.6,7). Porem no evento do arrebatamento da Igreja, a participação do arcanjo será efetuada pela voz de comando e chamamento, a qual será ouvida apenas pelos remidos.

 Os mortos em Cristo. Naquele dia, os mortos e os vivos em Cristo ouvirão a voz de chamamento da trombeta do Senhor pelo arcanjo, e “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.51,52), estarão na presença do Senhor nos ares, com corpos glorificados. A palavra “mortos” diz respeito aos santos que ressuscitarão com corpos transformados em corpo espiritual (soma pneumatikon), enquanto que, os corpos dos ímpios permanecerão em suas sepulturas ate o dia do Juízo Final (Ap 20.12). Assim como Cristo ressuscitou corporalmente, também, os crentes salvos ressuscitarão corporalmente (Lc 24.39; At 7.55,56). Na lição referente à ressurreição tratamos sobre a natureza dos corpos ressurretos.

 Os vivos preparados. O mesmo poder transformador operado nos corpos dos que morreram no Senhor atuará nos corpos dos crentes vivos naquele dia. Aos tessalonicenses, Paulo declarou: “depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados” (1 Ts 4.17); e aos coríntios, também, disse: “nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (1 Co 15.51). Quase que simultaneamente à ressurreição dos mortos em Cristo naquele momento, os vivos em Cristo também ouvirão a voz do arcanjo, e num tempo incontável, serão transformados e arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. Os corpos mortais serão revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderá entrar na presença de deus. Será o poder do espírito sobre a matéria, do incorruptível sobre o corruptível (1 Co 15.53,54). O arrebatamento dos vivos implica livrá-los do período terrível da Grande Tribulação.

 ELEMENTOS ESPECIAIS DO ARREBATAMENTO
Alguns elementos especiais e misteriosos indicam a natureza e procedimento do arrebatamento da Igreja na vinda do Senhor.
 Surpresa. Esse elemento é rejeitado por alguns grupos que entendem que não haverá dois eventos distintos; o arrebatamento da Igreja e a vinda pessoal de Cristo. Ora, o que a Bíblia nos ensina é que, a Igreja, constituída pelos mortos e vivos em Cristo, se encontrará nas nuvens com o Senhor. Se por alguns a idéia da surpresa é rejeitada, uma grande maioria crista prefere o que declara as Escrituras que destacam o elemento surpresa (Tt 2.13; Mt 24.35,36, 42,44; 25.13). Esse elemento é fundamental porque a Igreja vive na esperança da vinda do Senhor.

 Invisibilidade (1 Ts 4.17). Por que será um evento invisível e para quem? Será invisível para o mundo material porque os arrebatados serão constituídos somente dos transformados. A transformação será tão parida, que nenhum instrumento cronológico terá condição de perceber ou marcar o tempo. Quando o crente conquistar esse corpo imaterial, a matéria perdera totalmente sua força (1 Co 15.43,44,49,51,53).

 Imaterialidade (1 Co 15.42,52,53). Na verdade, a transformação que ocorrera na vinda do Senhor será extraordinária e gloriosa, pois o que é material se revestira do imaterial, o corruptível do incorruptível. Todas as limitações da matéria serão anuladas completamente, pois, literalmente, nossos corpos serão revestidos de espiritualidade.

 Velocidade (1 Co 15.52). Para tentar explicar a velocidade do evento, Paulo usou o termo grego átomos, que aparece no texto sagrado pela expressão “num momento”, cujo sentido literal é indivisível (quanto ao tempo, aqui). A palavra átomos era usada para denotar “algo impossível de ser cortado ou dividido”. Também encontramos outras expressões bíblicas para denotar velocidade, tais como “abrir e fechar de olhos”, ou “piscar de olhos”. Mesmo em época avançada e de tecnologia, nada poderá contar e detectar o momento do milagre do arrebatamento da Igreja.

Estudar e meditar sobre o arrebatamento da Igreja promove nos remidos a fé e a esperança na vinda do Senhor. Não nos preocupamos demasiadamente com as varias teorias de interpretação sobre o arrebatamento (se ocorrera antes, no meio ou depois da Grande Tribulação), permaneçamos, sim, atentos ao fato de que Jesus virá. Devemos estar preparados para encontrar com o Senhor.

VIII
O TRIBUNAL DE CRISTO – 2 Coríntios 5.1-10; Apocalipse 19,9; Mateus 25.10.

Na sequência dos eventos escatológicos, dois deles subsequentes ao arrebatamento da Igreja acontecerão no céu: o tribunal de Cristo e as bodas do Cordeiro. Os eventos na Terra depois do arrebatamento da Igreja já aconteceram durante a Grande Tribulação. Nesta seção, trataremos especialmente sobre o tribunal de Cristo, período de julgamento das obras dos santos arrebatados para a presença de Cristo.

 O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO
O apostolo Paulo descreve em 1 Co 3.9-15, o cristão como um construtor que usa vários tipos de materiais numa construção. Assim, no sentido espiritual, o valor do seu trabalho vai depender dos materiais que ele usara para construir sua obra. Paulo adverte: “cada um veja como edifica” (1 Co 3.10). A construção do cristão precisa ser feito sobre um fundamento eficaz e correto, e com materiais de qualidade que dêem sustentação à sua vida espiritual.
Duas palavras distintas na língua original do Novo Testamento esclarecem bem o sentido da palavra tribunal: criterion, conforme está em Tg 2.6 e 1 Co 6.2,4; e bimá, encontrada em 2 Co 5.10, (também em Ne 8.4). O termo criterion significa “instrumento ou meio para provar ou julgar qualquer coisa”. Ou seja: “a regra pela qual alguém julga”, ou “o lugar onde se faz o juízo”, o tribunal de um juiz ou de juizes. O termo bimá comumente significa uma “plataforma ou um banco de assento onde o juiz julga”. Havia naqueles tempos tribunais militares e, também, o tribunal (bimá ou assento) da recompensa, especialmente utilizado nos jogos gregos de Atenas. Os atletas vencedores eram julgados perante o juiz da arena e galardoados por suas vitórias.

 ASPECTOS GERAIS DO TRIBUNAL DE CRISTO
 O tempo. É lógico que o tribunal não pode acontecer5 logo após a morte de qualquer cristão. Ele se dará por ocasião de um tempo especial e determinado depois do arrebatamento da Igreja.

 O lugar. Não há texto especifico que declare, mas o contexto bíblico indica que, uma vez a Igreja arrebatada ate as nuvens, nos céus, a instalação do tribunal de Cristo, inevitavelmente, terá de ser no céu, nas regiões celestiais.

 Os julgados. Quem será julgado no tribunal? Quais são os sujeitos desse tribunal? Concerteza, as pessoas julgadas nesse tribunal são os santos remidos por Cristo. O texto de 2 Co 5.1-10 fala daqueles que lutam nesta vida para alcançarem o privilegio de serem revestidos de uma habitação espiritual no céu. Não haverá discriminação nesse lugar. Só entrarão os salvos, os remidos. Não haverá lugar nesse tribunal para julgamento condenatório.

 O juiz. O apostolo Paulo declara que o exame das obras dos crentes será realizada perante o Filho de Deus (2 Co 5.10). O próprio Jesus falou que todo o juízo é colocado nas mãos do Filho de Deus. Faz parte da exaltação de Cristo depois de Sua conquista no Calvário receber do Pai toda a autoridade e poder para julgar.

 COMO PROCEDERÁ O TRIBUNAL DE CRISTO
 A forma de exame. É claro que não se trata de examinar quem será salvo ou não. A salvação do crente implica no ato especial da misericórdia divina mediante a aceitação da obra expiatória de Cristo e a sua manutenção enquanto ele estiver neste mundo. Todo crente está livre do Juízo se permanecer fiel até o fim (Rm 8.1; Jo 5.24; 1 Jo 4.17). Então, o julgamento não tratara da questão do pecado, de condenação, uma vez que o pecado já foi abolido na vida do crente e, por isso, ele estará no céu.

 Os materiais da obra de cada crente (1 Co 3.12). O apostolo Paulo mencionou seis diferentes materiais que, figuradamente, representam os elementos que empregamos na construção de nossa vida crista. Os materiais são indicados como ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Os três primeiros são resistentes ao fogo do julgamento de Cristo. Os três últimos são frágeis e não resistem ao juízo de fogo.

 A obra de cada um será provada (1 Co 3.13-15). O tribunal de Cristo avaliara os materiais que temos utilizado na construção do edifício da nossa vida crista. As obras feitas com madeira, feno e palha serão manifestas naquele dia, e o galardão será consoante à avaliação divina. Os materiais de madeira, feno e palha são inflamáveis e perecíveis, por isso, tudo o que for construído com eles não subsistirá.

 O juízo que determinará a qualidade das obras feitas (2 Co 5.10). As obras praticadas pelos crentes serão submetidas ao julgamento naquele dia para se determinar se são boas ou más. A palavra “mal” na língua grega aparece como kakos ou poneros, e ambas significam aquilo que é eticamente mal. Porem, a palavra poneros, alem de denotar maldade, tem o sentido de se estar praticando alguma coisa de total inutilidade. Portanto, o que Paulo entendia como obras más era a pratica de coisas sem utilidade alguma, feitas com materiais espiritualmente imprestáveis.

 EXAME FINAL NO TRIBUNAL DE CRISTO
No texto de 1 Co 3.14,15 está declarado que haverá dois resultados finais do exame (a prova do fogo) das obras manifestas: o recebimento e a perda da recompensa.
 Perda da recompensa. Esse fogo nada tem a ver com o fogo do Geena. O fogo do tribunal de Cristo é figura da luz que revela as impurezas, ou seja, a purificação. Portanto, as obras feitas por impulso carnal e para a ostentação da carne não suportarão o calor do fogo de Deus, por mais bonitas que sejam, serão desaprovadas.

 Obtenção da recompensa. As obras praticadas com materiais indestrutíveis na prova do fogo serão dignas de recompensa final. O Novo Testamento apresenta varias recompensas, mas destaca algumas relativas às atividades especiais. O próprio Senhor Jesus, Juiz desse tribunal, é quem fará a entrega dos prêmios, galardões, recompensas (2 Co 9.6). Ele declara a João, na ilha de Patmos, dizendo: “O meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12). O apostolo Paulo declara, também, que todo crente receberá o seu louvor (elogio) da parte de Deus (1 Co 4.5).

 Tipos de recompensa. O Novo Testamento usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era crista relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como premio. Havia coroas de vários materiais representando o tipo de vitória conquistada por aqueles vencedores (1 Co 9.24,25).
 A coroa da vitória (1 Co 9.25). A vida crista se constitui numa batalha espiritual contra três inimigos terríveis: a carne, o mundo e o Diabo. Esta coroa é denominada, também, como coroa incorruptível, porque se refere à conquista do domínio do crente sobre o velho homem.

 A coroa de gozo (1 Ts 2.19; Fp 4.1). A palavra gozo significa prazer, alegria, satisfação. Uma das atividades crista que mais satisfazem o coração do crente é o ganhar almas. Isto é, praticar o evangelismo pessoal e ganhar pessoas para o reino de Deus. Na busca do gozo nesta vida, nada é comparável ao de salvar almas para Cristo, livrando as da perdição eterna. Por isso, quem ganha almas, sábio é (Pv 11.30; Dn 12.32).

 A coroa da justiça (2 Tm 4.7,8). É o premio dos fieis, dos batalhadores da fé, dos combatentes do Senhor, os quais vencendo tudo esperam a Sua vinda.

 A coroa da vida (Ap 2.10; Tg 1.12). Não se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um premio especial porque implica conquista de um tipo de vida superior à vida terrena, ou simples vida espiritual, como a tem os anjos. É a modalidade de vida conquistada mediante a obra expiatória de Cristo Jesus – a vida eterna. É o galardão da fidelidade do crente.

 A coroa de gloria (1 Pe 5.2-4). Certos eruditos na Bíblia entendem que esta coroa é o galardão dos ministros fieis que promoveram o reino de Deus na Terra, sem esperar recompensa material.

A lição maior que aprendemos acerca do tribunal de Cristo consiste em atentarmos diligentemente para a nossa responsabilidade individual como cristãos no que se refere às ações tanto as de caráter social quanto as espirituais praticadas em beneficio do reino de Deus.


IX
AS BODAS DOO CORDEIRO – Mateus 25.1-12

A ceia das bodas do Cordeiro é a expressão máxima da relação entre Cristo e Sua Igreja. É a figura do casamento, do esposo e a esposa, que aparece na Bíblia em varias passagens (Jo 3.29; 2 Co 11.2; Ef 5.25-33; Ap 19.7,8; 21.41 – 22.7). O texto de Mateus 25 apresenta uma parábola de Jesus que retrata a historia de um casamento, e que oferece dupla interpretação: uma sobre Israel e outra a respeito da Igreja.

 ANALOGIA CORRETA DA PARÁBOLA
 Fundo histórico. Jesus ilustrou Seu ensino utilizando-se do costume oriental para o casamento. Depois de feitas as cerimônias religiosas, começava-se a celebração festiva do casamento. A festa podia prolongar-se por vários dias, dependendo das possibilidades do pai da noiva. Nos festejos noturnos, os convidados deviam sempre ter lâmpadas acesas. No caso da historia de Jesus. O noivo atrasou. Os convidados deveriam estar devidamente preparados com azeite em suas vasilhas e nas lâmpadas. Qualquer convidado sem lâmpada era considerado um estranho e não podia entrar na festa.

 Correntes de interpretação. A primeira interpretação diz que as virgens representam o remanescente judeu (144 mil) salvo no período da Grande Tribulação. A segunda distingue os dois grupos como uma representação dos crentes salvos e dos crentes apenas nominais no seio da Igreja, quando da vinda de Cristo. Terceira interpreta as dez virgens como um todo e, também, cada crente individualmente.

 Quem são as dez virgens? (Mt 25.1) Não são dez pretendentes do esposo. Nem são dez igrejas cristãs que competem pelo mesmo esposo. São, na verdade, os crentes individualmente que compõem o corpo da Igreja (a esposa do Cordeiro). O numero dez não tem um significado dogmático ou doutrinário e, sim, um sentido de inteireza. Representa a noiva na sua inteireza. Jesus via a Igreja como um todo, o corpo invisível em toda a Terra (1 Co 12.12,14,27). Ele via, também, a igreja local e visível, isto é, os membros em particular.

 Poe que as palavras “esposo” e “esposa”? No oriente, o noivado é tão serio quanto o casamento. Na historia bíblica a mulher comprometida em noivado era chamada esposa e, apesar de não estar unida fisicamente ao noivo, ela estava obrigada à mesma fidelidade como se estivesse casada (Gn 29.21; Dt 22.23,24; Mt 1.18,19). A Igreja é a esposa de Cristo porque está comprometida com Ele (Ap 19.7; 21.9; 22.17).

 AS CONDIÇÕES ESPIRITUAIS DA ESPOSA (Mt 25.2-5)
 Duas classes de crentes: os insensatos e os cautelosos. Essas duas classes são uma realidade espiritual na Igreja de Cristo. São identificadas por Jesus como loucas e prudentes. As loucas representam os cristãos insensatos e alienados espiritualmente. São aqueles cristãos que não agem racionalmente na sua vida de fé, por isso, não sabem o que estão fazendo. As prudentes representam os cristãos cautelosos e previdentes que matem uma vida de vigilância e espiritualidade.

 Ingredientes indispensáveis para estar nas bodas. Aquelas virgens tinham vasilhas e lâmpadas (Mt 25.7-9). Mas precisavam, na verdade, ter o principal elemento: o azeite. As loucas não levaram azeite em suas vasilhas, mas as prudentes sim. Estavam devidamente preparadas. Aqueles virgens tinham que ter vestidos brancos de linha fino (Ap 19.8), lavadas no precioso sangue do Cordeiro (Ap 7.14). Precisavam de calçados do Evangelho da Paz (Is 52.7; Ef 6.15). Tinham que ter com elas vasilhas de azeite (Mt 25.4; Ef 5.18) e o próprio azeite (Mt 25.3,4), que é o símbolo do Espírito Santo.

 O TEMPO DAS BODAS – (Mt 25.6)
 O sentido do clamor da meia-noite. O texto diz: “Mas à meia-noite, ouvi-se um clamor” (Mt 25.6). Que representa a meia-noite? É o tempo do clímax da esperança da Igreja. É o fim e o principio de um tempo (dia, dispensação, era). É a hora do silencio total, quando todos dormem. Pode ser a consumação ou principio de um novo dia ou tempo. Não é difícil de estabelecer o tempo desse evento. Ele acontecera entre o arrebatamento da Igreja e a segunda fase da volta de cristo à terra. Ocorrera, precisamente logo após o julgamento das obras dos crentes no tribunal de Cristo, visto que em Ap 19.8, a esposa aparece vestida de linho fino que “são as justiças dos santos”.

 O Dia d e Cristo (Fp 1.10). Na linguagem escatológica a palavra “dia” é interpretada, literal ou figuradamente, dependendo do seu contexto. Dia pode, então, representar ano, ou seja, um igual a um ano, conforme se percebe na profecia de Daniel capitulo 9. Destacamos no contexto bíblico quatro dias (anos, tempos) históricos para a humanidade: o “dia do homem” (1 Co 4.3), que compreende o tempo da historia da humanidade; o Dia de Cristo (Fp 1.10), que diz respeito, especialmente, ao tempo de sete anos, nos quais a Igreja estará no céu e, simultaneamente, ocorrera na Terra a Grande Tribulação; o Dia do Senhor (1 Ts 5.2), a manifestação pessoal e visível de Cristo no final da Grande Tribulação, e durará mil anos (Milênio); e, finalmente, o Dia de Deus (2 Pe 3.12,13), que é o tempo do Juízo Final e da restauração do Reino eterno.

Neste estudo, o Dia de Cristo abrange três fatos escatológicos especiais, os quais são: o encontro da Igreja com Cristo nas nuvens (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17); o tribunal de Cristo (2 Co 5.10; Fp 1.10; 2 Co 1.14; Ef 5.27); e, as bodas do Cordeiro (Ap 19.7).

 CARACTERÍSTICAS DAS BODAS
 Lugar das bodas (Ap 19.1; 21.9). Pela ordem normal dos acontecimentos escatológicos, esse evento acontecera no céu. Quando João declarou “ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão que dizia: Aleluia”, ele identificou naturalmente o lugar. Alegria e triunfo pelas vitorias do Cordeiro são demonstradas e, a seguir, surge a noiva do Cordeiro já glorificada, coroada e preparada para o glorioso casamento. Entendemos, então, que o céu é o lugar mais adequado para esse acontecimento extraordinário.

 Participantes das bodas. O casamento é de Cristo e a Igreja, mas os convidados são muitos. De acordo com Dn 12.1-3 e Is 26.19-21, o Israel salvo da Grande Tribulação e os santos do Antigo Testamento são os convidados especiais. Devemos ter cuidado na interpretação desse evento para não confundirmos nem misturarmos os fatos que envolvem as bodas no céu e as bodas na terra. No céu, as bodas são da Igreja e o Cordeiro (Ap 19.7-9). Na Terra, as bodas envolvem Israel e o Cordeiro (Mt 22.1-14; Lc 14.16-24; Mt 25.1-13). A cena das bodas no céu difere das bodas na Terra, Israel estará esperando que o esposo venha convidá-los a conhecer a esposa (a Igreja), que estará reinando com Ele no período milenial.

No céu, os salvos receberão as recompensas (coroas) por suas obras feitas na Terra, e a boda do Cordeiro coroará a Igreja pela sua fidelidade a Cristo.


X
A GRANDE TRIBULAÇÃO 21.28-31; 1 Tessalonicenses 5.1-4,9

“Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o principio do mundo ate agora, nem tampouco haverá jamais” (Mt 24.21)


Na sequencia dos eventos escatológicos, enquanto a Igreja arrebatada e ressuscitada está no céu (nos ares) com Cristo, inicia-se um novo e terrível período na Terra, identificado na linguagem bíblica como a Grande Tribulação. Esse período será precedido por vários sinais reconhecidos pelos que lêem e estudam as profecias.

 O QUE É A GRANDE TRIBULAÇÃO
 O sentido da palavra “tribulação” na Bíblia. Na língua grega do Novo Testamento, tribulação aparece como thilipsis que significa “colocar uma carga sobre o espírito das pessoas”. Na tradução Vulgata Latina, a palavra é tribulum e se refere a uma espécie de grade para debulhar o trigo. Ou seja: instrumento que o lavrador usa para separa o trigo da sua palha. A idéia figurada, aqui, é a de afligir, pressionar.
Analisada à luz do contexto bíblico, a palavra pode referir-se tão somente a um tipo de pressão, aflição ou angustia que se passa na vida cotidiana. Outras vezes, tem o sentido do escatológico.

 O sentido da expressão Grande Tribulação. A expressão é essencialmente escatológica. No Antigo Testamento é identificada por outros nomes tais como “o dia do Senhor” (Sf 1.14-18; Zc 14.1-4); “a angustia de Jacó” (Jr 30.7); “a grande angustia” (Dn 12.1); “o dia da vingança” (Is 63.1-4); “o dia da ira de nosso Deus”. No Novo Testamento, a expressão ganha maior sentido com o próprio Senhor Jesus ao identificar aquele tempo como período de “grande aflição” (Mt 24.21), depois em Ap 7.14, como a Grande Tribulação.

 Estará a Igreja na Grande Tribulação? Existem duas linhas de entendimento acerca desse assunto; uma acredita que a Igreja não estará no primeiro período da Grande Tribulação; outra afirma que a Igreja sofrerá no primeiro período da Grande Tribulação. Os partidários do arrebatamento da Igreja depois da Grande tribulação insistem que os rigores da tribulação são exclusivamente para Israel. Porem entendemos que o arrebatamento dos santos em Cristo se dará, nem na metade nem depois da tribulação, mas exatamente antes, dela, para livrar a Igreja desse inigualável tempo de sofrimento (1 Ts 1.10; 3.10). Podemos perceber que os juízos catastróficos de Deus sobre Israel e o mundo naqueles dias só terão inicio depois que a Igreja for retirada da Terra. Ate o capitulo 5 de Apocalipse se fala da Igreja, mas no capitulo 6, quando se iniciam os juízos, a Igreja não mais aparece, senão no capitulo 19. Os partidários da idéia de que a Igreja estará na primeira metade da Grande Tribulação confundem essa metade, que será de uma falsa paz negociada entre Israel e o Anticristo (Dn 9.27). Não cremos que a Igreja necessite de paz do Anticristo bem como não podemos interpretar o cavaleiro do cavalo branco de Ap 6.2 como sendo Cristo, uma vez que na sequencia do texto os outros cavalos e seus cavaleiros são demonstrações dos juízos divinos (Ap 6.2-8)

 PROPÓSITOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO
Dois principais propósitos se destacam: o primeiro é levar Israel a receber o seu Messias; e o segundo é trazer juízo sobre todo o mundo, especialmente, sobre às nações incrédulas.
 Levar Israel a receber o Messias. O profeta Jeremias profetizou que esse tempo seria identificado como “o tempo da angustia de Jacó” (Jr 30.7). Revela que será um tempo especialmente para os filhos de Jacó, isto é, Israel. “Todos os eventos desse período são indicados na Bíblia como ‘o povo de Daniel”, “a fuga no sábado”; “o tempo e o lugar santo”, “o santuário”, “o sacrifício”, e outras mais. São expressões típicas da experiência política e religiosa de Israel. Portanto, antes de qualquer outra coisa, esse período é especialmente para o povo judeu. Outrossim, o propósito de Deus para com Israel na tribulação é o de trazer conversão a esse povo, porque parte dele se converterá e entrará com o Messias no reino milenial (Ml 4.5,6). Quando o Messias surgir, não só os judeus povoarão a Terra, mas uma multidão de gentios se converterá pela pregação do remanescente judeu (Mt 25.31-46; Ap 7.9), e entrará no reino milenial de Cristo.

 Trazer juízo sobre o mundo. Ap 3.10 revela esse propósito quando fala a igreja de Filadélfia: “também eu te guardarei da hora da angustia que há de vir sobre o mundo inteiro”. A mensagem é para a Igreja e dá a garantia de que será guardada daquele tempo. Mais uma vez compreende-se que a Igreja não passara pela Grande Tribulação. Entendemos que esse período alcançara a todas as nações da Terra (Jr 25.32,33; Is 26.21; 2 Ts 2.11,12), e Deus estará julgando-as por sua impiedade. Diz a Bíblia que as nações da terra terão sido enganadas pelo ensino da grande meretriz religiosa, chamada Babilônia (Ap 14.8). Esses juízos virão para purificar a Terra e, quando o Messias assumir o comando mundial de governo, haverá paz e justiça.

 O TEMPO DA GRANDE TRIBULAÇÃO
Não há texto bíblico mais explicito quanto ao tempo da grande Tribulação do que a profecia de Daniel 9.24-27 acerca das setentas semanas determinadas por Deus para a manifestação dos juízos de Deus sobre Israel e sobre o mundo.
 O que são as setentas semanas. A identificação começa com Dn 9.24. “Setentas semanas estão determinadas”. A palavra semana interpreta-se como semana de dias. O numero sete indica a quantidade de dias multiplicados por setenta (70 x 7) dá o total de 490 anos.

 Os três períodos das 70 semanas. O primeiro período de sete semanas, equivale a 49 anos, teve o seu inicio no reinado de Artaxerxes através de Neemias, copeiro-mor (Ne 2.1,5,8), quando pediu ao rei para voltar à sua terra e reedificar a cidade e os seus muros. Ocorreu em 445 a.C. quando foi dada a ordem “para restaurar e reedificar Jerusalém” (Dn 9.25). O segundo período de 62 semanas, equivalentes a 434 anos, refere-se ao tempo do fim do Antigo Testamento até a chegada do Ungido, o Messias. Nesse período, o Ungido seria rejeitado e ultrajado pelo seu povo, e morto (Dn 9.26). Cumpriu-se esse segundo período ate o ano 32 d.C., quando Cristo, o Ungido, foi rejeitado e morto pelos judeus. Ate então, 69 semanas (ou 483 anos) se cumpriram. O terceiro período abrange “uma semana” (7 anos) conforme está no texto de Dn 9.27. Misteriosamente, acontece um intervalo profético na sequencia natural das 70 semanas identificado como o tempo dos gentios (o nosso tempo), no qual se destaca, especialmente, a Igreja constituída de um povo remido por Jesus e que está em evidência até o seu arrebatamento par o céu. Terá inicio, em seguida, a ultima semana, a 70ª.

 A ultima semana profética. No texto de Dn 9.26 surge “um povo e um príncipe” que virão para assolar e destruir a Israel sob “as asas das abominações”. Esse príncipe não é outro senão “o assolador”, o “Anticristo”, “o homem do pecado” e “o príncipe que há de vir” (Dn 9.26). Ele fará uma aliança com Israel “por uma semana” (Dn 9.27). Vira com astucia e inteligência. Sua capacidade de persuasão será enorme e, na aliança que fará com Israel, não terá a plena aprovação desse povo. Sua tentativa será a de estabelecer a paz sobretudo no Oriente Médio oferecendo um tratado. O mundo todo o honrara e o admirara naqueles dias. Ele se levantara de uma força política mundial, uma confederação européia, que, na linguagem figurada da profecia, aparece como “um chifre pequeno” que surge do meio de “dez chifres” do “animal terrível espantoso”, conforme Dn 7.8. Esse “animal terrível e espantoso” pode ser identificado como o sistema europeu, equivalente ao antigo Império Romana. Num breve espaço “ metade da semana” (três anos e meio), esse líder alcançara o apogeu do seu domínio mundial e então haverá uma falsa paz. Nesse momento se dará o rompimento da aliança com Israel. O príncipe, embriagado pelo poder político, entrará em Israel e então se iniciará “a grande angustia de Israel” ( 2 Ts 2.4; Ap 13.8-150, a Grande Tribulação.

A Grande Tribulação não se destina à Igreja de Cristo e, sim, para o povo de Israel e o mundo gentio. Todos os juízos de Deus profetizados terão o seu cumprimento. Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja findando o parêntese profético entre a 69ª semana e 70ª. Não sabemos o dia da volta do Senhor, mas sabemos que é a nossa missão principal – pregar o Evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens.

XI
ISRAEL NA GRANDE TRIBULAÇÃO – Apocalipse 12.1-12
“E eles venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho”

A Grande Tribulação retrata perfeitamente o confronto entre o bem e o mal e a vitoria final de Cristo.
É o povo de Israel a razão mais evidente da Grande Tribulação. Ele é o alvo principal por causa das suas relações com o plano redentor de Deus para com a humanidade. Israel foi escolhido para representar os interesses divinos na Terra. Mas lamentavelmente, não foi fiel aos pactos e, por isso, houve a mudança no plano divino. Sua desobediência, prevaricação e idolatria serão castigados nesse período. No entanto, o propósito de Deus não é só de castigar Israel, mas também o de mostrar sua fidelidade e amor par com seu povo.

 A MULHER VESTIDA DE SOL (Ap 12.1,2)
Depois dos vários eventos catastróficos efetivados pela abertura dos sete selos e das sete trombetas, surge um intervalo com uma serie de visões e, então, haverá o derramamento das sete taças de pragas sobre a Terra. Três personagens são destacados no capítulo 12 de Apocalipse: a mulher vestida de sol, o grande dragão vermelho e o filho varão.
 Quem é a mulher vestida de sol? Há varias interpretações acerca dessa mulher e o que ela representa. Segundo a linha de interpretação que adotamos entendemos que ela não representa a Igreja de Cristo, uma vez que esta estará no céu com Cristo. Também a mulher não representa a Igreja do Antigo Testamento, nem tampouco representa Maria, a mãe de Jesus. Indiscutivelmente, representa o povo de Israel.

 Os símbolos da mulher. Os símbolos que estão em torno da mulher – o sol, a lua e 12 estrelas – estão associados aos filhos de Israel (Gn 37.9; Jr 31.35,36; Js 10.12-14; Jz 5.20; Sl 89.35-37).

 O GRANDE DRAGÃO VERMELHO (Ap 12.3,4)
 Quem é o grande dragão vermelho. Representa Satanás (Ap 12.9). Essa criatura animalesca e vermelha é a figura do poder do mal e da destruição que vira sobre a nação israelita naqueles dias. O vermelho indica o seu poder sanguinário objetivando matar especialmente a mulher e seu filho.

 2. O poder do dragão. Um detalhe especial desse dragão são as sete cabeças e dez chifres, alem de sete coroas sobre essas cabeças (Ap 12.3). As mesmas características desse dragão aparecem sobre a Besta nos capítulos 13 e 17 de Apocalipse. Os poderes que a Besta (Anticristo) demonstrará nos dias da Grande Tribulação serão advindos de Satanás. As sete cabeças e os diademas sobre elas simbolizam os grandes reinos e os poderes desses reinos. Satanás usará de toda a sua força para destruir Israel naqueles dias. Ele é o dragão vermelho que se lançará contra o povo de Deus representado pela mulher.

 3. Que representam as estrelas do céu? (Ap 12). Alguns interpretes afirmam que serão homens proeminentes do mundo que se levantarão contra Israel para destruí-los da face da Terra. Porem, a interpretação mais aceitável indica que se trata de demônios sob a égide de Satanás, os quais, lançados sobre o mundo, promoverão grande desordem moral, social e espiritual no seio da humanidade.

 O FILHO VARÃO (Ap 12.5)
 Quem é o filho varão. Os interpretes divergem aqui. Há os que afirmam se tratar da Igreja, equivocadamente. Outros entendem que se trata dos mártires da Grande Tribulação, e outros afirmam que esse filho varão representa o remanescente judeu então.

 Jesus, o mais evidente. A interpretação mais aceitável diz que esse filho varão representa Jesus, uma vez que somente Ele, o Messias, “regerá as nações com vara de ferro”. O Salmo 2 é messiânico e se constitui num rico contexto profético no cumprimento da profecia de Apocalipse 12.5. Israel representa a mulher, e o filho varão representa Jesus. Ele nasceu de mulher israelita. Por isso, quando o texto diz que a mulher (Israel) deu à luz um filho varão, está, na realidade, falando do nascimento humano de Jesus. Quando fala que o “filho foi arrebatado para Deus e para seu trono”, refere-se à ascensão vitoriosa de Cristo depois da Sua ressurreição.
Há um paralelo entre Ap 12 e Miquéias 5, que identifica a mulher como a nação israelita. Mq 5.2 fala sobre o nascimento d’Aquele que seria o Senhor em Israel, o Messias. Entretanto, por causa da rejeição deste governante (o Messias) na Sua primeira vinda, a nação foi posta de lado. O texto de Mq 5.3 declara assim: “os entregará até ao tempo em que a que está de parto tiver dado à luz”, indicando que a nação estará com dores de parto até o tempo de dar à luz o filho. Também, em Rm 9.4,5 o apostolo Paulo fala dos israelitas e declara que Cristo veio de Israel, segunda a carne.

 A tentativa inútil do grande dragão contra o filho varão. Satanás, o grande dragão vermelho não conseguira alcançar o filho varão porque ele foi arrebatado para o seu trono. O filho varão de Israel, arrebatado do poder de Satanás, um dia descerá em grande pompa sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.1-9) e, então, tomará as rédeas do governo mundial sob o poder de Diabo, o Anticristo e o Falso Profeta.
Na vinda poderosa do filho, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo (Ap 19.19,20). No mesmo ímpeto da gloriosa vinda do filho varão, o grande dragão, que é Satanás, será amarrado e lançado no Poço do Abismo (Ap 12.7-9; 20.1-3).

 A FUGA DA MULHER PARA O DESERTO (Ap 12.6)
 O deserto (Ap 12.6). Não se refere aqui especificamente a um lugar geográfico, mas metafórico. Nas terras do Oriente Médio o deserto é o lugar mais apropriado para fugitivos. A mulher representa a nação de Israel, depois de perseguida pelo grande dragão vermelho, que foge para um lugar de refugio no deserto, para escapar à fúria de dragão o Diabo

 O período do refugio (Ap 12.6). As pressões sobre Israel serão enormes naquele período, mas o grupo fiel encontrara refugio por 1.260 dias. No calendário judaico de 360 dias, os 1.260 dias equivalem à metade da semana profética de Daniel 9.27, ou seja, três anos e meio. Essa mesma cifra de 1.260 dias equivale a outras cifras tais como quarenta e dois meses, ou “um tempo, tempos e a metade de um tempo”. Essa diferença de linguagem não muda o sentido real da profecia, porque a cifra é a mesma. É exatamente o período mais terrível que sobrevirá sobre Israel na sua terra.

 O remanescente judeu (Ap 12.17). No período final da Grande Tribulação, o remanescente judeu, constituído de israelitas fies ao antigo pacto, não se submetera ao sistema do Anticristo, que é a Besta que subiu do mar de Ap 13.1,2, e terá de fugir para o deserto (Ap 12.17). É, sem duvida, o remanescente judeu salvo na Grande Tribulação.

 UMA BATALHA ANGELICAL NO CÉU (Ap 12.7-9)
 O arcanjo Miguel. Nesta batalha os anjos de Deus sob o comando do arcanjo Miguel, o protetor dos filhos de Israel, abatem completamente os anjos caídos sob o comando de Satanás, o grande dragão vermelho. É interessante notar que Miguel está ligado ao destino do povo de Israel (Dn 12.1). Ele é o guardião dos interesses divinos para com Israel, conforme vemos em Dn 10.13,21; Jd 9.

 Satanás, o dragão vermelho. Nessa batalha vemos o esforço de Satanás para neutralizar o plano vindicativo de Deus através dos anjos na historia do mundo e, especialmente, quanto a Israel. É um conflito entre o bem e o mal. Satanás é o grande dragão vermelho que, mais uma vez investe contra o poder de Deus representado pelo arcanjo Miguel e seus anjos. Mas o dragão é derrotado fragorosamente e expulso do céu. Os seus domínios foram desfeito

 A vitoria do bem sobre o mal. Na visão de João, o dragão quis devorar o filho varão da mulher, mas foi impedido por uma força maior, uma milícia superior a dele. Essa batalha indica que os poderes de Satanás foram reduzidos, e o mundo começa a se preparar para receber o Messias. Aprendemos aqui que o direito sempre terá de triunfar sobre o erro, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira. As vantagens de Satanás foram anuladas para que a vitória do povo de Deus prevalecesse no mundo. No texto de Ap 12.9, o dragão vermelho é definido como “o acusador (Diabo), a antiga serpente”.

Depois da vitoria de Miguel e seus anjos contra o dragão e seus aliados (demônios), diz a Bíblia que houve regozijo e alegria no céu (Ap 12.10). Esta alegria resulta do fato que a Grande Tribulação findará para Israel e para o mundo, quando Cristo voltar gloriosamente.

XII
OS GENTIOS NA GRANDE TRIBULAÇÃO – Mateus 24.15,21; Daniel 2.40-44; 7.24,25
Na lição anterior estudamos sobre o povo de Israel em relação à Grande Tribulação. Nesta, estudaremos sobre os gentios (povo não-judeus) em relação ao mesmo evento. Os povos gentios tem um papel preponderante na Grande Tribulação, por permissão de Deus, porque fazem parte de um programa divino que há de cumprir-se naquele período.

 OS TEMPOS DOS GENTIOS (Lc 21.24)
 Que são os tempos gentios. O texto de Lucas refere-se a um período especial no qual Jerusalém será pisada pelos gentios.

 A duração dos tempos dos gentios. Esse período (não o da Grande Tribulação) teve seu inicio quando uma parte de Israel foi levado de sua terra para o cativeiro na Babilônia em 586 a.C. (2 Cr 36.1-21; Dn 1.1,2) é só terminara quando Cristo voltar para governar sobre o todo o mundo, e assumir o trono de Davi (Lc 1.31,32).

 O CURSO DOS TEMPOS DOS GENTIOS
Duas revelações paralelas no livro de Daniel nos dão a descrição completa desse período.
 O paralelo entre os capítulos 2 e 7 de Daniel. No capitulo 2 a visão foi dada a um rei pagão, Nabucodonosor e, no capitulo 7, a visão foi dada a um servo de Deus, o profeta Daniel. A Nabucodonosor Deus revelou o lado político dos reinos gentios representados na grande estatua. A Daniel, Deus revelou o lado moral e espiritual desse reino representados pelos “quatros animais”. A historia política havia sido mostrada a Nabucodonosor, mas a historia espiritual foi mostrada a Daniel. Notemos ainda o seguinte: No capitulo 2, as figuras representadas são tomadas da esfera inanimada, materiais como ouro, prata, bronze, ferro e barro. No capitulo 7, as figuras são representadas por seres animados, aqueles animais estranhos.

 Os quatro ventos e o Mar Grande (Dn 7.2)
 Os quatro ventos. Simbolizam os poderes celestiais que movimentam o mundo nos seus quatro pontos cardeais. São ventos que agitam as nações do mundo nos seus quatro cantos e, podem representar as grandes comoções políticas, conflitos sociais e mudanças climáticas. São poderes usados por Deus para agitar a humanidade. São específicos. Obedecem e cumprem fielmente sua missão, agitando geologicamente mares, rios e a terra com seus vulcões. Açoitam a Terra varrendo os continentes, e também sopram brandamente sobre a Terra, avisando-a de possíveis catástrofes.

 O Mar Grande. Duas correntes de interpretação têm sido apresentadas por vários estudiosos. Uns interpretam o Mar Grande como representando toda a humanidade, e não se refere a nem um mar em particular. No entanto, esse não é outro senão o mar Mediterrâneo, uma vez que, os quatro reinos mundiais (Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma) surgem junto dele.
A palavra “mar” na linguagem escatológica sempre representa as nações gentílicas (Is 17.12,13). O ressurgimento do antigo Império Romano é identificado geograficamente na Bíblia como sendo junto ao Mar Grande, que é o Mediterrâneo. O animal terrível e espantoso de Daniel 7.3, que representa o Império Romano, saía do Mar Grande.

 O PODER DOS GENTIOS (Dn 7.3-8)
 O leão com asas de águia (v.4). Assim como a cabeça de ouro da estatua do capitulo 2 representa o reino da Babilônia, também o leão na visão de Daniel (Dn 2.37,38). No mundo animal o leão é o rei dos animais, por isso, Nabucodonosor destacou-se como leão, pela sua riqueza e imponência. Era um leão com asas de águia. A águia é uma ave solitária e rainha dos ares, e indica conquista em extensão territorial. Dn 7.4 diz que depois, “foram-lhe arrancadas as asas” para indicar a queda do poderio desse rei diante do poder de Deus (Dn 4.24,25,32-37).

 O urso destruidor (v.5). Representa o império medo-persa, seqüente, que derrotou a Babilônia, e na visão do capitulo 2 é representado pelo peito e os braços de prata (Dn 2.39). Diz o texto que o urso surgiu com três costelas entre os dentes. Isto indica que dominou sem reservas as nações à sua frente. O texto de Dn 2 esclarece melhor esse fato pois os braços da estatua indicam mais especificamente a aliança da Media e da Pérsia. Daí o reino medo-persa, conhecido pelos reis que o governaram, Ciro, o persa (Dn 10.1) e Dario, o medo (Dn 11.1).

 O leopardo altivo (v.6). Animal de indescritível rapidez que representa o império grego, em paralelo com o ventre e as coxas de cobre (ou bronze) da estatua de Dn 2.32. Esse leopardo, dada a sua rapidez conquistou o mundo velozmente, a saber: Alexandre, o Grande. O animal tinha quatro asas (Dn 7.6) denotando o seu rápido progresso em apenas 12 anos. Tinha, também, quatro divisões do império grego logo depois da morte de Alexandre, o seu conquistador.

 O animal terrível e espantoso (v.7). A característica principal desse animal é o fato de não haver nele nada comparável no mundo animal. Era, de fato, incomparável em força e presença e representa o Império Romano. No capitulo 2, esse império é representado pelas pernas de ferro e os pés com mistura de ferro e barro (Dn 2.33,41). O animal se destaca pela força bruta e dureza típica do ferro, metal que o representa. Na historia mundial, esses quatro impérios foram fortes e tiveram seu final com o quarto que foi o romano. Entretanto, a profecia sobre esse ultimo império indica seu ressurgimento mo futuro, especialmente no período da grande Tribulação.

 O FIM DO PODER MUNDIAL DOS GENTIOS
 A forma política e material do poder gentio. É destacada especialmente nos dez dedos com barro e ferro (Dn 2.41,42). O fim do poder gentio está marcado pela divisão. Por isso, a ênfase nos dez dedos dos pés da estatua, o que caracteriza a fragilidade e força, autocracia e democracia do quarto reino, o romano, uma confederação simbolizada pelo ferro e o barro. Essa mistura não é natural porque se constitui de elementos soltos, ainda que juntos. Não há muita consistência. Ferro e barro se juntam, mas não se misturam. Outra verdade acerca da forma final do poder gentio é a indicação de uma ação futura, profética, algo que ainda não aconteceu (a pedra cortada do Monte) marcará o fim desse império, nos dias da Grande Tribulação (Dn 2.45).

 Visão espiritual do poder dos gentios. No capitulo 2, a forma final do poder dos gentios é demonstrada pela união de dez reis e seus reinos. Em Daniel 7.7, o destaque é o animal que aparece com dez chifres sobre a cabeça. Esses chifres indicam, também, a confederação de dez reis (nações gentílicas) para a formação do quarto grande reino mundial (Dn 7.24).

 O líder que surgirá do poder gentio (Dn 7.8). Dentre os dez reinos (dez chifres) surgirá o líder (o chifre pequeno) que se levantará e se manifestará como “o homem da perdição”, ou “Anticristo” o qual blasfemará contra o Altíssimo até que lhe venha o juízo (Dn 7.25). Na verdade, na segunda metade da “semana” predita (Dn 9.27), esse “chifre pequeno”, o Anticristo, assumirá a direção política dos reinos dos “dez chifres” (dez dedos da estatua), e infligirá sobre Israel grande perseguição (Ap 17.12,13). Sua influencia será mundial, pois conquistará o apoio das nações do mundo inteiro contra Israel. Mas ao final, esse chifre pequeno será destruído. O poder mundial dos gentios representado na estatua do capitulo 2, será detonado pela “pedra cortada do monte sem mãos” (Dn 2.34,35; 7.26,27). Tudo isso acontecerá exatamente em três anos e meio, ou seja, no período de “um tempo (1 ano), dois tempos (2 anos) e metade de um tempo (meio ano)”. Podem ser, também, o período de 42 meses iguais a 1.260 dias, conforme o calendário judaico (Dn 9.27; 12.7; Ap 12.14). Todas essas cifras correspondem a um mesmo período, a Grande tribulação, que só se findará com a vinda do Filho do Homem, Jesus Cristo (Dn 7.13,14).

Só com a intervenção divina que ocorrerá com a vinda pessoal de Cristo sobre a terra da Palestina (Zc 14.1-4), o poder mundial dos gentios e o seu domínio sobre Israel serão derrotados.


XIII
O REINO MILENIAL DE CRISTO – Apocalipse 20.1-7

“E o Senhor será rei sobre toda a Terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome” (Zc 14.9)

A volta pessoal e visível de cristo à Terra seta prevista em toda a Bíblia. Deus estabeleceu o programa de um reino teocrático, iniciado com o povo de Israel, prosseguindo no período milenial e culminando no reino eterno.

 O FIM DA GRANDE TRIBULAÇÃO
 A volta pessoal de Cristo. O texto de Zacarias 14.3,4 indica a intervenção divina sobre o monte das Oliveiras, em Israel. As nações reunidas pelo Anticristo para combater e destruir Israel serão surpreendidas pela vinda do Senhor. O texto de Jl 3.2,12 fala do vale de Josafá, identificado também como o Cedrom, localizado entre Jerusalém e o monte das Oliveiras. Será nesse lugar o encontro do Senhor contra as nações inimigas de Israel. O monte das Oliveiras, o lugar exato de onde Cristo subiu ao céu, também sobre ele descerá gloriosamente.

 A sequencia dos eventos finais (Mt 24.27-30). Nesses versículos Jesus apresentou a realidade da Tribulação (Mt 24.21). No v.27, Ele fala de sua vinda visível como “o relâmpago que sai do Oriente e se mostra até o Ocidente”. No v.28, Jesus retrata mais uma vez a visibilidade de Sua vinda usando a ilustração dos abutres atraídos pela matança. No v.29, dá a entender que a Sua vinda será logo depois da tribulação daqueles dias. No v.30, fala do sinal dessa vinda no céu, uma prova de que Ele, o Messias, virá sobre as nuvens do céu.

 A derrota do Anticristo e seus exércitos (Ap 19.15-21). Nos versículos anteriores ao 14, Cristo aparece como um grande general de exercito (como nos tempos bíblicos), e o v.15 mostra um Cristo preparado para fazer juízo sobre a impiedade do Anticristo. Diz o texto que “saía da sua boca uma espada afiada, para ferir com ela as nações”. A partir do v.17, uma grande ceia é apresentada para comer as carnes de todos os inimigos do povo de Israel que se ajuntaram para destruí-los. Mas eles serão aniquilados pelos exércitos de Cristo. No v.20, a Besta, que é o Anticristo, juntamente com o Falso Profeta são presos e lançados vivos no Lago de Fogo. Esses dois personagens não são meras figuras ou metáforas, mas realmente dois homens da parte do Diabo, que se levantarão naqueles dias.

 A vinda em glória (Ap 19.11-16). Refere-se especialmente a forma da descida gloriosa de Cristo sobre um cavalo branco. O cavaleiro que monta o cavalo do capitulo19 de Apocalipse é Jesus, porque é identificado como “Fiel e Verdadeiro”. Nada tem a ver com o cavaleiro do cavalo branco do capitulo 6 de Apocalipse o qual se refere ao Anticristo. O v.14 de Apocalipse fala dos santos que acompanham a Cristo na Sua volta à Terra. Eles montam cavalos brancos e os seus cavaleiros estão vestidos de linho finíssimo. São os anjos e a Igreja de Cristo que gloriosamente participam da Sua conquista.

 PREPARAÇÃO PARA O REINO MILENIAL
Com a derrota do Anticristo e seus exércitos, Israel verá que Aquele a quem rejeitaram na primeira vinda, não é outro senão o Messias.
 A conversão a Cristo da parte dos judeus. Zc 12.10 fala do espírito de suplicas que será derramado sobre a casa de Davi, e prantearão pelo que fizeram a Cristo na sua primeira vinda. Vários textos bíblicos da profecia indicam essa conversão e renovação (Zc 13.9; Ez 36.24-31; Is 25.9; Rm 11.26). Todas esta passagens mostram que o judeus sobreviventes daqueles dias serão leais a Cristo, aceitando-o como o Messias. Porem haverá, também, muitos judeus rebeldes os quais sofrerão o juízo de Cristo (Ez 20.33-38; Ml 3.1-5).

 A prisão de Satanás (Ap 20.1-3). Antes que o Senhor instale o seu reino milenial, Satanás será preso por mil anos como todos os seus anjos, e assim não estarão livres para tentar as criaturas nos dias do reino milenial de Cristo.

 O REI JESUS
Será um período de completa manifestação da gloria de Cristo no Seu domínio, governo, justiça e reino (Is 9.6, Sl 45.4; Is 11.4; Sl 72.4; Dt 18.18,19; Is 33.21,22; At 3.22). Vários são os títulos e nomes de Cristo no Milênio. Ele é chamado: o Renovo (Is 4.2; 11.1; Jr 23.5; 33.15; Zc 3.8,9; 6.12,13); Senhor dos Exércitos (Is 24.23; 44.6); o Altíssimo (Dn 7.22-24); o Filho de Deus (Is 9.6; Dn 3.25); o Rei (Is 33.17,22; 44.6; Dn 2.44); o Juiz (Is 11.3,4; 16.5; 33.22; 51.4,5); o Messias Príncipe (Dn 9.25,26). Muitos outros títulos destacam as atividades do Rei Jesus.

 CARACTERÍSTICAS DO REINO MILENIAL
 Justiça. Somente os justos serão admitidos no reino (Mt 25.37; Is 60.21; 26.2). A justiça será sinônimo do Messias (Ml 4.2; Is 46.13; 51.5).

 Obediência. Foi o propósito original de Deus na criação do mundo o estabelecimento de um principio de obediência completa e voluntaria a Deus. A arvore da vida foi colocada no Éden como uma prova de obediência (Gn 2.16,17). Diz a Bíblia que Deus sujeitou todas as coisas Àquele que é o Senhor (Ef 1.22).

 Conhecimento universal de Deus (Is 11.9; Jr 31.34). O conhecimento estará disseminado e determinado em toda a Terra. Na verdade, todas as pessoas terão conceitos corretos sobre Deus, porque o mal estará detido naquele tempo.

 Paz e prosperidade (Is 2.4; 35.1,2). A maldição do pecado estará detida, sem poder de alastramento. A paz será universal porque a sua base será a justiça do Messias.

 Longevidade (Is 65.20,21, 22; 33.24). Uma vez que o mal estará detido, a vida física dos habitantes da Terra naqueles dias não sofrerá tanto como hoje. É verdade que as pessoas não estarão isentas da morte. Mas viverão muito mais.

 FINAL DO MILÊNIO
 A soltura de Satanás e seus anjos. Vemos uma descrição na Terra que mostra o fim do período milenial (Ap 20.2,3,7-9). A razão pela qual Satanás será solto é discernido pela sua atividade no tempo de sua soltura. Ele sairá para enganar as nações e promover sua ultima batalha contra o povo de Deus.

 Gogue e Magogue (Ap 20.8). Esses dois nomes referem-se aos inimigos se Israel. Podem representar dois tipos de inimigos: povos vindos do Norte; e, também, povos em geral. O que prevalece mais fortemente é a representação de povos vindos do norte. Na verdade, a batalha não será muito extensa, porque haverá a intervenção divina.

 PÓS-MILÊNIO
Todos esses fatos conduzem ao Grande Trono Branco, que é o Juízo Final (Ap 20.11), símbolo do poder de Deus para executar a justiça. Jesus será o Juiz (At 17.31; Jo 5.22,27). Diante do Supremo Juiz, todos os haveremos de comparecer. Os perdidos não escaparão ao Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15; 21.8). O Lago de Fogo é um lugar. E não um conceito, uma idéia ou estado mental.

Na segunda fase de Sua vinda em gloria (visível em todo o mundo), Cristo vai julgar as nações (Juízo da Nações) e inaugurar o Milênio, a gloriosa era de paz a ser implantada na Terra. Seguindo-se o Grande Trono Branco, o Juízo Final, ocasião em que somente haverá dois destinos: a morte eterna ou a vida eterna. Os crentes em Jesus estarão livres de qualquer condenação e irão desfrutar da eternidade.
Aqui termino este artigo, espero que você retire daqui conhecimento necessário para estar pronto para o Arrebatamento da Igreja.

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